Quando erram, nós não lhes perdoamos. Somos, freqüentemente, implacáveis com eles.
Até que, num fim de semana trágico, vislumbramos o que seria de nós sem a polícia. Aos
mortos, e aos vivos, fazemos um tributo. Eles são a linha de frente da democracia. Para
além de manter a ordem, sua função é garantir nossa liberdade.
Há coisas que consideramos certas, como o ar que se respira, e que só valorizamos
quando as perdemos, como a saúde, a liberdade, a vida. É fácil criticá-los, são eles que
morrem por nós. Num fim de semana, trinta e cinco se foram. Dia das mães, dia do
enterro dos filhos.
Policiais civis... Militares... Um bombeiro! O nome oficial é agente do estado, mas desde
crianças, aprendemos a chamá-lo de "seu guarda". Guardam. Vivem, e morrem, para nos
guardar.
Quem sabe, esta tragédia não seja a oportunidade que nos faltava para refletir sobre esses
homens e mulheres, que por tão pouco soldo, protegem algo muito frágil, delicado: a
construção do Brasil. Sua principal arma não é de fogo, nem branca, é letra, palavra: o
nome da lei.
sexta-feira, 26 de dezembro de 2008
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