terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
Geddel: Aliança depende de Wagner e do PT
O tema aliança PT-PMDB na Bahia para 2010 não preocupa o ministro Geddel Vieira Lima, que atribui à imprensa a mania de estar “requentando” um assunto, apesar de os rounds entre os dois partidos virem se sucedendo desde a eleição municipal de Salvador e petistas de destaque pedirem publicamente o rompimento. Na contramão das aparências, o ministro se diz “confortável” na situação atual e atribui ao governador Jaques Wagner, “por ser governador”, e ao PT, “porque é o partido do governador”, a maior parte da responsabilidade de viabilização do entendimento. O ministro falou à Tribuna pouco antes de participar, ontem, do lançamento do jornal do PMDB, intitulado “É o 15”, num restaurante da capital. Indagado se houve algo irreversível nas relações com o governador e se seria possível restaurar o grau de confiança que os levou juntos ao pleito de 2006, Geddel afirmou: “Não sei o que é possível, mas política é vencer desafios e superar dificuldades. O futuro entre PT e PMDB depende mais das iniciativas do governador – ele é o governador – e de seu partido, que é o partido do governador”. Geddel disse que a essência do que teria a falar sobre o assunto está no artigo publicado há cerca de dois meses na imprensa, no qual, em última análise, colocou à disposição os cargos que filiados ao PMDB ocupam no governo. Hoje, declara-se “sempre aberto” ao entendimento, “sem partilhar das angústias de muita gente angustiada que existe”. O ministro não quis esclarecer se se referia à imprensa ou a petistas, explicando que tinha se expressado “lato sensu”, ou seja, no sentido amplo, sem particularizar. (por Luís Augusto Gomes)
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