quinta-feira, 28 de maio de 2009

População sofre com a greve da polícia civil

Quem precisou dos serviços da Delegacia Especial de Atendimento ao Cidadão (DEAC), no primeiro dia da terceira paralisação de 72 horas dos agentes da polícia civil, encontrou dificuldade para receber atendimento. Durante todo o dia de ontem o movimento foi intenso na unidade, implantada no prédio da Polícia Civil, na Piedade. Das 8 da manhã às 16 horas 36 ocorrências foram registradas. A greve se prolonga até a manhã deste sábado. De acordo com o delegado metropolitano Rui da Paz, existem apenas dois computadores para registrar as queixas, o que dificulta a realização dos trabalhos. “O dia de hoje foi cheio. Para piorar a situação o sistema está lento. De todas as paralisações, hoje foi o dia que mais teve registro”, relatou Rui. De acordo com o presidente do Sindicato dos Polícias Civis do Estado (Sindipoc) Carlos Lima, a classe reivindica reajuste de 65% de aumento sobre os salários dos delegados, além de boas condições de trabalho. Segundo Carlos uma nova paralisação será realizada nos dias 8,9 e 10 de Junho. “Com a nova paralisação serão suspensas nas delegacias visitas, banho de sol, almoço, café da manhã e jantar dos presidiários. Não vamos prestar nenhum atendimento. É injusto o salário que recebemos”, disse.

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