Desde o feriado de Sete de Setembro, quando Salvador foi tomada pela onda de violência, soldados do Comando de Policiamento Especializado da Caatinga reforçam a segurança na capital.
Criada em 2001, a polícia da Caatinga é uma das tropas de elite da corporação no interior do estado. Os policiais militares que a compõem são tidos como os mais preparados para o combate ao narcotráfico, quadrilhas especializadas em assaltos a bancos e carros-fortes.
“Caatingueiros” reforçam a segurança nas ruas da capital
Com idades entre 25 e 35 anos, os oficiais candidatos à vaga na unidade passam por treinamentos de sobrevivência, cuja duração varia entre 15 e 20 dias, no 72º Batalhão do Exército Brasileiro, em Petrolina (PE) ou no 3º Batalhão da PM, no Núcleo de Instrução de Operações e Preparação na Área de Caatinga (Niopac), em Juazeiro (BA). “Se não estiver preparado, vai em um dia e volta no outro”, disse o major José Anselmo Moreira Bispo, coordenador da Caatinga.
O uniforme camuflado é semelhante ao usado por militares americanos na Operação Tempestade no Deserto, na Guerra do Golfo, no começo da década de 90.
Policiais fizeram revista na terça-feira na rótula de Paripe
Mas a atuação do grupo é controversa. Em algumas comunidades pobres de Salvador, a unidade é apontada como uma das mais violentas. A fama levou à popularização do jargão: “Pai faz, mãe cria e Caatinga mata”. “É claro que fazemos abordagens mais duras devido à área de atuação, mas isso tudo é mito”, desmitifica o major.
Até agora, cerca de 30 policiais realizaram operações nos bairros de Nordeste de Amaralina, Santa Cruz, Itaigara, Iguatemi, Pituba, Águas Claras, Federação, além das regiões de Cajazeiras e em bairro da cidade baixa. Na tarde de terça-feira (15), os “caatingueiros”, como são conhecidos, revistavam motoristas e motoqueiros que passavam pela rótula de Paripe, no subúrbio ferroviário. Não há previsão para o regresso da tropa para o interior
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
Paulo Azi: O problema da segurança é a falta de responsabilidade
Para o deputado estadual Paulo Azi (DEM), mais preocupante que o aumento da violência na Bahia é perceber que a atual gestão não reconhece que há uma falha administrativa que contribui para o crescimento da criminalidade. “Sabemos que o crime não se restringe a este Estado ou a este governo, mas é inaceitável ver que o governador Wagner atribua a causa as antigas gestões”, afirmou.
Segundo o parlamentar, os problemas se intensificam graças a falta de altivez do governador em assumir suas responsabilidades e, principalmente, a sua opção em não buscar soluções. “A Bahia que sempre foi exemplo para o país, hoje é vista como a 'terra do terror'”, afirmou.
“Será que o fato do nosso sistema penitenciário ser deficiente não carrega parte das responsabilidades?”, questionou. O parlamentar acredita que existam inúmeras falhas no aparelho penitenciário baiano e são essas brechas que permitem que os internos utilizem dentro dos presídios aparelhos celulares.
Segundo o parlamentar, os problemas se intensificam graças a falta de altivez do governador em assumir suas responsabilidades e, principalmente, a sua opção em não buscar soluções. “A Bahia que sempre foi exemplo para o país, hoje é vista como a 'terra do terror'”, afirmou.
“Será que o fato do nosso sistema penitenciário ser deficiente não carrega parte das responsabilidades?”, questionou. O parlamentar acredita que existam inúmeras falhas no aparelho penitenciário baiano e são essas brechas que permitem que os internos utilizem dentro dos presídios aparelhos celulares.
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