Estando ainda a um ano e meio para as eleições de 2010, os principais partidos políticos brasileiros já se preparam para a disputa tanto a nível nacional quanto nos estados. Na Bahia, atendendo a uma orientação nacional do Bloco Democrático Reformista, formado por PSDB-DEM-PPS, o ex-governador Paulo Souto (DEM) deve mesmo ser o nome indicado para disputar o governo em 2010. Segundo a coluna Painel da Folha de S. Paulo de ontem, uma reunião entre o senador Sérgio Guerra (PSDB), o prefeito Gilberto Kassab (DEM), Orestes Quércia (PMDB) e Roberto Freire (PPS), após analisarem os resultados da pesquisa Datafolha publicada esta semana, concluíram que a Bahia será um estado onde o Democratas vai ser cabeça de chapa.
A pesquisa coloca o ex-governador Paulo Souto como o segundo colocado em praticamente todos os cenários aferidos, o que, na visão dos democratas baianos, são números significativos, levando-se em conta que Souto nunca disse que é candidato, além de não ter a mesma exposição de mídia como o governador Jaques Wagner (PT), o primeiro colocado. "A pesquisa mostra que a oposição tem uma força grande", admitiu a assessoria de Souto, que reforça isso com a interpretação dos cenários que foram colocados. "Não vai haver uma disputa com César Borges e Paulo Souto no mesmo cenário", avaliou. "Varela, no segundo turno de Salvador, não acrescentou nada a Pinheiro, diferente do que foi no primeiro turno com Neto", acrescentou a assessoria.
Na edição deste jornal da última segunda-feira, 23, o deputado federal ACM Neto, em entrevista exclusiva, declarou que o seu candidato ao governo do Estado em 2010 será o ex-governador Paulo Souto. Neto não descartou uma aliança com o PMDB, mas defendeu que o democrata reúne todas as condições para voltar a conduzir o Estado. "Eu acho que Paulo Souto governou a Bahia duas vezes e fez um excelente trabalho. Ora, você vai querer comparar Wagner, no governo, com o que foi Paulo Souto?
O volume de ações, de obras, de projetos e realizações?", comparou. "A Bahia, com Wagner, perdeu a liderança de crescimento do Nordeste para Pernambuco", acrescentou o parlamentar. Neto avaliou ainda que o atual senador César Borges, presidente estadual do PR, se depender dele, também vai estar no mesmo palanque.
domingo, 29 de março de 2009
segunda-feira, 16 de março de 2009
PT lança Wagner à reeleição e tenta superar tensão com PMDB
O PT da Bahia aprovou resolução em que confirma o nome do atual governador do Estado, Jaques Wagner, como candidato à reeleição no ano que vem. De acordo com o partido, o principal objetivo para 2010 será manter a aliança que levou Wagner à vitória em 2006.
Para isso, os petistas já iniciaram um tratamento diferenciado ao PMDB, que nas eleições municipais de 2008 venceu a disputa com o PT pela Prefeitura de Salvador, gerando certa tensão entre os dois partidos. Após a vitória do prefeito João Henrique Carneiro (PMDB), Wagner anunciou seu rompimento com o peemedebista, embora os partidos continuem aliados no governo estadual.
A principal arma de sedução do PT ao PMDB será a vaga de senador na chapa de 2010, o que, para o presidente do diretório estadual da sigla, Lúcio Vieira Lima, ainda não representa que o acordo esteja fechado. "O PT sinaliza com a vaga para o senado para o PMDB, mas ao mesmo tempo ele tem outros pré-candidatos ao Senado na chapa", afirma Lima, que é irmão do ministro Geddel Vieira Lima (Integração Nacional).
O ministro, por sua vez, tem o nome cotado para disputar a vaga no governo caso a aliança com o PT não se consolide. Durante as eleições municipais, ele também protagonizou desentendimentos com Wagner, colocando os cargos do PMDB no governo à disposição do petista. "Caso o partido, majoritariamente, venha a decidir pela candidatura própria, teremos duas candidaturas sem nenhum problema, sem representar necessariamente um rompimento, como ocorreu em 2008", afirma o presidente do PMDB da Bahia.
Wagner já declarou sua intenção de se candidatar à reeleição e espera, inclusive, dissidências nos partidos de oposição para fortalecer sua candidatura. O presidente da Assembleia, Marcelo Nilo, recentemente anunciou sua desfiliação do PSDB para poder apoiar a reeleição do petista.
Para isso, os petistas já iniciaram um tratamento diferenciado ao PMDB, que nas eleições municipais de 2008 venceu a disputa com o PT pela Prefeitura de Salvador, gerando certa tensão entre os dois partidos. Após a vitória do prefeito João Henrique Carneiro (PMDB), Wagner anunciou seu rompimento com o peemedebista, embora os partidos continuem aliados no governo estadual.
A principal arma de sedução do PT ao PMDB será a vaga de senador na chapa de 2010, o que, para o presidente do diretório estadual da sigla, Lúcio Vieira Lima, ainda não representa que o acordo esteja fechado. "O PT sinaliza com a vaga para o senado para o PMDB, mas ao mesmo tempo ele tem outros pré-candidatos ao Senado na chapa", afirma Lima, que é irmão do ministro Geddel Vieira Lima (Integração Nacional).
O ministro, por sua vez, tem o nome cotado para disputar a vaga no governo caso a aliança com o PT não se consolide. Durante as eleições municipais, ele também protagonizou desentendimentos com Wagner, colocando os cargos do PMDB no governo à disposição do petista. "Caso o partido, majoritariamente, venha a decidir pela candidatura própria, teremos duas candidaturas sem nenhum problema, sem representar necessariamente um rompimento, como ocorreu em 2008", afirma o presidente do PMDB da Bahia.
Wagner já declarou sua intenção de se candidatar à reeleição e espera, inclusive, dissidências nos partidos de oposição para fortalecer sua candidatura. O presidente da Assembleia, Marcelo Nilo, recentemente anunciou sua desfiliação do PSDB para poder apoiar a reeleição do petista.
quinta-feira, 12 de março de 2009
Tadeu diz que “segurança pública acabou”
Representante do segmento policial na Assembleia Legislativa, o deputado Capitão Tadeu (PSB) disse ontem em discurso na tribuna que "a segurança pública na Bahia acabou e os problemas estão apenas começando", atribuindo ao governador Jaques Wagner "a desintegração entre as duas polícias" ao dar, na legislação, "tratamento diferenciado" para militares e civis. Tadeu não quis dar detalhes que justificassem a afirmação alegando que não quer "entrar em brigas paroquiais", preferindo falar "na condição de parlamentar especializado no assunto".
Para ele, "o governador perdeu as rédeas da segurança pública" e propiciou entre a Polícia Militar e a Polícia Civil "uma rivalidade inócua para a sociedade". Lembrou que, mesmo sendo da base governista, denuncia a crise da segurança desde o início, e que no terceiro ano de governo só vê a situação "piorar". Revelou que "oficiais da PM se reuniram e queriam dar uma solução rápida" para a briga ocorrida no Carnaval entre um major e um delegado, exemplo do "quadro de acirramento" entre as duas corporações. "Os oficiais queriam tomar uma satisfação, o que não ocorreu devido à minha interferência", afirmou.
O deputado criticou "o sorriso" do secretário da Segurança Pública, César Nunes, ao anunciar o resultado da Operação Nêmesis, que levou à prisão sob acusação de corrupção três coronéis da Polícia Militar, entre eles o ex-comandante da corporação, Antonio Jorge Santana. "O secretário demonstrou satisfação pelo fato, quando era para estar constrangido. É esse o entendimento nos quartéis, foi isso que passaram para mim", disse Tadeu, ressalvando que parabenizava o governador e o próprio secretário pelo êxito da operação, "pois os atos de corrupção devem mesmo ser punidos com cadeia".
Depois de afirmar que "o que vem agora é um enigma", o deputado foi indagado sobre que tipo de reação poderia partir de uma instituição como a PM em decorrência de uma atitude afinal de contas pessoal do secretário Nunes, já que a população é a única beneficiária da ação policial correta. "Tem policial", respondeu Tadeu, "que trabalha 96 horas a mais por mês sem receber nada por isso, muitas vezes sem usar colete à prova de bala. Como é que esse pessoal vai trabalhar agora, sabendo que na cúpula está ocorrendo desvio de dinheiro?"
O parlamentar reiterou que estava "profundamente decepcionado e triste" com o episódio envolvendo os coronéis, mas disse que a postura do secretário vai gerar "um boicote" da PM. Ele chamou a atenção para o fato de que a figura mitológica que deu nome à operação – Nêmesis – é, na verdade, a deusa da vingança, não da ética, como chegou a ser divulgado. "Quem se vingou de quem e por quê?", perguntou.
O Diário Oficial que circula hoje deverá, enfim, publicar a relação dos deputados indicados pela maioria e pela minoria para comporem as comissões técnicas da Assembleia, o que permitirá a retomada do processo legislativo. Entretanto, a decisão do governo de tirar da oposição a presidência da Comissão de Segurança Pública e Direitos Humanos gerou nova crise entre as bancadas.
As três comissões reservadas ao controle da oposição são as de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Infraestrutura. Nos bastidores da Casa, atribui-se a decisão do líder do governo, Waldenor Pereira (PT), de recuar do compromisso à nova situação criada com a prisão dos coronéis, pois os oposicionistas iriam "fazer palanque" e até mesmo convocar o secretário César Nunes para prestar depoimento.
A argumentação de que o governo ganhou pontos ao desmascarar o esquema de propinas na aquisição de material para a PM não teria sentido, prevalecendo o fato de que, afinal, é o primeiro caso de corrupção na administração de Wagner. Lembrado de que o coronel Santana vem do governo Paulo Souto, o deputado Rogério Andrade (DEM) assegurou que na gestão anterior "ele não praticou nenhum ato dessa natureza".
Para ele, "o governador perdeu as rédeas da segurança pública" e propiciou entre a Polícia Militar e a Polícia Civil "uma rivalidade inócua para a sociedade". Lembrou que, mesmo sendo da base governista, denuncia a crise da segurança desde o início, e que no terceiro ano de governo só vê a situação "piorar". Revelou que "oficiais da PM se reuniram e queriam dar uma solução rápida" para a briga ocorrida no Carnaval entre um major e um delegado, exemplo do "quadro de acirramento" entre as duas corporações. "Os oficiais queriam tomar uma satisfação, o que não ocorreu devido à minha interferência", afirmou.
O deputado criticou "o sorriso" do secretário da Segurança Pública, César Nunes, ao anunciar o resultado da Operação Nêmesis, que levou à prisão sob acusação de corrupção três coronéis da Polícia Militar, entre eles o ex-comandante da corporação, Antonio Jorge Santana. "O secretário demonstrou satisfação pelo fato, quando era para estar constrangido. É esse o entendimento nos quartéis, foi isso que passaram para mim", disse Tadeu, ressalvando que parabenizava o governador e o próprio secretário pelo êxito da operação, "pois os atos de corrupção devem mesmo ser punidos com cadeia".
Depois de afirmar que "o que vem agora é um enigma", o deputado foi indagado sobre que tipo de reação poderia partir de uma instituição como a PM em decorrência de uma atitude afinal de contas pessoal do secretário Nunes, já que a população é a única beneficiária da ação policial correta. "Tem policial", respondeu Tadeu, "que trabalha 96 horas a mais por mês sem receber nada por isso, muitas vezes sem usar colete à prova de bala. Como é que esse pessoal vai trabalhar agora, sabendo que na cúpula está ocorrendo desvio de dinheiro?"
O parlamentar reiterou que estava "profundamente decepcionado e triste" com o episódio envolvendo os coronéis, mas disse que a postura do secretário vai gerar "um boicote" da PM. Ele chamou a atenção para o fato de que a figura mitológica que deu nome à operação – Nêmesis – é, na verdade, a deusa da vingança, não da ética, como chegou a ser divulgado. "Quem se vingou de quem e por quê?", perguntou.
O Diário Oficial que circula hoje deverá, enfim, publicar a relação dos deputados indicados pela maioria e pela minoria para comporem as comissões técnicas da Assembleia, o que permitirá a retomada do processo legislativo. Entretanto, a decisão do governo de tirar da oposição a presidência da Comissão de Segurança Pública e Direitos Humanos gerou nova crise entre as bancadas.
As três comissões reservadas ao controle da oposição são as de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Infraestrutura. Nos bastidores da Casa, atribui-se a decisão do líder do governo, Waldenor Pereira (PT), de recuar do compromisso à nova situação criada com a prisão dos coronéis, pois os oposicionistas iriam "fazer palanque" e até mesmo convocar o secretário César Nunes para prestar depoimento.
A argumentação de que o governo ganhou pontos ao desmascarar o esquema de propinas na aquisição de material para a PM não teria sentido, prevalecendo o fato de que, afinal, é o primeiro caso de corrupção na administração de Wagner. Lembrado de que o coronel Santana vem do governo Paulo Souto, o deputado Rogério Andrade (DEM) assegurou que na gestão anterior "ele não praticou nenhum ato dessa natureza".
terça-feira, 10 de março de 2009
Coronéis acusados de fraude deixam prisão
Às 21h30 de segunda-feira, dia 09, em comboio de 20 carros, inclusive viaturas da Rondesp – que pararam o trânsito na Av. ACM –, os coronéis Antônio Jorge Ribeiro Santana, 56 anos, Sérgio Alberto da Silva Barbosa e Jorge Silva Ramos, e o tenente Antônio Durval Senna Júnior deixaram o Quartel de Comando do Corpo de Bombeiros (QCCB), onde estavam presos desde a noite de quinta-feira.
Eles, e os oito civis também presos na operação Nêmesis, que investiga corrupção em compras da Polícia Militar e da Guarda Municipal de Salvador, foram soltos a partir do fim da tarde, por ordem judicial.
Segundo o secretário da Segurança, César Nunes, os delegados dos inquéritos não viram necessidade de pedido de prorrogação das prisões (eram temporárias, de cinco dias, expirariam nesta terça, 10, ao meio-dia). “São tecnicamente primários, têm bons antecedentes, residências e ocupações fixas, prestaram depoimentos, agora é seguir com as investigações para relatar o inquérito”. Novos pedidos de prisão, continuou, dependem do andar das investigações.
Nunes negou que a decisão de não pedir à juíza Ivone Bessa (1ª Vara Criminal) para mantê-los presos tem a ver com a insatisfação dos coronéis com as circunstâncias das prisões dos colegas. “Nem tenho conhecimento dessa suposta revolta, nada me foi passado pelo coronel Mascarenhas”, alegou Nunes, se referindo ao comandante da PM, Nilton Mascarenhas.Soltura – A libertação dos oficiais, do procurador do Estado André Thadeu Franco Bahia, do lobista e empresário Gracílio Junqueira Santos, dos executivos Jaime Palaia Sica e Willian Ochiulini Laviola (diretores da empresa Júlio Simões Logística S.A), da ex-gerente do Bradesco Jocélia Fernandes Oliveira, e dos supostos empresários Aidano da Silva Portugal, Sidnei Couto de Jesus e Aline Cerqueira de Castro (apontados pela polícia como laranjas de Gracílio), era dada como certa desde a manhã pelos defensores deles.No fim da tarde, os advogados começaram a sair da 1ª Vara, acompanhados dos oficiais de Justiça e alvarás, com destino ao QCCB, à especializada de Repressão a Crimes contra infanto-juvenis (Derca), onde estavam custodiadas Aline e Jocélia, ao 12º Batalhão da PM (Camaçari), onde estava preso o procurador André Bahia, e à Polinter (Piedade), onde Gracílio, Sidnei, Aidano e os executivos dividiram celas no fim de semana.Aparato – No QCCB, os alvarás chegaram por volta de 19 horas, mas desde as 17h o local já tinha viaturas da Rondesp. Quatro, com equipes de cinco PMs, ficaram à disposição dos oficiais acusados de crimes, por cerca de quatro horas; duas delas, inclusive, escoltaram os oficiais para casa, depois de usadas como barreira para que eles fossem colocados em carros com vidros escuros. Alguns dos carros com placas sigilosas (veículos do Estado, usados em determinadas áreas da Justiça e Segurança). Por fim, saíram em alta velocidade por dois portões do quartel. “Não há elementos para que se mantenha presos pessoas de bons antecedentes, com domicílios em Salvador, por isso a juíza antecipou os alvarás”, disse o advogado dos coronéis, Vivaldo Amaral, mostrando os documentos emitidos pela Justiça
Eles, e os oito civis também presos na operação Nêmesis, que investiga corrupção em compras da Polícia Militar e da Guarda Municipal de Salvador, foram soltos a partir do fim da tarde, por ordem judicial.
Segundo o secretário da Segurança, César Nunes, os delegados dos inquéritos não viram necessidade de pedido de prorrogação das prisões (eram temporárias, de cinco dias, expirariam nesta terça, 10, ao meio-dia). “São tecnicamente primários, têm bons antecedentes, residências e ocupações fixas, prestaram depoimentos, agora é seguir com as investigações para relatar o inquérito”. Novos pedidos de prisão, continuou, dependem do andar das investigações.
Nunes negou que a decisão de não pedir à juíza Ivone Bessa (1ª Vara Criminal) para mantê-los presos tem a ver com a insatisfação dos coronéis com as circunstâncias das prisões dos colegas. “Nem tenho conhecimento dessa suposta revolta, nada me foi passado pelo coronel Mascarenhas”, alegou Nunes, se referindo ao comandante da PM, Nilton Mascarenhas.Soltura – A libertação dos oficiais, do procurador do Estado André Thadeu Franco Bahia, do lobista e empresário Gracílio Junqueira Santos, dos executivos Jaime Palaia Sica e Willian Ochiulini Laviola (diretores da empresa Júlio Simões Logística S.A), da ex-gerente do Bradesco Jocélia Fernandes Oliveira, e dos supostos empresários Aidano da Silva Portugal, Sidnei Couto de Jesus e Aline Cerqueira de Castro (apontados pela polícia como laranjas de Gracílio), era dada como certa desde a manhã pelos defensores deles.No fim da tarde, os advogados começaram a sair da 1ª Vara, acompanhados dos oficiais de Justiça e alvarás, com destino ao QCCB, à especializada de Repressão a Crimes contra infanto-juvenis (Derca), onde estavam custodiadas Aline e Jocélia, ao 12º Batalhão da PM (Camaçari), onde estava preso o procurador André Bahia, e à Polinter (Piedade), onde Gracílio, Sidnei, Aidano e os executivos dividiram celas no fim de semana.Aparato – No QCCB, os alvarás chegaram por volta de 19 horas, mas desde as 17h o local já tinha viaturas da Rondesp. Quatro, com equipes de cinco PMs, ficaram à disposição dos oficiais acusados de crimes, por cerca de quatro horas; duas delas, inclusive, escoltaram os oficiais para casa, depois de usadas como barreira para que eles fossem colocados em carros com vidros escuros. Alguns dos carros com placas sigilosas (veículos do Estado, usados em determinadas áreas da Justiça e Segurança). Por fim, saíram em alta velocidade por dois portões do quartel. “Não há elementos para que se mantenha presos pessoas de bons antecedentes, com domicílios em Salvador, por isso a juíza antecipou os alvarás”, disse o advogado dos coronéis, Vivaldo Amaral, mostrando os documentos emitidos pela Justiça
segunda-feira, 9 de março de 2009
Coronéis ameaçam retaliar Polícia Civil
Polícia Civil invadindo o Quartel do Comando Geral da Polícia Militar, nos Aflitos, onde cumpriu mandado de busca e apreensão na sala do tenente-coronel José Augusto Tuy de Britto Oliveira (Departamento de Planejamento da PM); coronéis algemados (inclusive o ex-comandante-geral Antônio Jorge Ribeiro Santana, 56, preso quinta-feira passada junto com os colegas Jorge Silva Ramos e Sérgio Alberto Silva Barbosa); agentes e delegados cumprindo buscas nas casas dos oficiais, em duas delas sem a presença dos presos; isso, sem contar com a suposta exigência de um delegado de Polícia Civil para que oficiais que estavam sendo detidos se referissem a ele como “senhor”.Episódios ocorridos na operação Nêmesis – que prendeu 12 suspeitos em casos de corrupção nas compras da PM –, cuja discussão acirrou ânimos dos coronéis da ativa, em reunião realizada sexta-feira à noite, no QCG, tornaram se pivôs da situação de constrangimento entre as cúpulas das polícias Civil e Militar, que o secretário da Segurança, delegado federal César Nunes, e o governador Jaques Wagner, terão de administrar a partir de hoje.Três dos 28 coronéis presentes à reunião confirmaram o debate a A TARDE – o comandante em Barreiras, 857 km a oeste da capital, não estava; e o 30º, Silva Ramos (apoio logístico da PM), está preso. Os oficiais foram semelhantes nas declarações de que a maioria dos colegas pretende adotar medidas de não-cooperação às iniciativas da Polícia Civil. “Em alguns dias, um de nós vai se pronunciar publicamente sobre o assunto, estamos esperando a soltura dos colegas, com os quais vamos discutir esses episódios na prisão deles”, afirmou um coronel da cúpula da PM, que pediu para não ser identificado, uma vez que, segundo alegou, não teria “autorização do Comando”. Presente ao jogo Bahia x Vitória da Conquista, no Estádio de Pituaçu, ontem, o coronel Nilton Mascarenhas, comandante-geral da PM, não respondeu aos pedidos de A TARDE para comentar o assunto, após três contatos feitos por intermédio do capitão Dourado, que o acompanhava.Enquanto isso, no Quartel do Corpo de Bombeiros, onde os coronéis Santana, Ramos e Barbosa estão presos (no alojamento para oficiais), o domingo foi de várias visitas. Além de parentes, estiveram no quartel o advogado deles, Vivaldo Amaral, e pelo menos seis coronéis (como Franco e Lopes, ambos da Reserva) e oito oficiais de outras patentes.
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