sábado, 31 de janeiro de 2009

FHC cético

FHC tem dito aos mais próximos que não considera definitiva a candidatura de Dilma Rousseff à Presidência. Para FHC, a ministra ainda é apenas uma aposta de Lula.Uma penca de vices. Cresce visivelmente a lista de possíveis candidatos do PMDB a vice-presidente numa chapa com Dilma Rousseff. No partido, discutem-se os nomes de Sérgio Cabral, Geddel Vieira Lima, Edison Lobão e até Garibaldi Alves. Por enquanto.

Exemplo de antigamente

Só mesmo no quadro de fragilidade dos partidos e da pobreza da atividade política que vivemos no Brasil e na Bahia seria possível ver notícias como a que se divulga hoje, de um acordo que o Governo do Estado estaria firmando com o PDT baiano. Pelas notícias, o acordo consistiria na concessão de alguns cargos na administração, inclusive no primeiro escalão, à legenda criada por Leonel Brizola, com o sonho de vir a ser o esteio do trabalhismo brasileiro, e esta, em contrapartida, passaria a abrigar deputados que querem apoiar o governo e estão desconfortáveis em suas siglas atuais.
Apesar de novo, em termos históricos, o PDT já possui uma tradição de seriedade, até pelos princípios que nortearam os seus fundadores. Transformar-se em legenda de aluguel, como acontecia muito aqui na Bahia mesmo nas últimas décadas por conta das ações do falecido Antonio Carlos Magalhães, seria uma reviravolta brutal na sua história e uma demonstração de que os métodos não mudaram, apenas mudaram-se os nomes de quem está no poder e as siglas.
Fica difícil crer que os pedetistas baianos embarquem numa canoa que só deverá afundar a credibilidade da legenda no médio prazo.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Geddel não descarta alianças nem com o DEM ou o PT

Sucessão na Bahia: Geddel não descarta alianças nem com o DEM ou o PT

Do DEM ao PT, a aliança que o PMDB buscará em 2010 na Bahia ainda é uma incógnita. Este foi o posicionamento do ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, em entrevista, nesta segunda, 26, em uma rádio local. “As alianças de segundo turno, normalmente, acontecem com pessoas que têm pensamento diferente dos nossos, foi o caso do segundo turno em Salvador. Aquela foi uma aliança que termina ali e não tem necessariamente vinculação com 2010”, disse.

O ministro não descarta, porém, a possibilidade de unir-se aos Democratas, mas evita falar da possibilidade de sair candidato com o deputado ACM Neto (DEM) como vice. Isso porque, para Geddel, a possibilidade de reeditar a dobradinha com o PT que levou à vitória de Jaques Wagner também não está descartada. “Vamos avaliar, se as propostas estão em sintonia, como estivemos em 2006 e no momento certo é que vamos discutir, vamos tratar deste assunto sem polêmica”, completou.

Política agrícola – Para a política estadual, Geddel defendeu o desenvolvimento agrícola. “Metade de nosso território está no semi-árido. Podemos ter, no campo, geração de empregos importantes, com a preservação das pessoas nos locais onde nasceram e cresceram”, sugere. Esta política, segundo o ministro, ajudaria na redução do fluxo migratório e provocaria o desenvolvimento de municípios médios de todo o Estado. “Hoje, procuramos conhecer cada vez mais a Bahia para dar sugestões e contribuir de alguma forma”. Neste sentido, o ministro destaca as obras de projetos de irrigação realizadas com recursos do Ministério da Integração nas regiões de Baixios de Irecê e do Projeto Salitre, obras que estavam paralisadas na gestão do ex-ministro Ciro Gomes.

Geddel insiste em dizer que as obras e projetos à frente do Ministério são, hoje, seu assunto preferido, mas as articulações sobre 2010 foi o assunto mais comentado por ele durante a entrevista. Reafirmou declarações de que não sairá novamente candidato a deputado federal e disse ficar envaidecido com os comentários sobre o seu nome.

“Considero natural este tipo de especulação política, sobretudo quando ocupamos cargos de destaque na equipe de governo”, disse. Mas, segundo o ministro, ele não pode falar sobre assuntos que fogem ao seu controle. Ele cita como exemplo, o estouro de uma crise econômica internacional em um momento em que o Brasil registrava picos de crescimento econômico. “O trabalhador podia ver a produção crescendo e, hoje, observa a possibilidade de perder o emprego”, exemplifica.

O mesmo ele fala sobre o seu futuro político. “Não estou fugindo do meu estilo quando digo ´está muito cedo´, mas existem fatores que não dependem da minha vontade para serem definidos. No momento oportuno vou me posicionar”, completou.

Câmara – Sobre a polêmica acerca das eleições da Câmara Municipal de Salvador, o ministro foi enfático ao defender a manutenção do espaço político do PMDB que, segundo ele, foi conquistado através da eleição do vereador Alfredo Mangueira. “O partido é a maior bancada da casa na base de sustentação do prefeito e teria direito de escolher quem seria o presidente pelo princípio da proporcionalidade”. A renúncia do presidente eleito, segundo o ministro, não credencia o primeiro-vice-presidente para assumir integralmente o cargo. “O que eu esperava daqueles que ajudaram a apoiar o prefeito João Henrique, que é o caso do DEM, seria reconhecer o espaço político do PMDB”.

Plateia petista aclama Dilma como candidata no PA

Era para ser mais uma mesa-redonda para discutir o papel da mulher na política, mas na prática virou uma espécie de comício, em pleno Fórum Social Mundial, em Belém, no Pará. Assim que a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, adentrou o palco, apresentada como uma das debatedoras, os petistas que lotavam o auditório entoaram o jingle da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência, agora com outro nome: "Olê, olê, olê, olá... Dilma, Dilma" E imediatamente engataram outro refrão de campanhas petistas: "Brasil! Urgente! Dilma presidente!"O tema do debate, promovido pela Fundação Perseu Abramo, ligada ao PT, não poderia ser mais apropriado para a ministra, apontada como a preferida de Lula para sucedê-lo na Presidência. Logo na abertura, a governadora paraense Ana Julia Carepa, primeira mulher eleita para a chefia de um Estado sob a sigla do PT, saudou: ?Estamos chegando a um momento muito importante da nossa República, o momento de termos uma mulher na Presidência?.Depois do debate, durante entrevista coletiva, Dilma respondeu se considera que o País está preparado para eleger uma mulher presidente. Disse que o povo brasileiro está preparado tanto para eleger uma mulher quanto um negro ou um índio. Antes da entrevista, ao discursar para a plateia, ela já havia dito que "nosso País é tão democrático que um torneiro mecânico chegou à Presidência".

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Wagner, cabo eleitoral de Geddel

O governador da Bahia, Jaques Wagner, informou aos jornais nesta quinta-feira que o nome do ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, é um dos citados entre os possíveis candidatos a vice-presidente numa chapa encabeçada pela ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. Como Dilma é mineira, mas fez carreira no Rio de Grande do Sul, a expectativa é que o nome para vice seja um nordestino e, de preferência, do PMDB. O baiano Geddel estaria, assim, "disputando" vaga com o senador Jarbas Vasconcelos (PE), que tem os mesmos requisitos que ele.
Em razão dos problemas que se anunciam para 2010 na Bahia, ante o contínuo afastamento do PMDB da sua base aliada e frente à possibilidade, bastante viável, de uma aliança de peemedebistas e democratas em torno de uma candidatura de Geddel ao governo do Estado, o governador baiano teria que sair a campo, logo, e se tornar o principal cabo eleitoral do ministro baiano nesta corrida pela candidatura a vice-presidente. Simplesmente porque isto resolveria, de imediato, quase todos os seus problemas em relação à sucessão baiana: manteria o PMDB sob controle, isolaria o DEM e tiraria Geddel do seu horizonte.
Como o ministro da Integração Nacional tem mostrado que aprendeu política com muita gente escolada, é claro que ele não irá fazer nenhum movimento que antecipe o seu posicionamento. E até pode esnobar um pouco a possibilidade de ser candidato a vice.
Isto, além de valorizar o seu passe, mantém o PT baiano neste suspense em torno do comportamento do aliado-adversário (ou será adversário-aliado?) e de até quando vai durar este jogo de gato e rato em que se transformou a relação entre as duas legendas na Bahia.

Futura aliança em risco

A aliança entre PMDB e DEM ainda nem se concretizou mas já corre perigo, ante a disposição das duas legendas de não abrirem mão da Presidência da Cãmara Municipal de Salvador, vaga desde que o vereador Alfredo mangueira, o Breve, renunciou depois de apenas oito dias no cargo. O curioso é que, nesta disputa, o PT está unido ao PMDB na reivindicação para que haja uma nova eleição e contra a manutenção do vice-presidente Paulo Magalhães Júnior (DEM) na vaga do renunciatário.
Cauteloso e talvez tentando uma saída que não provoque um conflito maior, o deputado ACM Neto (DEM) diz que vai conversar com o prefeito João Henrique (PMDB) e não com a direção peemedebista sobre o assunto. É claro que ele sabe que Joao Henrique seguirá a posição do partido, até porque o Poder Legislativo (Câmara) não é da alçada do Poder Executivo (pelo menos teoricamente). Mas o que ele busca é uma forma de desviar o caminho da discussão para evitar a trombada com quem vem na mesma direção.
Mas, assim como no caso da UPB (veja post abaixo), seja qual for a solução, ficarão pedregulhos que terão quer ser afastados para o caso de se desejar concretizar mesmo esta aliança para 2010. Por enquanto, só críticas veladas e queixas soturnas sobre o tratamento que o PMDB dá aos aliados. Depois, isto pode crescer.

Dilma candidata 'competitiva' diz PT

PT já vê em Dilma candidata 'viavel' e 'competitiva'

Lançada por Lula e recebida com um pé atrás por setores do petismo, a candidatura presidencial de Dilma Rousseff já foi absorvida pela direção do PT.

Embora Dilma frequente as pesquisas ainda na casa de um dígito, o presidente do PT, Ricardo Berzoini (SP), a vê como uma candidata “competititiva”.

“A ministra Dilma tem demonstrado um grande compromisso com o projeto liderado pelo presidente Lula”, diz Berzoini.

“Por isso mesmo, ela é hoje o nome cotado dentro do PT e fora do PT também como uma candidatura viável e competitiva”.

Acha que Dilma, uma vez confirmada pelo PT no ano que vem, terá "todas as condições" de representar o bloco governista na sucessão de 2010.

Dilma vai às urnas, no dizer de Berzoini, como símbolo da “continuidade das mudanças apresentadas pelo presidente Lula no processo político de 2002 e em 2006”.

Mudanças que, em 2010, estarão “sob avaliação dos eleitores”. Berzoini arremata seu raciocínio:

“Esse é o jogo. E a ministra Dilma tem todas as condições de liderar o nosso bloco político em 2010, fazendo desse processo um processo de politização e dicussão política clara com a sociedade”.

As declarações de Berzoini foram feitas em entrevista à Rádio Gaúcha (ouça). Falou também sobre a disputa pelo comando da Câmara e do Senado.

Otismista, disse que Tião Viana (AC), o candidato do PT à presidência do Senado, ainda reúne condições de prevalecer sobre o rival José Sarney (PMDB-AP).

Na Câmara, a despeito de a “candidatura tardia” de Sarney ter desagradado o PT, Berzoini repisa a tecla de que o petismo manterá o apoio a Michel Temer (PMDB-SP).

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Companheiro/a Policial Civil, Militar, Bombeiro, Agente ou Guarda Municipal;

Companheiros no ultimo mês de outubro, saímos de mais um pleito eleitoral e, novamente. Nós praças, agentes e escrivãos de policia e guardas municipais não elegemos um representante, um companheiro conhecedor dos nossos problemas, solidário com as nossas lutas, sensível aos problemas que vivenciamos, alguém que esteja engajado nas lutas por melhores dias e na defesa dos direitos.

Temos na Bahia mais de 35 mil policiais Civis, Militares e Guardas municipais estamos em todas as cidades do nosso estado, somos nós que lidamos diariamente com os problemas de nossas cidades, somos nós que conhecemos os moradores, conhecemos como poucos os problemas sociais e políticos de nossas cidades, temos uma grande responsabilidade com a profissão que abraçamos. Com um número tão grande companheiros não temos um representante que conheça nossos problemas de perto, que sinta na pele, “as dores e as deliciais de sermos o que somos.” Que nós praças, agentes e escrivãos vivemos diariamente.

Temos muitas dores e, quem estar lá no centro do poder para nos acalenta? Para cobrar nossos direitos aqueles que detêm o poder? Temos condições e inteligência para entender essa necessidade, material humano (praças e agentes).

Não podemos esquecer que estamos a centenas de quilômetros de Salvador, centro administrativo e centro das decisões e informações do estado. Decisões essas que quase nunca nos chegam.

Temos a missão de defensores da sociedade mais não temos nosso valor reconhecido por aqueles que detêm o poder, isso se deve ao fato de não termos representantes. De modo que convido os nobres companheiros a fazer uma breve reflexão sobre o que temos, e, sobre o que esperamos dessa missão que todos abraçamos muitos de nós com menos de 20 anos de idade e por ela damos até nossas vidas.

Meus nobres, os representantes que nós elegemos na última eleição, vocês acham que estes, estão a nos representar? Representam nossos interesses? Defendem nossos direitos?
Convido os nobres companheiros a refleti sobre o resultado das urnas; não apenas do pleito de 2008, mas principalmente de 2010 que, novamente, teremos outro processo eleitoral. Mas o que queremos pra nós? Continuaremos à espera de milagres? Temos um papel muito importante na construção de um futuro melhor, somos os únicos responsáveis por nós mesmo e única alternativa é a UNIÃO. Daí seremos fortes e respeitados por todos aqueles que decidem os nossos destinos e de toda a sociedade brasileira.

Meus ilustres o governo enviou para a assembléia e já foi votado o que ele chama de reestruturarão da Policia Militar, “essa reestruturação” a quem interessa? Até onde ela nos beneficia? Onde está o nosso PLANO CARGO E CARREIRA? Quem irá defender esses outros direitos? Por exemplo: URV, Habilitação PM GAP IV e V. Temos companheiros (praças) passam mais de 25 anos na mesma função, não são valorizados, não tem se quer esperança de aspirar algo melhor pra si e para sua família.

Quem é ou quem são os culpados? Se refletirmos bem verá que somos nós mesmos os grandes culpados por estes e por outros problemas, pois sabemos que essas decisões são políticas de partido, portanto temos a obrigação de elegermos representantes de nossa classe, (praças) antenado com os nossos problemas e aspirações. Companheiros somos mais 35 mil policias (civis, militares, escrivãos e guardas municipais) na Bahia, nós temos condições eleger mais de um deputado com esse intuito. “È só você querer.”

Vivemos em um país onde todas as decisões são políticas e, na sua maioria, política de partido, portanto, temos que nos Unir. Você que lê esta carta sabe dos problemas que enfrentamos no campo profissional e pessoal; e, como todos, sofremos pressão. Todos têm responsabilidade, a nossa, é especial nesse sentido.

Pesquisas realizadas em todo o país mostram que a Segurança Pública é a maior preocupação no Brasil e no mundo, e o que nossos governantes estão a fazer para resolver esse problema? Essas soluções estão sendo discutidas com a nossa participação? Somos os únicos que chega quando todos saem que combate a criminalidade, que salva vidas. Protegemos o patrimônio público e o privado. Estão sobre nossos ombros as vidas de todos os cidadãos e cidadãs do Estado, incluindo nossas famílias, amigos, vizinhos; enfim, todos que nos rodeiam.

Quem está no poder ou ao lado do poder para defender nossos interesses? Companheiro (a), outro pleito virá. Convido-o (a) para, juntos, pensarmos nesses e em outros problemas que vivenciamos diariamente. Unidos, seremos fortes e, somente assim teremos chances de uma vida melhor, para desempenharmos nosso trabalho com mais entusiasmo e compromisso, à altura do que a sociedade espera de nós: SEGURANÇA.

A partir deste instante, façamos uma reflexão a respeito das nossas necessidades, das melhorias que tanto almejamos.


Um forte abraço e uma boa REFLEXÃO.Anísio Cavalcanti/SD da PMBA

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

De olho em 2010, Lula vai levar Dilma a Fórum Social

Na tentativa de consolidar a reaproximação com os movimentos sociais, ele prepara discurso sob medida para o encontro

Disposto a apresentar sua candidata à sucessão de 2010 para a maior plateia de esquerda reunida por metro quadrado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva levará a tiracolo ao Fórum Social Mundial, em Belém, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. Na tentativa de consolidar a reaproximação com os movimentos sociais, ele prepara discurso sob medida para o encontro, de 27 deste mês a 1º de fevereiro, batizado de "Woodstock tropical".

Lula usará a tribuna do Fórum Social para fazer um pronunciamento na linha desenvolvimentista que agrada ao PT e segue o roteiro da estreia de Dilma no megapalanque político: com estocadas nos Estados Unidos pré-Barack Obama, Lula vai dizer que, em seu governo, os pobres não pagarão a conta da crise internacional.

O tom duro do discurso de Lula, que chegará a Belém na quinta-feira à noite, será reforçado por ataques à especulação financeira e defesa contundente de uma nova ordem econômica e política no mundo. Empenhado em reconquistar o público de esquerda que torce o nariz para alianças pragmáticas com o PMDB e olha com desconfiança para o Banco Central (BC), Lula vai usar o palco de Belém para criticar os ricos reunidos no Fórum Econômico Mundial, em Davos.

Detalhe: desta vez ele não comparecerá ao encontro dos homens engravatados do Primeiro Mundo, que começa no dia 28 em Davos, na Suíça. Na capital do Pará, o governo vai pôr o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) na vitrine, para empurrar a candidatura de Dilma. Gerente do PAC, a chefe da Casa Civil ganhará elogios de Lula. No Planalto, a aparição de Dilma no Fórum Social é considerada extremamente importante para a conquista de votos na seara da esquerda.

Geddel se diz embaixador da Bahia e de Salvador junto ao presidente Lula

De olho em 2010, o ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima (PMDB) se definiu ontem pela manhã, no Palácio Thomé de Souza, durante assinatura de convênios com a Prefeitura que viabilizaram para a cidade investimento da ordem de R$ 40 milhões, como o “embaixador da Bahia e de Salvador junto ao presidente Lula” e afirmou que o Estado tem pressa. “Precisamos enfrentar os problemas que nos atormentam, que são muitos. Eles não pedem licença para entrar nas nossas casas, eles invadem. Precisamos ter coragem e a noção de que a Bahia tem pressa. As coisas precisam acontecer com rapidez e nós precisamos dar respostas imediatas às demandas; tomar as decisões mesmo que, por vezes, possamos errar, voltar atrás e corrigir, mas uma decisão, ainda que equivocada por vezes, é melhor do que a falta de decisão e é isso que nós estamos demonstrando aqui de forma muito clara”, disse, acrescentando. Em seu discurso, Geddel afirmou trabalhar para “aprofundar as parcerias” do executivo municipal com o governo federal e o governo do Estado, levando projetos para viabilizar investimentos que, feitos com rapidez e agilidade, signifiquem melhoria nas condições de vida da população. O peemedebista acrescentou que o governador Jaques Wagner (PT) tem uma obrigação muito clara com a nossa capital. “Estas obras foram compromisso de campanha e com a assinatura dos convênios, a prefeitura dá mais um passo para eliminar problemas de alagamento e deslizamento de terras na cidade do Salvador bem como de mobilidade urbana nas ilhas pertencentes ao município”, comemorou João Henrique. O ministro disse que a assinatura dos convênios é o primeiro passo seguindo as determinações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltado para vencer a crise econômica. “Além de estarmos investindo na infraestrutura da cidade, beneficiando toda a população, também estamos promovendo a geração de empregos e a circulação de dinheiro”, justificou. Já o prefeito João Henrique aproveitou a cerimônia para criticar o que alguns de seus auxiliares tacham de “cerco” promovido à sua administração por entidades como os Ministérios Públicos federal e estadual e mesmo integrantes do Judiciário. João comemorou novamente a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que deu competência ao município e ao governo baiano de definirem sua própria política ambiental. Graças a isso caiu por terra o intuito do Ibama de tentar brecar a inauguração do Estádio de Pituaçu. O prefeito lamentou as intervenções externas que travam o desenvolvimento da capital e disse que há instituições que pensam que têm competência para administrar a cidade como se seus membros tivessem sido eleitos para comandar a prefeitura. “Eu tenho impressão, às vezes, que estes outros órgãos federais querem tomar o meu lugar de prefeito, porque querem decidir até os dias da semana que as barracas vão abrir, como já recebi uma sentença de um juiz que determinava isso. Será que isso é competência do Judiciário?”, questionou. João Henrique voltou a destacar o empenho do ministro Geddel na captação de recursos para obras em Salvador e disse que, embora ainda faltem dois meses para o aniversário da cidade, já “ estamos aqui recebendo do ministro presentes para a nossa capital”

Geddel não descarta alianças nem com o DEM ou o PT

Do DEM ao PT, a aliança que o PMDB buscará em 2010 na Bahia ainda é uma incógnita. Este foi o posicionamento do ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, em entrevista, nesta segunda, 26, em uma rádio local. “As alianças de segundo turno, normalmente, acontecem com pessoas que têm pensamento diferente dos nossos, foi o caso do segundo turno em Salvador. Aquela foi uma aliança que termina ali e não tem necessariamente vinculação com 2010”, disse.
O ministro não descarta, porém, a possibilidade de unir-se aos Democratas, mas evita falar da possibilidade de sair candidato com o deputado ACM Neto (DEM) como vice. Isso porque, para Geddel, a possibilidade de reeditar a dobradinha com o PT que levou à vitória de Jaques Wagner também não está descartada. “Vamos avaliar, se as propostas estão em sintonia, como estivemos em 2006 e no momento certo é que vamos discutir, vamos tratar deste assunto sem polêmica”, completou.
Política agrícola – Para a política estadual, Geddel defendeu o desenvolvimento agrícola. “Metade de nosso território está no semi-árido. Podemos ter, no campo, geração de empregos importantes, com a preservação das pessoas nos locais onde nasceram e cresceram”, sugere. Esta política, segundo o ministro, ajudaria na redução do fluxo migratório e provocaria o desenvolvimento de municípios médios de todo o Estado. “Hoje, procuramos conhecer cada vez mais a Bahia para dar sugestões e contribuir de alguma forma”. Neste sentido, o ministro destaca as obras de projetos de irrigação realizadas com recursos do Ministério da Integração nas regiões de Baixios de Irecê e do Projeto Salitre, obras que estavam paralisadas na gestão do ex-ministro Ciro Gomes. Geddel insiste em dizer que as obras e projetos à frente do Ministério são, hoje, seu assunto preferido, mas as articulações sobre 2010 foi o assunto mais comentado por ele durante a entrevista. Reafirmou declarações de que não sairá novamente candidato a deputado federal e disse ficar envaidecido com os comentários sobre o seu nome. “Considero natural este tipo de especulação política, sobretudo quando ocupamos cargos de destaque na equipe de governo”, disse. Mas, segundo o ministro, ele não pode falar sobre assuntos que fogem ao seu controle. Ele cita como exemplo, o estouro de uma crise econômica internacional em um momento em que o Brasil registrava picos de crescimento econômico. “O trabalhador podia ver a produção crescendo e, hoje, observa a possibilidade de perder o emprego”, exemplifica.O mesmo ele fala sobre o seu futuro político. “Não estou fugindo do meu estilo quando digo ´está muito cedo´, mas existem fatores que não dependem da minha vontade para serem definidos. No momento oportuno vou me posicionar”, completou. Câmara – Sobre a polêmica acerca das eleições da Câmara Municipal de Salvador, o ministro foi enfático ao defender a manutenção do espaço político do PMDB que, segundo ele, foi conquistado através da eleição do vereador Alfredo Mangueira. “O partido é a maior bancada da casa na base de sustentação do prefeito e teria direito de escolher quem seria o presidente pelo princípio da proporcionalidade”. A renúncia do presidente eleito, segundo o ministro, não credencia o primeiro-vice-presidente para assumir integralmente o cargo. “O que eu esperava daqueles que ajudaram a apoiar o prefeito João Henrique, que é o caso do DEM, seria reconhecer o espaço político do PMDB”.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Disputa fica mais acirrada pelo comando da AL

De nada adiantou a estratégia do PMDB de tentar protelar a decisão em relação a quem apoiar para a presidência da Assembleia Legislativa, no sentido de evitar um novo confronto com o PT. Após o anúncio oficial da bancada peemedebista de que a prioridade é trabalhar para manter a posição que ocupa na Mesa Diretora – de primeiro secretário –, hoje ocupada pelo deputado Luciano Simões, o PT, embora não tenha se manifestado de forma direta, contou com o apoio irrestrito do tucano Marcelo Nilo, o que não poderia ser diferente, que tratou logo de comprar a briga. Segundo Nilo, que disputa a reeleição, “se o PT quiser, a vaga desejada pelo PMDB, será, sem dúvida, de um deputado petista”. A chapa dele, inclusive, deve ser anunciada amanhã. Não poderia ser diferente, conforme avaliação de Nilo, levando em consideração que “o PT me liberou para formar a chapa que fosse melhor para a minha candidatura, e sempre foi correto comigo. Abriu mão de disputar a presidência em meu favor, abriu mão da primeira vice-presidência (Ângelo Coronel, do PR, foi indicado para ser mantido na vaga) e até da primeira-secretaria, para que a gente tentasse chegar a um consenso. Mas se o pleito do PT for a primeira-secretaria, terá meu apoio definitivo”, assegurou. Conforme Nilo, ele teria deixado claro ao líder do PMDB na Casa, Leur Lomanto Jr, indicado pelo PMDB para disputar a primeira-secretaria de forma avulsa, que não tem compromisso com o colega se o partido do ministro Geddel Vieira Lima não o apoiar. “Portanto, dessa forma me isento de qualquer responsabilidade de manter o respeito à proporcionalidade, indicando cargos para a oposição e para os peemedebistas, caso a postura do PMDB, que deve liberar a bancada para votar como quiser para presidente, permaneça a mesma.”, salientou.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

VICE-PRESIDÊNCIA NÃO FAZ A CABEÇA DE GEDDEL

O ministro Geddel Vieira Lima (Integração Nacional) fica lisonjeado com as citações do seu nome numa possível composição da chapa que vai disputar a presidência da República em 2010. Mas, pessoas próximas a ele acreditam que a condição de vice-presidente não faz a cabeça de Geddel, que é nitidamente um homem de ação. Pelo visto, essa ainda não foi a divina solução dos petistas baianos.

GOVERNADOR DIZ QUE GEDDEL PODE SER VICE

Segundo a coluna Tempo Presente do jornal A Tarde de hoje, Jaques Wagner disse que já conversou com Lula sobre 2010, mais especificamente, a composição da chapa que terá a ministra Dilma Rousseff na cabeça. "O conceito é o de que o vice deve ser do Nordeste". Lula é pernambucano radicado em São Paulo e teve como vice um mineiro, José Alencar. Dilma é mineira radicada no Rio Grande do Sul, naturalíssimo o complemento ser nordestino, região em que ele obteve maioria dos votos, diz a coluna. E também, ainda na projeção conceitual, o ideal é um vice do PMDB. Wagner admite: "Geddel entra nessa lista" (divina solução para os petistas baianos). Mas na lista também está o senador Jarbas Vasconcelos, ex-governador de Pernambuco, o preferencial, também cortejado pelo governador de São Paulo, José Serra.Nos últimos dias, o nome de Geddel voltou a surgir com intensidade nos bochichos de Brasília.

Disputa em 2010

Eleições 2010: Bahia
Depois de ter vencido o grupo de ACM, no poder havia 20 anos no estado da Bahia, Jaques Wagner, o governador, enfrenta um racha na sua própria base de apoio, o que poderá fazer a disputa no Estado não ser, como em 2006, polarizada entre DEM e PT. Vamos aos principais nomes cotados, pois:
PT
Jaques Wagner: o governador apresentou índices de avaliação desanimadores ao longo dos seus dois anos de mandato. Mas, numa campanha, poderá reverter o quadro, como ocorreu em Salvador com o prefeito João Henrique Carneiro. Caso Lula esteja com boa avaliação, poderá também pegar carona no seu governo.
DEM
Paulo Souto: o ex-governador, desde já pré-candidato, é sondado pelo PSDB – ligado ao PT na Bahia – para disputar pelo partido, sem nomes naturais. Acho mais provável, porém, que se candidate pelo DEM, mesmo. A comparação do seu governo com o de Wagner seria natural, bem como, como em outros pleitos, o próprio carlismo poderá estar de novo em discussão.ACM Júnior: até hoje, não li ninguém considerando a hipótese de sua candidatura. De fato, talvez não haja disposição dele de se candidatar, uma vez que, antes de assumir a vaga de seu pai no Senado, não era político. Se aceitasse o desafio, poderia ter mais sucesso que outro candidato do grupo carlista, por ser legítimo representante do clã ACM. Porém, também colheria a imagem aristocrática da família, que causa rejeição também de parte considerável do eleitorado. Seu mandato de senador acaba em 2010, portanto, outra possibilidade é tentar ser reeleito senador
PMDB
Geddel Vieira Lima: Se ACM Neto tivesse ido para o segundo turno, tanto contra o prefeito João Henrique Carneiro quanto contra o deputado petista Walter Pinheiro, a possibilidade de sua candidatura seria remota, uma vez que no 2º turno a aliança PT-PMDB seria refeita. Porém, foram justamente esses dois partidos aliados que se enfrentaram, causando o racha na base de Jaques Wagner que se vê hoje. O ministro da Integração Nacional, Gedel Vieira Lima, é apontado por jornalistas e por políticos, entre eles o próprio João Henrique, como um nome na disputa. Apesar de concorrer contra um petista, Lima também poderá pegar carona no governo Lula, até porque comanda um ministério estratégico para o Nordeste.João Henrique Carneiro: o prefeito reeleito de Salvador desde já vem demonstrando apoio ao seu padrinho Geddel Vieira Lima, mas, caso esse nome não pareça viável, não é impossível que Carneiro também seja uma alternativa. Como foi reeleito, teria argumentos para renunciar o seu mandato, já que terá completado seis anos na prefeitura.
PSDB
Antônio Imbassahy: depois de sucessivas derrotas eleitorais, o ex-prefeito Antônio Imbassary dificilmente teria condições políticas de ser candidato e, sendo, também não teria grandes chances de vencer a disputa. De todo modo, é um nome importante no partido e cabe aqui o registro.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Segurança aprova anistia para policiais da Bahia e do RN

Diógenis Santos Luciana Genro explicou que os PMs foram punidos por participarem de movimentos por aumento salarial. A Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado aprovou na última quarta-feira (19) o Projeto de Lei 3777/08 , do Senado Federal, que concede anistia a policiais militares da Bahia e do Rio Grande do Norte. Eles foram punidos por participação em movimentos de reivindicação de aumento salarial e melhorias nas condições de trabalho. A greve entre policiais militares é proibida, e movimentos dessa natureza podem ser interpretadas como crime sob o ponto de vista militar.
O projeto original falava apenas de policiais do Rio Grande do Norte, e foi assinado pelos três senadores do estado - Garibaldi Alves Filho (PMDB), Rosalba Ciarlini (DEM) e José Agripino (DEM). Porém, a relatora da proposta, deputada Luciana Genro (Psol-RS), identificou que o mesmo ocorreu na Bahia, e estendeu a anistia aos policiais daquele estado.
Beneficiados
Serão anistiados cerca de 1.300 integrantes da Polícia Militar do Rio Grande do Norte que participaram do movimento de reivindicações em 2007. Na Bahia, o caso ocorreu em 2001, mas a deputada não sabe quantos policiais seriam beneficiados. Ela explicou que nos dois casos os policiais fizeram assembléias para discutir propostas do governo estadual, e se ausentaram do trabalho por esse período. Alguns foram processados por questões disciplinares e outros chegaram a ser acusados de deserção.
A anistia proposta abrange os crimes definidos no Código Penal Militar e as condutas punidas pelos regulamentos disciplinares aplicados à PM. Se aprovado o projeto, serão atingidos os processos que já tenham sido julgados definitivamente e os que estejam sendo apurados em ação penal, inquérito, ou quaisquer outros procedimentos.

Ministro de Lula, Geddel espalha outdoors em cem cidades da Bahia e provoca o PT no Estado

Depois de dizer que não será candidato a deputado federal em 2010 e de se recusar a dizer que cargo pretende disputar nas próxima eleições, o ministro peemedebista Geddel Vieira Lima (Integração Nacional) mantém a "guerra fria" com o governador Jaques Wagner (PT). A mais recente última ação do "conflito" verificou-se esta semana em forma de outdoors com a imagem do ministro colocados em cerca de 100 cidades (a Bahia tem 417 municípios). "Conte comigo para ajudar a realizar um feliz 2009", diz a mensagem. Em destaque, uma ampla fotografia do ministro, sem terno, apenas de gravata.Somente em Salvador, onde um outdoor exposto por 15 dias em pontos mais movimentados custa cerca de R$ 1.800, foram colocadas cerca de 20 placas.Publicamente, Geddel Vieira Lima e Jaques Wagner dizem que a parceria que levou o petista ao governo baiano em 2006 está mantida em 2006. Mas, desde as eleições para a Prefeitura de Salvador, os dois políticos atuam em campos opostos. Na sucessão da capital baiana, Geddel Vieira Lima "apadrinhou" a vitoriosa candidatura de João Henrique Carneiro (PMDB), e Jaques Wagner ficou com o deputado federal Walter Pinheiro (PT). O clima tenso da campanha rachou os dois partidos. O governador, em represália, não compareceu à posse de João Henrique. Geddel também venceu a disputa pela presidência da Câmara de Salvador e, agora, briga com o PT em mais duas eleições: as presidências da Assembléia Legislativa e da UPB (União das Prefeituras da Bahia), marcadas para o final deste mês. Em ambas, candidatos que têm o apoio do ministro deverão enfrentar adversários ligados ao PT. De olho nas eleições de 2010, Geddel mantém uma movimentação intensa na Bahia, controlando completamente o PMDB - seu irmão, Lúcio Vieira Lima, é o presidente do diretório estadual. A amigos, Lúcio contou que pretende disputar uma vaga na Câmara dos Deputados para "preservar" as bases do irmão. Nas últimas eleições para deputado federal, Geddel obteve cerca de 300 mil votos.Esta é a justificativa apresentada pelo ministro para colocar os outdoors. "Não existe segunda intenção nas placas, a não ser cumprimentar o povo baiano", disse o ministro. Geddel Vieira Lima acrescentou que foi votado em quase todos os municípios e que os outdoors são a forma mais eficiente para se dirigir à população. Nos fins de semana, Geddel Vieira Lima não descuida dos seus projetos políticos - em várias entrevistas, disse que espera governar a Bahia "um dia". Ele visita cidades, conversa com prefeitos e lideranças políticas, participa de festas e carreatas. Em caso de uma eventual disputa pelo Palácio de Ondina (residência oficial do governo baiano), Geddel Vieira Lima certamente vai enfrentar o governador Jaques Wagner. Em almoço no final do ano passado com jornalistas, quando fez um balanço dos seus dois primeiros anos de administração, Wagner disse que o "caminho natural" é tentar a reeleição. Ainda no almoço, o governador disse que suas relações políticas com o ministro são "muito boas"."Quem quiser usar o palanque do presidente Lula na Bahia terá de trabalhar pela reeleição do governador Wagner", disse o presidente da executiva estadual do PT, Jonas Paulo, colocando mais lenha na fogueira na disputa entre PT e PMDB.

Eleições de 2010 já influenciam as alianças regionais

Em Salvador, o PMDB local, comandado pelo ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, articulou-se novamente com o DEM do deputado ACM Neto e derrotou o PT do governador Jaques Wagner na briga pela presidência da Câmara. Geddel diz que tentou formar uma chapa conjunta com o PT, mas que a proposta foi recusada pelos mesmos petistas que haviam abandonado seus postos na prefeitura para lançar candidato contra o prefeito reeleito de Salvador, João Henrique Carneiro (PMDB). O PT optou por concorrer com chapa própria e o resultado é que acabou derrotado mais uma vez, com um agravante: apresentou oito candidatos à Mesa Diretora da Câmara Municipal e, ao final, obteve apenas seis votos.
Há dez dias, todos foram surpreendidos com a renúncia do recém eleito comandante da Câmara, vereador Alfredo Mangueira, depois de assumir publicamente suas ligações com o jogo do bicho. O vice Paulo Magalhães Júnior (DEM) assumiu a presidência e, agora, ACM Neto e Geddel aguardam parecer da consultoria jurídica para definir se haverá nova eleição em que o PMDB possa recuperar o posto. Mas a disputa não vai abalar a parceria. "Defendo e vou trabalhar por uma aliança entre o DEM e o PMDB da Bahia em 2010", diz Neto, confiante de que "o PSDB terá de vir conosco, naturalmente, porque não pode continuar linha acessória do PT baiano."
"É natural que se especule, mas não temos compromisso futuro algum. Meu caminho preferencial na Bahia é a aliança com o PT, mas o que vai acontecer em 2010, eu não sei", afirma Geddel. De qualquer forma, sua parceria local com o DEM é vista como mais um movimento que sinaliza o desembarque peemedebista do governo do PT, já enxergando um potencial maior na candidatura presidencial de oposição. Afinal, a tentativa de composição com o PT baiano para definir o comando da Assembleia Legislativa também fracassou, embora Geddel tenha se oferecido para apoiar um petista.
Em se tratando de Bahia, o parceiro tradicional do PT é o PSDB do deputado Jutahy Júnior. Exatamente por isto, o deputado estadual tucano Marcelo Nilo presidiu a Assembleia na primeira metade do mandato de Jaques Wagner. "O inusitado é que Marcelo Nilo assumiu por escrito o compromisso de não disputar a reeleição e, ainda assim, o PT opta por ele", lamenta Geddel, lamentando ter de "administrar as desconfianças e as inseguranças" do PT local, temeroso de que o PMDB rompa a aliança em 2010 e lance o ministro contra Wagner na briga pelo Palácio de Ondina.

domingo, 18 de janeiro de 2009

Walter Pinheiro pede apuração no caso da agressão na Lavagem do Bonfim

O deputado federal Walter Pinheiro (PT) cobrou neste sábado, 17, do governo do Estado um posicionamento mais incisivo em relação ao caso do segurança do prefeito João Henrique (PMDB) que agrediu um estudante na Lavagem do Bonfim. Pinheiro disse estranhar o fato de a Prefeitura de Salvador admitir utilizar policiais militares em trabalhos fora de sua atribuição.
A Secretaria Municipal de Comunicação confirmou que o segurança, cuja identidade permanece sob sigilo, pertence aos quadros da Polícia Militar. “É a volta da P2“, criticou o parlamentar, em referência ao uso de policiais à paisana. No início de sua administração, o governador Jaques Wagner (PT) orientou explicitamente o comando da PM para não permitir mais a prática, associada à truculência e autoritarismo e comum em governos anteriores. Segundo o assessor direto de Wagner, Ernesto Marques, a orientação permanece, mas o governo do Estado não se pronunciará até saber se o policial integra a Assessoria Militar do prefeito. A TARDE procurou o comando da PM, mas ninguém atendeu às ligações.
Após ter evitado falar com imprensa no dia seguinte à agressão, o estudante Luiz Eduardo Colavolpi, 17 anos, respondeu às acusações do prefeito João Henrique, que associou os manifestantes envolvidos no episódio à “esquerda cega que tem a genética da guerrilha”. “Quero esclarecer que não agredi ninguém. É inacreditável que o prefeito divulgue nota para defender seus capangas“, disse Colavolpi. Ele afirmou que é filiado ao PT e teme retaliações a seus pais, funcionários da prefeitura. “Não é questão de perder o emprego, mas o que pode acontecer lá dentro. Não quero envolvê-los, eles me apoiam, mas essa luta é minha“.

Incidentes na Lavagem são reflexos do pleito de 2010

Faltando ainda quase dois anos para as eleições de 2010, a Festa da Lavagem do Bonfim, a mais popular da Bahia depois do Carnaval, produziu cenas políticas que antecipam a futura disputa que poderá colocar em lados contrários PT e PMDB. As vaias para o prefeito João Henrique e o ministro Geddel Vieira Lima, as duas maiores expressões do PMDB, mesmo que possam ser interpretadas como um fato isolado e consideradas como orquestradas, merecem uma reflexão. Da mesma forma, o incidente envolvendo a comitiva do ex-governador Paulo Souto e o deputado federal ACM Neto, que acusaram a tropa da PM de patrulhamento, também merece um registro. Numa nota divulgada ontem pela Juventude de PT, assinada por Gabriel Oliveira, praticamente revela que foram os militantes do partido que deram as vaias nos peemedebistas. “O mais novo presente de ano novo dado pela Administração Municipal à população de Salvador e à juventude soteropolitana foi o repentino e covarde aumento da tarifa de ônibus na cidade”, diz um trecho no início da nota. Coincidentemente este foi o pano de fundo das vaias dirigidas ao prefeito João Henrique no dia da Lavagem do Bonfim, que também tentaram atingir o ministro Geddel Vieira Lima, em vias de rompimento com os petistas para se candidatar ao governo do estado em 2010. Na nota os petistas antecipam o tipo de relacionamento que deverão ter com o prefeito João Henrique e atribuem a ele a agressão às liberdades através de atos de violência como o acontecido durante a Lavagem do Bonfim. “Já sabemos que não se pode esperar nenhum canal de diálogo com a Prefeitura. E não só os estudantes, como todos os setores que estão à margem das decisões políticas em Salvador estarão atentos e permanentemente mobilizados”. Lúcio Vieira Lima, presidente estadual do PMDB, contesta as acusações. “As vaias soaram como um protesto político”, reagiu. “Não concordo com a atitude de quem quer que seja, mas as faixas foram colocadas atrás do prefeito para lhe provocar”, reforçou Lúcio, referindo-se ao incidente com o segurança que provocou o tiro. A nota praticamente incita os estudantes à mobilização por conta do aumento dos ônibus anunciado recentemente, afirmando que “a Secretaria de Juventude do PT abomina as recentes ofensivas de João Henrique contra a população e aos estudantes da cidade e tem se colocado desde o início favorável às mobilizações contra o aumento”. Com isso, Lúcio avalia que tudo foi feito de forma premeditada. “Foi premeditado. Já no Mercado Modelo, onde eles se concentraram, fizeram aquilo estrategicamente para aparecer na mídia. Foi uma manifestação orquestrada”, reforçou o peemedebista

Lula quer lançar Dilma já em 2009 para fazer alianças

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem dito a ministros, aliados e petistas que deseja lançar publicamente até o final deste ano a candidatura ao Palácio do Planalto da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. A eleição presidencial acontecerá em outubro de 2010.
Legalmente, o PT deve esperar até junho de 2010, o mês para realização das convenções partidárias que oficializam as candidaturas. Mas Lula pretende ganhar um semestre para articular alianças.
O raciocínio do presidente é o seguinte: o PT deve terminar 2009 ungindo Dilma como candidata. O presidente tem até data: durante as eleições internas petistas marcadas para o final de novembro deste ano.
Na sequência, Lula acha que o PT deve buscar uma ampla aliança com PMDB, PSB e a penca de outras legendas que sustentam seu governo no Congresso.
Se o partido ficar esperando até junho de 2010, Lula avalia que será mais complicado viabilizar a aliança para uma candidatura única das atuais forças governistas.
O presidente insiste na tese da candidatura única para fazer disputa plebiscitária com a oposição na campanha de 2010. Crê que mais de um candidato do campo lulista inibirá sua ação a favor de sua favorita.
A primeira opção do Planalto é por um entendimento com o PMDB. Lula e Dilma gostariam que o governador do Rio, Sérgio Cabral, fosse o candidato a vice da ministra. No entanto, ele já disse a Lula e a Dilma que deseja tentar a reeleição no Rio e sugeriu um nome do Nordeste: o atual ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima.
Caso não consiga a aliança com o PMDB, partido dividido e também cortejado pelo PSDB para a disputa presidencial, o PT deveria tentar um acordo com o PSB. O deputado federal Ciro Gomes (CE) ou o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, seriam opções de vices nordestinos para a mineira Dilma que fez carreira política no Rio Grande do Sul.
Mas Ciro ainda não desistiu de ser candidato, apesar de seu caminho ficar mais estreito a cada dia. Campos tem a alternativa de concorrer à reeleição.


Paixãozinha

Dilma e auxiliares chamam o ministro Geddel de "paixãozinha". O relacionamento entre eles é muito bom. Lula gosta do desempenho administrativo do peemedebista e criou com ele uma relação pessoal boa, apesar das críticas duras de Geddel ao presidente no primeiro mandato.
Na avaliação do Palácio do Planalto, a eventual indicação de Geddel para vice de Dilma mataria três coelhos com uma cajadada.
Daria a ela um vice peemedebista do maior Estado do Nordeste. Diminuiria a chance de o partido fechar oficialmente com os governadores tucanos José Serra (SP) ou Aécio Neves (MG), ambos potenciais candidatos em 2010. E resolveria a briga entre PT e PMDB na Bahia, facilitando a candidatura à reeleição do governador petista Jaques Wagner.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Aprovada Lei Orgânica que vai reestruturar a Polícia Civil

Sobrou comemoração para os servidores da Polícia Civil presentes na terça-feira, 13, na Assembleia Legislativa. Eles lotaram a galeria da Casa e viram ser aprovada a lei orgânica da categoria às 22h15. Os policiais civis fizeram nove dias de greve no mês passado como forma de pressionar o governo do Estado a enviar para a AL o Projeto de Lei (PL) 4.543/08, responsável por reformular a legislação que rege a classe. Os civis também fizeram greve em março do ano passado, além de uma paralisação de 48 horas em outra ocasião.
A pressão surtiu efeito e a aprovação foi unânime depois de o governo e oposição fecharem acordo. Os representantes sindicais não poupam elogios à nova organização da instituição, que deve receber quase 4 mil servidores. O impacto financeiro será de R$ 3,7 milhões nos cofres públicos ao final deste ano, segundo previsão do governo do Estado.
Entre as principais mudanças estabelecidas pela nova lei estão a criação de dois departamentos: o de Inteligência Policial – para se articular com a Superintendência de Inteligência, que já existe, e com as delegacias do interior –; e o de Planejamento, Administração e Finanças, para cuidar da gestão.
Além disso, os cargos de promoção deixam de ter número-limite de ocupantes. Antes da lei, por exemplo, existiam 50 vagas para delegados especiais e só era possível ascender a ele se algum dos seus ocupantes saísse. Isso acaba a partir de agora. Em até 18 anos os servidores poderão subir ao topo da carreira, como explica o secretário estadual de Segurança Pública, César Nunes.“No caso dos delegados, por exemplo, eles precisavam esperar um colega se aposentar ou sair por algum outro motivo para poder ser promovido. E delegado só se aposenta na compulsória, já com seus 70 anos”, ressaltou Nunes. “Agora, se eles tiverem rendimento exemplar, não faltarem, não forem suspensos, podem chegar ao topo em até 18 anos”, afirmou.Aumento do quadro – De acordo com o Sindicato dos Policiais Civis do Estado da Bahia (Sindipoc), a categoria soma cerca de 6.800 servidores, entre delegados, agentes, escrivães e peritos. Com a nova lei orgânica, o número sobe para 10.779 cargos permanentes e os agentes de polícia passam a ser chamados de investigadores. O aumento do número de cargos leva a reboque o aumento da exigência para se entrar na Polícia Civil. A partir da nova lei, apenas pessoas com nível superior podem ingressar na instituição, depois de decisão pessoal do governador Jaques Wagner, segundo informação de César Nunes.Um dos pontos mais elogiados pelos delegados foi a criação das coordenadorias de Polícia da Capital, da região metropolitana, e das regionais de Polícia do Interior. Para Pietro Baddini, vice-presidente da Associação dos Delegados (Adpeb), a medida dá “capilaridade” à instituição. “Ela passa a chegar mais próximo da sociedade”, avalia. “A polícia havia parado há 30 anos. Tínhamos uma polícia da ditadura militar, formulada em 1976”, disse, para elogiar a abertura do governo Wagner ao diálogo.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Bahia terá disputa dura pelo Senado

Passadas as eleições municipais, o foco dos políticos baianos começa a se direcionar para o Congresso Nacional. Em especial, à disputa por uma vaga no Senado nas próximas eleições promete ser uma das mais acirradas dos últimos tempos no Estado. Fato é que nomes não param de surgir para 2010.

Dos dois senadores baianos cujos mandatos se encerram em 2009, só o presidente estadual do PR, César Borges, afirma que vai concorrer à reeleição. O senador ACM Junior não esconde paixão maior pelos negócios da família na Rede Bahia.

Quanto aos novos postulantes, no PMDB, o nome natural é o do ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima. No PSB, o da deputada federal e ex-prefeita da capital Lídice da Mata.

Entre os petistas, até o momento vieram à baila nomes como os dos deputados federais Walter Pinheiro, Nelson Pelegrino, Geraldo Simões e Luiz Bassuma; o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli; e o prefeito reeleito do município de Camaçari, Luiz Caetano.

Já no PCdoB, o deputado estadual Édson Pimenta ecoa sempre seu desejo de ser candidato ao Senado. O presidente da ANP, Haroldo Lima, é lembrado por correligionários, como o deputado federal Daniel Almeida, que o aponta como o quadro que pode ser apresentado pelo partido. Para fechar a lista de pretendentes ao Senado, por ora, tem ainda o forrozeiro Edigar Mão Branca (PV). "Vale tudo em 2010", disse o deputado.

Batalha difícil – Tudo indica que, na base do governo Wagner, não vai ser nada fácil a batalha para emplacar uma das duas vagas ao Senado na chapa majoritária. No campo dos atuais aliados, o único que está com meio caminho andado para emplacar a disputa, caso seja a sua vontade, é o ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima (PMDB), que teve do governador a garantia de uma das duas vagas ao Senado na chapa. Mesmo assim, Geddel terá ainda de enfrentar resistências em setores do Partido dos Trabalhadores.

De toda sorte, o quadro ainda é totalmente indefinido, pois depende da articulação nacional do PMDB em 2010 diante da situação do governo Lula e da musculatura apresentada pela candidatura do PT.

Não por acaso, o ministro Geddel já deixou claro que pode ser "candidato a tudo" – exceto a deputado federal –, o que obviamente o deixa livre de compromisso, dando margem para que ele seja adversário de Wagner nas eleições ao governo do Estado, caso o contexto geral aponte para isso.

Borges – Fora da base de Wagner e aliado do governo Lula, quem não trabalha mais com qualquer perspectiva de emplacar na chapa do governador uma das vagas ao Senado é César Borges (PR), que apoiou o deputado federal ACM Neto (DEM) em Salvador e este ano chegou a trocar insultos com o governador.

Wagner o chamou de mentiroso por ele ter afirmado que recebera proposta para participar do governo do Estado em troca do apoio à candidatura de Walter Pinheiro (PT) em Salvador, e em resposta ao mandatário o presidente do PR chamou o governador de "leviano".

"É um caminho naturalmente mais difícil, não pelo evento – aquilo me parece que o governador me entendeu mal e eu tive que dar uma resposta, não é aquilo que vai impedir qualquer coisa – , mas porque vejo o governador cheio de compromissos para 2010, com Lídice da Mata, seu partido e vários outros postulantes", ponderou com cautela. "Em política, há probabilidades mais factíveis e outras mais difíceis; essa, eu acho mais difícil", disse César Borges.

Democratas – O presidente do PR provavelmente deve manter em 2010 aliança no Estado com o Democratas do ex-governador Paulo Souto, apoiando-o para o governo estadual e, ao mesmo tempo, garantindo seu nome ao Senado em uma chapa competitiva. Além do mais, tem o fator Geddel, ainda imprevisível.

"Abri canal de negociação com Geddel. Política é somar", frisou o senador César Borges, que no segundo turno em Salvador apoiou a reeleição do prefeito João
Henrique Carneiro (PMDB).

O forrozeiro Edigar Mão Branca diz que vai sair candidato ao Senado mesmo isolado, fora de uma chapa majoritária forte. "Nesse jogo da elite política, eu não entro. Eu prefiro assim, como foi meu mandato de deputado federal, sem apoio de vereador, sem apoio de prefeito, de governador", declarou . "Acho que o povo já está mais ou menos maduro e preparado para essas decisões. Portanto, diria que eu independo", concluiu

PSDB e DEM já montam palanques para 2010

Para os partidos de oposição, a largada para a campanha eleitoral de 2010 começa no mês que vem. Dirigentes do PSDB, do DEM e do PPS se reunirão em fevereiro, em Brasília, para discutir a montagem dos palanques estaduais comuns aos três partidos, o que sustentará a próxima campanha presidencial apoiada pelo grupo encabeçado provavelmente pelo governador paulista, o tucano José Serra. A ideia é solucionar divergências regionais o mais rápido possível e limpar o terreno para a candidatura ao Planalto.O problema é que já existem pelo menos dois cenários complicados para o grupo administrar. Na Bahia, o PSDB sondou o ex-governador Paulo Souto, do DEM, para ser o candidato tucano à sucessão do governador petista Jaques Wagner. E no Rio Grande do Sul, a governadora tucana Yeda Crusius não tem mais relações políticas com o vice-governador Paulo Feijó (DEM), que faz oposição sistemática ao governo, desde sua posse, por divergência em relação a medidas administrativas tomadas.No caso da Bahia, o DEM não aceita o assédio do PSDB sobre Paulo Souto. Seus dirigentes acham que uma eventual desfiliação do ex-governador para fortalecer um partido parceiro no projeto nacional criaria uma aresta política grave na relação entre o DEM e os tucanos.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Oposição pede que policiais adiem greve

Os parlamentares da bancada de Oposição ficaram estarrecidos com a situação de insegurança que vivem os policiais baianos e ficaram bastante preocupados com a possibilidade cada vez mais concreta da categoria entrar em greve devido a falta do cumprimento dos acordos por parte do governo Jaques Wagner. A situação foi apresentada aos parlamentares pelos policiais civis e militares durante audiência na Comissão de Segurança Pública e Direitos Humanos. De acordo com o líder do Democratas na Assembléia, deputado Heraldo Rocha registrou a insatisfação da categoria e reforçou que, diante da situação de insegurança no Estado, uma greve de policiais civis e militares só iria agravar o caos na área de Segurança Pública. "Neste momento de instabilidade e insegurança, fizemos um apelo aos policiais para que não entrassem em greve e esgotassem todas as etapas de negociação com o Estado antes de partirem para a radicalização. Por outro lado, fazemos um apelo ao Estado para que atenda aos policiais", afirmou Rocha. De acordo com o deputado Eliedson Ferreira (DEM) afirmou que a violência contra os policiais começa pelos próprios salários. Ele alertou que a Assembléia estará analisando e votando até o final do ano o Orçamento para 2009 e que este é o momento para a Casa contemplar a categoria com um aumento salarial, no caso do governo já não tê-lo feito. "Se não propusermos nenhuma melhoria salarial já, os policiais terão que esperar mais um ano sem qualquer perspectiva de aumento salarial", disse Ferreira. O deputado lembrou que, em muitos casos, para complementar a renda familiar, muitos policiais são obrigados a fazer 'bicos', comprometendo a já extenuante ação diária, além da convivência constante com a violência . "Esta Casa tem a oportunidade, no Orçamento, de mudar esta situação", afirmou Ferreira. Já o deputado Carlos Gaban (DEM), ressaltou o posicionamento equilibrado da Oposição em tentar propor a negociação em vez da greve entre a categoria. "A situação é muito grave, trás preocupação a todos nós, porque pudemos ver a insatisfação das diversas lideranças da Polícia Militar e da Polícia Civil, devido ao não atendimento das reivindicação das duas categorias por parte do governo do Estado. O governo precisa tratar dessa situação urgentemente, pois muitas lideranças pregam o indicativo de greve devido a insatisfação com os baixos salários, com a falta de condições de trabalho, a insegurança, inclusive de seus familiares, a necessidade de mais contratações. Vamos debater o Orçamento, pedir que o governo se sensibilize e envie uma suplementação orçamentária para que essa situação não se agrave mais", disse Gaban. O deputado Tarcízio Pimenta (DEM), lembrou que, quando a insegurança atinge principalmente a família de um policial, quando ele não tem mais tranqüilidade em deixar mulher e filhos em casa para trabalhar é que a situação é muito grave. "É o próprio agente de segurança mostrando o grau de insegurança que estamos vivendo hoje na Bahia", concluiu o parlamentar. Fonte: Agência Oposição

Projeto de Lei Orgânica deverá

O projeto de Lei Orgânica da Polícia Civil deverá ser votado em caráter extraordinário até o dia 13 de janeiro próximo. A afirmação foi dada pelo deputado Waldenor Pereira (PT), líder da bancada do governo, em reunião com a diretoria do Sindpoc e representantes de base do interior, na tarde de terça-feira (06/01) na Assembléia Legislativa da Bahia, no Centro Administrativo da Bahia (CAB). Na ocasião, o presidente do Sindpoc Carlos Lima apresentou ao deputado Waldenor Pereira os oito itens que serão necessários para compor as emendas. Quanto ao nome do relator das emendas até o momento não foi revelado por Waldenor Pereira, mesmo com toda a pressão feita pela diretoria do Sindpoc e a categoria que lotaram as duas galerias da AL. Antes de se reunir com o líder da bancada do governo, a diretoria do Sindpoc e representantes de base, se reuniram também com o deputado Bira Coroa (PT). Na reunião, o deputado enfatizou que somente irá negociar os oito itens a serem incluídos na Lei Orgânica com os representantes do Sindpoc. Ele adiantou também que o movimento da Polícia Civil da Bahia já pode ser considerado vitorioso. Além dos companheiros da capital e de várias localidades do interior do estado, destaque para a comitiva de Juazeiro que compareceu na manifestação e se fez vigilante durante todo o dia. “O número de comitivas do interior tem se destacado em todas as nossas assembléias e mobilizações. Isso é o resultado da unidade para a aprovação da Lei Orgânica”, explica Bernardino Gayoso. Em reunião na Federação dos Trabalhadores (FETRAB), realizada na quarta-feira (07/01), a diretoria fez um histórico do projeto de lei e de todas as investidas em reuniões com representantes do governo.
Na ocasião, foi consenso entre todas as categorias que o governo não vem obedecendo aos acordos feitos em mesa de negociação, o que é um desrespeito com os sindicatos e os trabalhadores, além de não estar cumprindo com sua palavra.

EMENDAS NECESSARIAS NO PROJETO DE LEI ORGÂNICA
1. Inclusão da Estrutura do DPT na estrutura Organizacional da Polícia Civil, com subordinação do Diretor do DPT ao Secretário de Segurança Pública.
Órgãos de Perícias e IdentificaçãoDepartamento de Policia Técnica;
2. Inclusão da Aposentadoria diferenciada com proventos integrais a todos as Carreiras da Polícia Civil, sendo colocado nas Disposições transitórias.
Com o seguinte texto:
Os Delegados de Polícia Civil de Carreira e as Carreiras de Investigador de Polícia, Escrivão de Polícia Civil, Perito Técnico de Polícia Civil, Perito Criminalístico de Polícia Civil, Perito Médico de Polícia Civil e Perito Odonto de Polícia Civil farão jus a aposentadoria voluntária com proventos integrais aos 30 (trinta) anos de contribuição, desde que tenha 20 (vinte) anos de atividade policial, se homem; se mulher, 25 (vinte e cinco) anos de contribuição, desde que tenha 15 (quinze) anos de atividade policial, de acordo com o artigo 40, § 4º, inciso II e III, da Constituição Federal, Emenda nº 47/05.Parágrafo único – Os Delegados de Polícia Civil de Carreira e as Carreiras de Investigador de Polícia, Escrivão de Polícia Civil, Perito Técnico de Polícia Civil, Perito Criminalístico de Polícia Civil, Perito Médico de Polícia Civil e Perito Odonto de Polícia Civil ao aposentarem-se, farão jus a proventos integrais correspondentes aos vencimentos, gratificações e vantagens;
3. Nas atribuições dos investigadores de Polícia Civil, Art. 52 do Projeto deverá ter as seguintes redações:NO INCISO I:I - Coordenar e Supervisionar à Investigação Criminal e do exercício de Polícia Judiciária, exceto quando relacionadas à matéria sob jurisdição militar, quando na condição de coordenador do Setor de Investigação.
ACRESCIMO DO INCISO XVIII, COM A SEGUINTE REDAÇÃO: proceder com exclusividade a investigação criminal e do exercício de Polícia Judiciária.
4. Perito Técnico de Polícia Civil a Supressão do inciso I, XXI e XXIII, do artigo 53.
5. Criar paragrafo único no artigo 57 com a seguinte redação: Os integrantes do Sistema Policial Civil de Carreira Profissional, em face da natureza das suas atividades, estão expostos a situações insalubres, perigosas e de excessivo desgaste físico e psicológico, portanto submetidos às condições especiais de trabalho, cabendo-lhes as indenizações, previstas em lei.
6. Supressão do inciso V do artigo 95: “Insubordinação grave”, pois constitui inconstitucionalidade, pois não oferece direito de defesa e nem o contraditório.
7. Modificar os prazos de apresentação após a remoção dos incisos I e II, do Artigo 75 Lei da Polícia Civil, numero 17.697/2008, pois, viola a lei 6677/94, (Estatuto dos Servidores Públicos do Estado da Bahia).
8. Acrescentar o inciso VI no artigo 58 e incluí-lo no parágrafo 1º do referido artigo com as seguintes redações:
VI - Porte livre de arma de fogo, na ativa ou na inatividade, na forma da legislação;
§ 1º – A carteira de identidade funcional do servidor indicado neste artigo, inerente ao exercício da função, consignará as prerrogativas constantes dos incisos II, III, IV e VI, deste artigo.