sábado, 15 de maio de 2010
Policia Civil da Baiana Ameaça entra em Greve
Policiais civis baianos decidiram, por unanimidade, entrar em greve por tempo indeterminado, caso a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 446/300, que prevê a criação de piso salarial para policiais civis, militares e bombeiros em R$ 3,5 mil (nível médio) e R$ 7 mil (nível superior), não seja votada no Congresso Nacional até a próxima terça-feira (18). “Se o piso nacional não for votado, a partir da zero hora do dia 19, entraremos em greve por tempo indeterminado”, afirmou Carlos Lima, presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Estado da Bahia (Sindpoc), em assembleia nesta sexta-feira (14). “Se os parlamentares não acelerarem a votação que cria os cargos da nova cadeia pública, também entraremos em greve, independente da paralisação nacional. Continuamos tomando conta de preso, e isso não vai durar muito tempo”, ameaçou Lima. Segundo o secretário estadual de Segurança Pública, César Nunes, as negociações com a categoria estão em andamento. “Espero que nossos policiais entendam que esse não é o melhor momento para uma greve”, afirmou.
sexta-feira, 14 de maio de 2010
Polícia Civil ameaça entrar em greve caso proposta de piso salarial nacional não seja votada
Os sindicatos estaduais dos policiais civis de todo o país estão reunidos na tarde desta sexta-feira (14) para decidir se aderem à greve proposta pela Confederação Brasileira dos Trabalhadores Policiais Civis (Cobrapol). A entidade prevê paralisação por tempo indeterminado, a partir da próxima quarta-feira (19), caso a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 446/09 não seja votada na Câmara dos Deputados até dia 18.
O presidente da Cobrapol, Jânio Bosco Gandra, disse ao UOL Notícias que os Estados do Rio de Janeiro, Mato Grosso e Acre já deliberaram pela adesão à paralisação. Também já votaram pela greve os profissionais de Alagoas, Bahia e Paraíba. Já os policiais civis de Goiás resolveram realizar uma nova assembleia na próxima quarta-feira para ratificar a adesão à greve nacional convocada pela Cobrapol.
“Esperamos agora que os demais Estados votem para que possamos decidir, em conjunto, de acordo com o que resolveu a maioria dos sindicatos”, complementou. A decisão deve sair até a manhã desta sábado.
A Proposta
A PEC 446/09 prevê a criação de um piso nacional para a categoria com o objetivo de acabar com disparidades entre os salários de servidores dos diversos Estados. O salário de um soldado da Polícia Militar do Distrito Federal, por exemplo, é quatro vezes maior do que um militar da mesma patente no Rio de Janeiro.
Segundo a assessoria de imprensa da Cobrapol, na última terça-feira (11) o órgão encaminhou ofício ao presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), solicitando reunião para discutir o retorno da proposta à pauta de votação do plenário.
No documento, a Cobrapol informava sobre a realização das assembleias estaduais para deliberar sobre a proposta de greve geral dos policiais civis. De acordo com Gandra, após o envio, Temer haveria sinalizado a favor de votar a PEC 446/09 no dia 18.
*Com informações da Agência Brasil
O presidente da Cobrapol, Jânio Bosco Gandra, disse ao UOL Notícias que os Estados do Rio de Janeiro, Mato Grosso e Acre já deliberaram pela adesão à paralisação. Também já votaram pela greve os profissionais de Alagoas, Bahia e Paraíba. Já os policiais civis de Goiás resolveram realizar uma nova assembleia na próxima quarta-feira para ratificar a adesão à greve nacional convocada pela Cobrapol.
“Esperamos agora que os demais Estados votem para que possamos decidir, em conjunto, de acordo com o que resolveu a maioria dos sindicatos”, complementou. A decisão deve sair até a manhã desta sábado.
A Proposta
A PEC 446/09 prevê a criação de um piso nacional para a categoria com o objetivo de acabar com disparidades entre os salários de servidores dos diversos Estados. O salário de um soldado da Polícia Militar do Distrito Federal, por exemplo, é quatro vezes maior do que um militar da mesma patente no Rio de Janeiro.
Segundo a assessoria de imprensa da Cobrapol, na última terça-feira (11) o órgão encaminhou ofício ao presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), solicitando reunião para discutir o retorno da proposta à pauta de votação do plenário.
No documento, a Cobrapol informava sobre a realização das assembleias estaduais para deliberar sobre a proposta de greve geral dos policiais civis. De acordo com Gandra, após o envio, Temer haveria sinalizado a favor de votar a PEC 446/09 no dia 18.
*Com informações da Agência Brasil
terça-feira, 11 de maio de 2010
Reajuste da PM pode ser votado hoje
Fonte da Polícia Militar informa que a corporação estará representada hoje na Assembleia Legislativa para mais uma tentativa de votação do projeto de reajuste salarial que o governo anuncia como de 13,5% em média. Têm havido conversas com os líderes do governo e da oposição, Waldenor Pereira e Heraldo Rocha, para aprovação de algumas emendas que consideram importantes.
Entre as emendas propostas, os policiais militares destacam três: a que reduz de 25 para 15 anos o tempo em que um soldado pode chegar à patente de sargento, a que recria a graduação de cabo e a que garante, quando da passagem para a reserva, que o militar continue recebendo integralmente a GAP - Gratificação de Atividade Policial.
O deputado Heraldo disse que está conversando com os policiais, mas que não há ainda definição das emendas prioritárias, tendo ele encarregado a assessoria da liderança de fazer um levantamento. O deputado Waldenor não foi encontrado para falar sobre a viabilidade de um acordo com os policiais e a oposição.
Será se resolve? Aspirante com 15 anos de PM chegam a ser no minimo major.
Entre as emendas propostas, os policiais militares destacam três: a que reduz de 25 para 15 anos o tempo em que um soldado pode chegar à patente de sargento, a que recria a graduação de cabo e a que garante, quando da passagem para a reserva, que o militar continue recebendo integralmente a GAP - Gratificação de Atividade Policial.
O deputado Heraldo disse que está conversando com os policiais, mas que não há ainda definição das emendas prioritárias, tendo ele encarregado a assessoria da liderança de fazer um levantamento. O deputado Waldenor não foi encontrado para falar sobre a viabilidade de um acordo com os policiais e a oposição.
Será se resolve? Aspirante com 15 anos de PM chegam a ser no minimo major.
domingo, 9 de maio de 2010
Familiares protestam contra prisão de PMs em Vitória da Conquista
Parentes, amigos e colegas de corporação de 10 policiais do 9º Batalhão de Policia Milita (BPM), protestaram neste domingo, 9, contra a detenção dos PM's. Os policiais são de Vitória da Conquista e estão presos preventivamente no Batalhão de Choque em Salvador, acusados de participação em casos de homicídios e desaparecimentos.
Os manifestantes dizem que a prisão é arbitrária e criticaram a forma como foi feita a operação para cumprimento dos 10 mandados de prisão e 35 de busca e apreensão no último dia 05.
Uma nova manifestação está marcada para a próxima terça-feira, 11, a partir das 9 horas, e tem como destino final a sede da Procuradoria Regional do Ministério Público. “Meu irmão se apresentou voluntariamente logo que soube”, contou Eduardo Ribeiro, irmão do sub-tenente PM, Arlande Ribeiro de Almeida.
Ele conta que, no dia da prisão, dois policiais armados com fuzis ficaram em frente à porta de sua casa e outros seis foram para a sala. “Minha mãe, de 67 anos, chegou a passar mal de nervosa. Não havia necessidade daquilo, já que os policiais se apresentaram”, disse.
Operação – A operação contou com mais de 150 policiais de diferentes corporações. A esposa do sub-tenente, a psicóloga Ana Cândida Lobo, questiona a prisão do marido. “Ele só foi preso porque estava de plantão no dia”, assinala.
Ela contou que o sub-tenente está há 20 anos na polícia, também nos municípios de Aracatu e Barra do Choça. “Levantei a ficha dele e só tem elogios. O pessoal de Aracatu, onde ele ficou 10 anos, pede sempre que ele retorne”, afirmou.
Os manifestantes se encontraram por volta das 9h30 na Praça da Saudade e durante mais de duas horas caminharam pelas ruas da cidade segurando cartazes e faixas, soprando apitos e gritando palavras de ordem: “Direitos Humanos sim, injustiça não”, “Polícia na prisão e ladrão soltando rojão”, alardeavam, numa referência à comemoração de traficantes quando foram presos os 10 PM's, na última terça-feira.
Dia das Mães – “Hoje é Dia das Mães e meu filho não está aqui comigo”, comentou a mãe de um dos policiais, que pediu para não ser identificada. Com um terço na mão, afirma que fala com o filho todos os dias. “Ele está confiante de que vai dar tudo certo porque não fez nada”, frisou.
A esposa de Ronildo Vieira da Silva, Sandra Oliveira, disse que tem sofrido muito com a prisão do marido, mas que do outro lado do telefone ele lhe passa força e confiança. Sanda lembra que Vitória da Conquista, uma cidade com mais de 300 mil habitantes, não tem um centro de recuperação para jovens infratores, que são apontados como os causadores da maior parte das ações criminosas.
“Porque o governo não faz um local de recuperação ao invés de gastar dinheiro em megaoperação para prender policiais?”, questionou.
Os manifestantes dizem que a prisão é arbitrária e criticaram a forma como foi feita a operação para cumprimento dos 10 mandados de prisão e 35 de busca e apreensão no último dia 05.
Uma nova manifestação está marcada para a próxima terça-feira, 11, a partir das 9 horas, e tem como destino final a sede da Procuradoria Regional do Ministério Público. “Meu irmão se apresentou voluntariamente logo que soube”, contou Eduardo Ribeiro, irmão do sub-tenente PM, Arlande Ribeiro de Almeida.
Ele conta que, no dia da prisão, dois policiais armados com fuzis ficaram em frente à porta de sua casa e outros seis foram para a sala. “Minha mãe, de 67 anos, chegou a passar mal de nervosa. Não havia necessidade daquilo, já que os policiais se apresentaram”, disse.
Operação – A operação contou com mais de 150 policiais de diferentes corporações. A esposa do sub-tenente, a psicóloga Ana Cândida Lobo, questiona a prisão do marido. “Ele só foi preso porque estava de plantão no dia”, assinala.
Ela contou que o sub-tenente está há 20 anos na polícia, também nos municípios de Aracatu e Barra do Choça. “Levantei a ficha dele e só tem elogios. O pessoal de Aracatu, onde ele ficou 10 anos, pede sempre que ele retorne”, afirmou.
Os manifestantes se encontraram por volta das 9h30 na Praça da Saudade e durante mais de duas horas caminharam pelas ruas da cidade segurando cartazes e faixas, soprando apitos e gritando palavras de ordem: “Direitos Humanos sim, injustiça não”, “Polícia na prisão e ladrão soltando rojão”, alardeavam, numa referência à comemoração de traficantes quando foram presos os 10 PM's, na última terça-feira.
Dia das Mães – “Hoje é Dia das Mães e meu filho não está aqui comigo”, comentou a mãe de um dos policiais, que pediu para não ser identificada. Com um terço na mão, afirma que fala com o filho todos os dias. “Ele está confiante de que vai dar tudo certo porque não fez nada”, frisou.
A esposa de Ronildo Vieira da Silva, Sandra Oliveira, disse que tem sofrido muito com a prisão do marido, mas que do outro lado do telefone ele lhe passa força e confiança. Sanda lembra que Vitória da Conquista, uma cidade com mais de 300 mil habitantes, não tem um centro de recuperação para jovens infratores, que são apontados como os causadores da maior parte das ações criminosas.
“Porque o governo não faz um local de recuperação ao invés de gastar dinheiro em megaoperação para prender policiais?”, questionou.
quarta-feira, 5 de maio de 2010
Mais dez PMS presos em Vitoria da Conquista
07:10:26 Dez policiais militares tiveram suas prisões decretadas pelo juiz Reno Viana Soares, titular da Vara do Juri da comarca de Vitória da Conquista, acusados de assassinato de onze pessoas, em represália à morte do soldado PM Marcelo Márcio Lima Silva, ocorrida em 28 de janeiro deste ano. Os policiais devem ser presos nessa quarta-feira (5). As prisões foram autorizadas pelo a pedido do Ministério Público, que há 3 meses formou uma força-tarefa para investigar o caso. Também devem ser cumpridos mandados de busca e apreensão na casa dos PMs. Os assassinatos atribuídos aos policiais ocorreram em sequência à morte do soldado Marcelo Márcio, que foi assassinado no bairro do Alto de Conquista, na periferia da cidade, por onde passava na garupa de uma moto, quando foram atacados por um bando de traficantes. Logo em seguida, guarnições da PM, policiais civis e equipes da Polícia Rodoviária Federal realizaram uma operação no bairro, e, de acordo com o inquérito do MP, entre a noite e a madrugada do dia seguinte, policiais militares invadiram casas sem mandado judicial, agrediram pessoas, sequestraram e executaram sumariamente suspeitos, dentro das residências e em vias públicas. Entre os dez policiais que tiveram prisão temporária decretada, cinco foram reconhecidos por testemunhas. Informações do A Tarde.
Mais um vez somos esquecidos
A votação do projeto de lei que prevê reajustes salariais e mudanças na estrutura da PM foi adiada para a próxima terça-feira (11), depois de um acordo fechado entre deputados do governo e da oposição, nesta terça (4). O adiamento foi pedido pelo deputado Tadeu Fernandes (PSB), para dar maior prazo às discussões sobre emendas de sua autoria que modificam a proposta, considerada tímida e com poucos avanços pelas entidades dos militares. “A PM não foi contemplada do jeito que merece”, disse Fernandes. Entre as propostas que serão negociadas, estão a incorporação na folha da gratificação de periculosidade, auxílio acidente e a redução de tempo de aposentadoria de 35 para 30 anos para as mulheres da PM. O deputado destaca que houve avanços, como a equiparação da Gratificação da Atividade Policial entre ativos e os da reserva, reajustes que, em média, somam 13,7% e a possibilidade de que soldado vire sargento sem cumprir o prazo de sete anos como cabo. A proposta, se aprovada, exige, a partir de 2012, de que os policiais militares tenham nível superior, e curso de direito para ser oficial. Informações do Correio.
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