sábado, 7 de novembro de 2009

Bom salário é única forma de policial "não ganhar propina", diz Lula

Em cerimônia de sanção de projeto de lei que altera o plano de carreira dos militares da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal, nesta sexta-feira (6), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou a importância do salário para a qualidade do serviço prestado pelos profissionais.

"A única hipótese de não ter um policial ganhando uma propina da bandidagem é ele ganhando o suficiente pra cuidar da sua família", discursou. "Se ele precisar fazer bico, já estamos correndo risco. Se ele ganhar o insuficiente e precisar trabalhar fora, já estamos correndo risco. Por isso, precisamos qualificar, qualificar e pagar melhor."

Lula lembrou que o governo federal assumiu compromisso com o Rio de Janeiro para "fazer o possível e o impossível" para melhorar as condições de salário dos policiais. "Mandei o ministro da Justiça assumir um compromisso com o governador Sérgio Cabral (PMDB) de que estamos dispostos a fazer o possível e o impossível pra que a gente possa ajudar o governador a melhorar as condições de salário dos policiais do Rio de Janeiro, pra que a gente possa exigir que eles cumpram uma função que têm que cumprir", disse o presidente.

No discurso, Lula também voltou a dizer que a população, muitas vezes, só lembra da importância do policial ou do bombeiro quando está em perigo. "Muitas vezes, em uma rodinha de bar, as pessoas podem criticar o policial. E a pessoa também fala: 'eu não acredito em Deus'. Mas quando precisa, o primeiro nome que ele lembra é o de Deus. Na hora do perigo, o primeiro nome que ele lembra: 'ai que bom se tivesse um policial por aqui'".

Jornada de trabalho
Lula também criticou a jornada de trabalho dos policiais de 24 horas trabalhadas para 72h de descanso. "Vamos ter que sentar com os comandantes para discutir isso, porque achar que um ser humano pode trabalhar 24 horas por dia sem dar uma cochiladinha é acreditar em Papai Noel."

O presidente defende uma jornada de 8 horas diárias, com revezamento na função, para que haja mais contratações. "Com isso, vamos contratar mais gente, pagar melhor e o povo vai estar muito mais seguro, porque vai saber que vai ter policial 24 horas nas ruas".

Apesar disso, o presidente disse que a mudança não é para agora. "Isso é coisa pra quatro anos. Eu já não estarei mais na presidência, mas talvez esteja apoiando o sindicato a pressionar o governo a fazer aquilo que eu não consegui fazer."

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Como Anda a PEC 300

O que é a PEC 300 ?


Proposta de Emenda à Constituição n.º de 2008
(do Senhor Arnaldo Faria de Sá e outros)
“Altera a redação do § 9º, do artigo
144 da Constituição Federal”
As Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, nos
termos do § 3º, do artigo 60, da Constituição Federal,
promulgam a seguinte Emenda ao texto constitucional:
Artigo 1º - O § 9º do artigo 144 da Constituição Federal
passa a vigorar com a seguinte redação:

“§ 9º - A remuneração dos servidores policiais
integrantes dos órgãos relacionados neste artigo será
fixada na forma do = 4º do artigo 39, sendo que a das
Polícias Militares dos Estados, não poderá ser inferior a
da Polícia Militar do Distrito Federal, aplicando-se
também o Corpo de Bombeiro militar desse Distrito
Federal, no que couber, extensiva aos inativos”.
Artigo 2º - Esta Emenda entra em vigor cento e oitenta
dias subseqüentes ao da promulgação. ”
Sala das Sessões, em 04 de setembro de 2008
Arnaldo Faria de Sá
Deputado Federal – São Paulo
JUSTIFICATIVA


Como Anda um ano apos ser dada entrada?

A PEC estar aguardando o parecer do relato e tem uma sessão e audidiencia publica para o dia 04/11/ as 14:30 hs

COMISSÃO ESPECIAL DESTINADA A PROFERIR PARECER À PROPOSTA DE EMENDA À CONSTITUIÇÃO Nº 300-A, DE 2008.


REQUERIMENTO Nº , DE 2009
(Da Senhora Deputada Andreia Zito)



Requer a realização de audiência pública para promoção de debates sobre a Proposta de Emenda à Constituição nº 300-A de 2008, no Estado do Rio de Janeiro-RJ.


Senhor Presidente,


Requeiro, nos termos regimentais, que, ouvido o Plenário da Comissão, seja aprovada a realização de audiência pública a ser realizada na Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro para debater sobre a Proposta de Emenda à Constituição nº 300-A/2008 que “Altera a redação do § 9º, do artigo144 da Constituição Federal”, com as seguintes autoridades:

1. Secretário de Segurança do Estado Rio de Janeiro;
2. Comandante da Policia Militar do Estado do Rio de Janeiro;
3. Comandante do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro;
4. Associação dos Oficiais Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro;
5. Associação dos Oficiais da Policia Militar do Estado do Rio de Janeiro.
6. Associação dos Cabos e Soldados da Policia Militar do Estado do Rio de Janeiro;
7. Deputados Estaduais.

JUSTIFICAÇÃO

A referida proposição estabelece que a remuneração dos policiais militares, bombeiros e dos inativos não pode ser inferior a dos policiais militares do Distrito Federal. Desse modo, entendemos que uma audiência pública no Estado do Rio de Janeiro, na cidade do Rio de Janeiro, com a participação não só do Secretário de Segurança do Estado, dos Comandantes da PM e dos Bombeiros Militares, como também de representação de classes, será de extrema importância para esta Comissão Especial poder conseguir mais subsídios para a confecção do seu relatório final sobre esta proposição de emenda à constituição.
O Estado do Rio de Janeiro vive hoje uma situação de exposição mundial, já que como sede das Olimpíadas de 2016 e os acontecimentos que marcaram a cidade do Rio de Janeiro no último dia 17 de outubro, demonstram que urge ouvir as autoridades estaduais e buscar instrumentos que possam auxiliar a corporação daquele estado a garantir que a imagem do Brasil não seja arranhada e, com certeza discutir a Proposta de Emenda à Constituição nº 300-A significa um avanço inquestionável para a área de segurança do Rio de Janeiro.

Sala das Sessões, de outubro de 2009.


Deputada ANDREIA ZITO
PSDB / RJ

PM do RJ exonera major que ofendeu policiais em blitz

Fonte: http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI4076515-EI5030,00-PM+do+RJ+exonera+major+que+ofendeu+policiais+em+blitz.html

O comandante da Polícia Militar do Rio de Janeiro, coronel Mário Sérgio Duarte, decidiu exonerar o major Fernando Correa de Oliveira, que, na madrugada de domingo, provocou tumulto ao ser parado em uma blitz da Operação Lei Seca, em Niterói. Segundo o relatório da fiscalização, o oficial dirigia o seu Honda Civic e apresentava "sinais etílicos".

Oliveira teria se recusado a fazer o teste do bafômetro, apontado uma arma para a cabeça de um tenente e ainda ensaiou fugir, atravessando o canteiro da Avenida Roberto Silveira, na saída do Túnel Novo, que liga São Francisco e Icaraí.

Até o comandante do 12º BPM, coronel Maurício de Moraes, precisou interferir e ajudou os policiais a levar o major até a 77ª DP (Icaraí). O tumulto começou às 4h30 e só acabou às 7h30, na delegacia. Ao ser parado, o oficial teria chamado o tenente de "moleque fedendo a leite" e dito um palavrão quando sacou sua arma.

Depois de dominado, ele foi autuado por desacato, arruaça e desobediência. Também perdeu a carteira de habilitação, foi multado em R$ 957,70, teve o carro rebocado para o depósito do Detran e perdeu sete pontos na carteira. Segundo o coronel Mário Sérgio, a exoneração do major será publicada terça-feira no Boletim Interno da corporação. Com mais de 15 anos na PM, Oliveira estava lotado na Diretoria Geral de Pessoal (DGP) e aguardava ser nomeado para ocupar uma função.

Há um registro de processo judicial contra o oficial, de 2007, quando também teria ofendido uma soldado atendente do 190. Ele foi condenado a seis meses de prisão em regime aberto, com sursis em dois anos, pelo Conselho Especial de Justiça da Auditoria de Justiça Militar.


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quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Delegado Agride fisicamente Sargeto Da PMBA

O delegado coordenador da 17ª Coordenadoria de Polícia do Interior – Juazeiro (Coorpin), Charles Antonio Leão Gomes. Agrediu no dia 27 de outubro terça feira na porta da radio cidade aqui na cidade de Juazeiro o Sargento da reserva remunerada da Policia Militar da Bahia, Antonio Diogo, o Sargento ficou lesionado no braço e foi submetido a exame de corpo delito. Esta não foi a primeira agressão do do delegado Leão contra policiais militares, no utimo carnaval em Salvador o delegado agiu da mesma maneira contra um major da Policia militar no circuito do carnaval. Fatos e agressões como estas de um delegado contra policiais de força co-irmã devem serem apuradas e os que agirem de maneira deselegantes, arrogantes e autoritarias devem serem punidos. Fica um questionamento no ar, se este servidor publica agi desta maneira contar colegas policiais como são tratados os coitados que são presos por ele?

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

2010

Olá Guerreiro, sou SD da PM aqui da Bahia, da turma de 1992, agora tou no corpo de bombeiros, eu e alguns policiais temos um grupo de discursão politica, que engloba todos os nossos problemas desde a questão salarial até o R-quero que existe em nosso meio, nós já fizemos de tudo um pouco, inclusive fui indiciado, processado e julgado pelo movimento reividicatório de 2001 ja processei o ten cel comandante do 3ºBPM por abuso de autoridade e danos morais, mas o que percebemos é o seguinte a questão é politica ou nós nos unimos e elegemos nossos representates politicos ou continuaremos sendo vistos como especie de sub-seres humanos, portantanto chegamos a um consenso no ano que vem deveremos ter um praça do interior candidato a deputado estadual, pois sabemos que aqui na Bahia temos varias policiais, a da capital a do governo e a do interior. Espero um retrono seu. Grande abraço.

Ten Cel è Omisso

Ten coronel Sousa Neto é omisso e deixa Soldados em perigo!
PMS DENUNCIAM: FORAM ABANDONADOS EM TIROTEIO PELO COMANDANTE DA 8ª CIPM 3. Sáb, 05 de Setembro de 2009 14:14 (Roberto Santana) Vários Policiais Militares da cidade de Itapetinga mandaram para o Itapetinga Agora denuncias que durante o assalto à banco na cidade de Itarantim, onde 08 bandidos fortemente armados invadiram a cidade para efetuar o roubo no Banco do Brasil, os dois únicos policiais que lá se encontravam Soldados Viana e Dias solicitaram socorro ao Comandante da PM de Itapetinga, no momento da solicitação vários policiais começaram a se preparar para deslocarem para a cidade de Itarantim para socorrer os companheiros que estavam sobre o tiroteio dos bandidos, porém ao avistar os policiais se deslocando o comandante Tenente Coronel Sousa Neto imediatamente determinou que nenhum policial saisse do quartel e quem fosse dar apoio aos policiais de Itarantim seria punido. Os policiais foram totalmente impedidos de sairem e socorrerem os colegas que corriam risco de vida. O desespero nesse momento tomou conta dos PMs de Itapetinga, uma vez que os seus companheiros se encontravam sob o fogo dos bandidos e estavam praticamente abandonados à própria sorte. O comandante da Pm agiu de forma omissa e irresponsável colocando a vida dos policiais de Itarantim em risco. O fato segundo vários Pms denunciaram é prática constante, já ocorrendo algo similar quando o policial Militar Gildo foi atingido por disparos de bandidos na cidade de Itororó, segundo denuncias o mesmo ficou ferido durante horas, solicitou apoio do comando da Pm em Itapetinga porém não recebeu ajuda. http://www.sudoestehoje.com.br/web/component/content/article/1678-banco-do-brasil-de-itarantin-volta-a-ser-assaltado.html

domingo, 18 de outubro de 2009

Tenente saca arma para Praça desarmado.

http://www.youtube.com/watch?v=f6OSCOK0Am4&feature=player_embedded

Tenente saca arma para Praça desarmado.

Meus companheiros fatos como este só acontecem por que eles os oficiais sabem do grande grau de cooperativismo que existe entre eles. Vejamos alguns fato recentes da nossa historia. Aqui em Juazeiro por exemplo os Soldados: Taner Carlos dos Santos, Ednaldo Mota, Jonas Neves,e muitos outros que morreram sem que os comandantes do batalhão nada fizesse para que e vida dos mesmo fossem salvas.Inclusive morreran a mingua no hospital pro-matre, Este hoje Ten Cel Helio Gondim há alguns anos atrás foi alvejado por tiros que em nada colocava sua vida em risco, de imediato foi providenciado Helicopitero para transportar-lo, fica alguns questionamento no ar: A vida de um oficial vale mais que e de um praça? Ou existe união entre eles? Meus amigos, meus colegas ou nos unir-mos ou continuaremeos em pleno seculo XXI sendo visto como uma especie de sub seres humanos pois é assim que somos dentro da nossa PM.

Tenente saca arma para Praça desarmado.

O vídeo que mostra o soldado Carlos Souza da Anunciação, da Polícia Militar da Bahia, sendo preso por desacato a um tenente da corporação em frente ao Estádio Joia da Princesa, em Feira de Santana, já foi assistido no YouTube por 12 mil pessoas. O número de acessos dobrou após a publicação da história pelo Correio24Horas na noite desta quarta-feira (14)

http://www.youtube.com/watch?v=f6OSCOK0Am4&feature=player_embedded

A nota divulgada pelo Ten Cel Helio Gondin, aquele Helio Gondim que ajudou junto com outros oficiais a acabar com MPL, agora diz que SD é tudo que não presta mais não fala nada sobre o TENENTE.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

PEC 300

05/10/2009 - 21h28
PMs protestam em Porto Alegre (RS) por salário unificado


Policiais militares do Rio Grande do Sul fizeram uma manifestação nesta segunda-feira pela aprovação da PEC (Proposta de Emenda Constitucional) que prevê a criação de um piso salarial nacional para a categoria, baseado no vencimento básico da PM do Distrito Federal (R$ 4.046,59).

O ato percorreu o centro de Porto Alegre e terminou com comício em frente ao Palácio Piratini (sede do governo). Reuniu de 4.000 a 5.000 policiais, segundo estimativas do governo e dos organizadores, respectivamente.

Entidades de servidores da Brigada Militar (a PM gaúcha) afirmam que o salário-base do soldado da corporação (R$ 996) é o mais baixo do país.

Além de engrossarem o lobby nacional pela aprovação da PEC no Congresso, os PMs gaúchos enviaram proposta ao governo estadual que prevê reajuste imediato de 100% para soldados e equiparação salarial entre oficiais da corporação e delegados da Polícia Civil.

A negociação está em curso, mas o governo Yeda Crusius (PSDB) descarta o atendimento integral da reivindicação. Diz que os reajustes propostos representam impacto de R$ 800 milhões anuais na folha de pagamentos do Estado.

"O governo reconhece que o salário dos brigadianos [PMs] é muito baixo, mas eles já tiveram 20% de aumento neste ano e continuarão tendo reajustes", afirma o secretário estadual do Planejamento, Matheus Bandeira.

A governadora Yeda Crusius também anunciou hoje a contratação de 3.800 soldados para a Brigada Militar.


Peço a todos que esta luta não pare, vamos continuar presionando os governos.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Policiais da Caatinga reforçam segurança na capital

Desde o feriado de Sete de Setembro, quando Salvador foi tomada pela onda de violência, soldados do Comando de Policiamento Especializado da Caatinga reforçam a segurança na capital.



Criada em 2001, a polícia da Caatinga é uma das tropas de elite da corporação no interior do estado. Os policiais militares que a compõem são tidos como os mais preparados para o combate ao narcotráfico, quadrilhas especializadas em assaltos a bancos e carros-fortes.





“Caatingueiros” reforçam a segurança nas ruas da capital



Com idades entre 25 e 35 anos, os oficiais candidatos à vaga na unidade passam por treinamentos de sobrevivência, cuja duração varia entre 15 e 20 dias, no 72º Batalhão do Exército Brasileiro, em Petrolina (PE) ou no 3º Batalhão da PM, no Núcleo de Instrução de Operações e Preparação na Área de Caatinga (Niopac), em Juazeiro (BA). “Se não estiver preparado, vai em um dia e volta no outro”, disse o major José Anselmo Moreira Bispo, coordenador da Caatinga.



O uniforme camuflado é semelhante ao usado por militares americanos na Operação Tempestade no Deserto, na Guerra do Golfo, no começo da década de 90.





Policiais fizeram revista na terça-feira na rótula de Paripe



Mas a atuação do grupo é controversa. Em algumas comunidades pobres de Salvador, a unidade é apontada como uma das mais violentas. A fama levou à popularização do jargão: “Pai faz, mãe cria e Caatinga mata”. “É claro que fazemos abordagens mais duras devido à área de atuação, mas isso tudo é mito”, desmitifica o major.



Até agora, cerca de 30 policiais realizaram operações nos bairros de Nordeste de Amaralina, Santa Cruz, Itaigara, Iguatemi, Pituba, Águas Claras, Federação, além das regiões de Cajazeiras e em bairro da cidade baixa. Na tarde de terça-feira (15), os “caatingueiros”, como são conhecidos, revistavam motoristas e motoqueiros que passavam pela rótula de Paripe, no subúrbio ferroviário. Não há previsão para o regresso da tropa para o interior

Paulo Azi: O problema da segurança é a falta de responsabilidade

Para o deputado estadual Paulo Azi (DEM), mais preocupante que o aumento da violência na Bahia é perceber que a atual gestão não reconhece que há uma falha administrativa que contribui para o crescimento da criminalidade. “Sabemos que o crime não se restringe a este Estado ou a este governo, mas é inaceitável ver que o governador Wagner atribua a causa as antigas gestões”, afirmou.

Segundo o parlamentar, os problemas se intensificam graças a falta de altivez do governador em assumir suas responsabilidades e, principalmente, a sua opção em não buscar soluções. “A Bahia que sempre foi exemplo para o país, hoje é vista como a 'terra do terror'”, afirmou.

“Será que o fato do nosso sistema penitenciário ser deficiente não carrega parte das responsabilidades?”, questionou. O parlamentar acredita que existam inúmeras falhas no aparelho penitenciário baiano e são essas brechas que permitem que os internos utilizem dentro dos presídios aparelhos celulares.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

O GOVERNADOR JAQUES WAGNER INCENTIVA A PM FAZER GREVE

O Governador Jaques Wagner está definitivamente empurrando a Polícia Militar para uma nova greve, pois vem atacando a PM da Bahia de todas as formas, agora humilha a todos os Oficiais e Praças, ao conceder aumento de 54% a Policia Civil. Não que os companheiros Investigadores e Peritos Técnicos não mereçam o aumento referido, pelo contrário, são merecedores dos 100% reclamados, o que não pode é tratar duas Instituições que prestam segurança ao povo baiano, com dois pesos e duas medidas. Está na hora de Oficiais e Praças da Polícia Militar se unir, pois este Governo demonstrou que só dá ouvidos aos que lutam pelos seus direitos. Em 1981 foram os Oficiais, em 2001 foram as Praças que empreenderam a luta, agora está na hora de toda a PM se unir e resgatar a sua dignidade. Basta de revanchismo Petista, não podemos permitir que um partido político destrua uma Instituição de mais de 183 anos de existência. Exigimos deste Governo o respeito à Constituição Estadual, que determina isonomia entre as Instituições de Segurança “Art. 47 - Lei disporá sobre a isonomia entre as carreiras de policiais civis e militares, fixando os vencimentos de forma escalonada entre os níveis e classes, para os civis, e correspondentes postos e graduações, para os militares”. Se o Governador rasga a Constituição Estadual, que jurou obedecer ao tomar posse está autorizando a todos nós Policiais Militares a descumprirmos a vedação Constitucional à GREVE. Pois como já dizia o saudoso Jurista e Político baiano Aliomar Baleeiro "A liberdade não se recebe por mercê ou tolerância dos opressores. A que merecê-la ou disputá-la. Sempre que houver alma de escravos, existirão vocações de senhores". Parabéns SINDIPOC, pela vitória.

Carro com PMs é alvejado em Portão

Dois militares da 52ª Companhia Independente da Polícia Militar foram surpreendidos no início da tarde de ontem por oito homens armados na localidade conhecida como Rua do Pé Preto, em Portão, na Região Metropolitana de Salvador. O soldado Ricardo Vitório Sampaio, 28 anos, ferido no antebraço direito e submetido a uma cirurgia reparadora no início da noite, não corre risco de morte, como informou através de nota a Assessoria de Comunicação da PM.

De acordo com o diretor de comunicação social, coronel Sebastião Menezes do Nascimento, os policiais realizavam diligências sobre uma sindicância social de candidato a ingressar na Polícia Militar de Pernambuco. Para colegas que chegaram na área e promoveram varredura na área com o objetivo de cercar o grupo, “os colegas teriam sido reconhecidos pelos marginais”. Considerando a direção de todos os disparos no vidro e porta do veículo, o militar que se encontrava no banco do carona, seria o alvo. O condutor da viatura descaracterizada, um Fiat Uno Fire preta, placa JRA-7440, não sofreu qualquer ferimento e foi identificado apenas como Góes. Os dois pertencem ao Núcleo de Inteligência da 52ª CIPM/Lauro de Freitas.

Apesar de toda a ação ter sido registrada em pleno dia, por volta das 14 horas, nenhum morador testemunhou o fato. Todos eles somente apareceram na rua com a chegada dos policiais civis e militares e juravam não ter percebido qualquer movimentação ou barulho diferente no local. Há informações não confirmadas que na mesma área um delegado teria sofrido um atentado recentemente. Até o fechamento da edição nenhum dos homens envolvidos na abordagem aos policiais foi encontrado.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Morte de Perito Tecnico

Jorge Gauthier | Redação CORREIO
Familiares e colegas de Polícia Civil do perito Hilton Martins Rivas Júnior estarão, na manhã desta quarta-feira (5), às 9h, na Assembleia Legislativa para participar de uma audiência na Comissão de Direitos Humanos e Segurança Pública. Eles vão cobrar uma posição dos deputados estaduais.

Além disso, eles vão pedir ao secretário de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania, Nelson Pelegrino, que estará presente ao encontro, que faça a intermediação junto ao governo, para que o corregedor geral da PM, coronel Manuel Francisco Gomes Bastos, seja afastado das investigações.

Na audiência, também serão discutidos outros assuntos da pasta de Justiça, a exemplo do sistema prisional do estado. “O sistema prisional está defasado, atrasado e superlotado”, avalia o presidente da comissão, deputado João Carlos Bacelar (PTN).

(notícia publicada na edição impressa do dia 05/08/2009 do CORREIO

Assembleia Legislativa de olho no PMDB

O retorno aos trabalhos, a partir de hoje, será marcado na Assembleia Legislativa da Bahia pelo posicionamento que vai adotar a bancada do PMDB em relação à administração estadual. Com pelo menos dois oposicionistas já declarados, Arthur Maia e Maria Luíza Barradas, a bancada tem oito integrantes e pode acontecer ali o passo mais forte para a oficialização do rompimento entre o governador Jaques Wagner (PT) e o ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima (PMDB).

Do jeito que as coisas estão, caso os deputados peemedebistas decidam radicalizar, passando a votar contra o governo estadual, ninguém conseguirá adiar mais o rompimento oficial, com o expurgo dos secretários indicados pelo PMDB e o corte de relações políticas. Ouvido pelo jornalista Biaggio Talento (que publica a opinião dele na coluna Tempo Presente desta segunda-feira) o presidente da AL, Marcelo Nilo, prefere acreditar que a bancada vai manter-se ao lado do grupo governista, pelo menos em sua maioria.

Nilo diz ter ouvido de deputados peemedebistas que eles continuarão votando com o governo, mas não há nenhuma garantia de que isto vá mesmo acontecer. Os parlamentares estão sendo pressionados, por prefeitos, lideranças municipais e pelos que já estão na oposição, a tomarem uma posição definitiva, apressando a definição do quadro estadual, com a candidatura de Geddel Vieira Lima assumindo mesmo caráter irrevogável.

Não acredito que a postura da bancada vá mudar de um só golpe, mas sim que pequenos e contínuos gestos irão acomeçar a delimitar o novo comportamento, o que parece mais condizente com a forma de atuação do PMDB. E, nesta balada, o rompimento já está acontecendo e vai se consolidar nos próximos meses (setembro seria uma boa aposta).

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Movimento Reividincatório de 2001 Justiiça Feita

bahia |22.07.2009 - 17h41

Coronel da PM é condenado por prática de tortura


Redação CORREIO
O coronel da Polícia Militar Adelson Guimarães de Oliveira foi condenado a quatro anos, três meses e vinte cinco dias de reclusão por prática de tortura contra um sargento e um tenente da PM durante a greve da categoria ocorrida em julho de 2001. A defesa tem o prazo de cinco dias para recorrer da decisão em primeira instância em liberdade.

Na época, Guimarães era comandante-geral do Corpo de Bombeiros. De acordo com a decisão do juiz da 13ª Vara Criminal, Alfredo Santos Couto, o coronel ainda perderá o cargo e deverá pagar R$ 10 mil à título de reparação de dano moral ao sargento e ao tenente agredidos.

De acordo com a denúncia oferecida pelos promotores de Justiça Roque de Oliveira Brito e Paulo Roberto Coelho Brandão, em 2001, durante o período de paralisação da PM, um tenente e um sargento, cujos nomes não foram revelados, foram submetidos a intenso sofrimento físico e mental no quartel central do Corpo de Bombeiros.

Ainda com informações dos promotores, 'eles sofreram torturas físicas e psicológicas praticadas pelo coronel Adelson Guimarães' depois de terem viajado a Brasília para informar às autoridades competentes sobre a situação da segurança pública no Estado. A denúncia teria resultado em perseguições e ameaças a eles.

Em razão da viagem, da participação no movimento de greve e sob a alegação de incitação a motim e conspiração, explica o promotor Paulo Brandão, os PMs foram presos preventivamente por ordem da Justiça Militar.

O juiz Alfredo Couto destacou em sua decisão que todas as ações perpetradas por Guimarães demonstram que ele 'deturpou o dever de proteção que tinha sobre os presos, com o intuito de acabar com a greve e prosseguir na sua escalada ascendente hierárquica'.

O tenente foi, segundo a denúncia, preso cautelarmente e conduzido ao quartel, após retornar da viagem a Brasília. Na sua chegada ao local, que ficava sob o comando do coronel Adelson, ele foi ofendido e desnudado para revista, lá ficando incomunicável por dois dias, até seus pais conseguirem localizá-lo.

No quartel, segundo narrado nos autos, ' 'o coronel prometeu ao tenente que se saísse com ele de quartel em quartel para debelar a greve, não seria punido, não sofreria nada'' .

Já o sargento que, paralelo a esta situação, estava preso em uma unidade de Simões Filho, também sob a guarda de Adelson Guimarães, passou diversas madrugadas sendo levado à presença de Adelson que o torturava psiquicamente.

'Certo dia, complementa a sentença, o sargento foi encontrado desacordado na clausura por causa da inalação de produtos químicos e, ao ser levado para o Hospital Jaar Andrade, foi internado com quadro de episódios de crise convulsiva seguido por diminuição do nível de consciência'.

Após a alta, ele ' 'foi jogado em um hospital psiquiátrico'', onde foi constatado que não havia necessidade de internação. De lá, o sargento foi levado para o quartel do Corpo de Bombeiros, onde, em momento de tortura psicológica, foi colocado, juntamente com o tenente, 'numa sala vigiada por vários policiais, que saíram do recinto um a um. As luzes se apagaram, eles ficaram no escuro, e houve um disparo de arma de fogo no ambiente'.

domingo, 19 de julho de 2009

MOBILIZAÇÃO JÁ

MOBILIZAÇÃO JÁ!!! ILEGAL É SER TRATADO COM DIFERENÇA.
Policiais militares continuam insatisfeitos com salários

FLÁVIO COSTA
fcosta@grupoatarde.com.br

A reunião realizada entre o comandantegeral da Polícia Militar, coronel Nilton Mascarenhas, um técnico da Secretaria Estadual de Administração (Saeb) e membros da corporação resultou inócua na tentativa de amenizar a impressão da tropa de que os policiais civis foram “privilegiados” na última negociação salarial com o governo.

A tentativa ocorreu anteontem no Quartel do Comando Geral da PM, no Largo dos Aflitos. O representante da Saeb apresentou tabelas dos reajustes salariais com as duas categorias, com projeção até o ano de 2011. O tom da apresentação era o mesmo do coordenador de Planejamento de Recursos Humanos da pasta, Claudinei Pereira, que negou por duas vezes a A TARDE que os policiais civis foram privilegiados.

Um outro encontro anterior, desta vez com a condução do secretário de Segurança Pública, César Nunes, deu no mesmo resultado.

A avaliação do diretor jurídico da Associação de Praças, Policiais e Bombeiros Militares (Aspra), Fábio Brito, é de que o governo não convenceu a categoria: “Os dados que apresentaram eram falsos”, acusou. A Aspra integra uma lista de 25 associações ligadas à PM-BA, entre elas a que representa os oficiais, que vão entregar uma série de reivindicações ao governador Jaques Wagner na próxima terça-feira.

Os PMs martelam a tecla de que os colegas civis tiveram tratamento diferenciado: eles conseguiram reajuste de 54%, a depender do caso, para os próximos três anos. O diretor jurídico do Sindicato dos Policiais Civis, Cláudio Lima, rebate: “Não tivemos privilégios, as duas categorias recebem tratamento idêntico por parte do governo e do secretário.

Este percentual referese ao nosso reenquadramento funcional automático que estava atrasado e nos foi garantido no acordo”, declarou.

GREVE – O diretor de Cultura da Associação dos Profissionais da Polícia Militar e Bombeiros Militares (Aspol), sargento Alberto Neves, diz que greve da PM não faz parte dos planos do movimento.

Contudo, algumas medidas que serão adotadas podem inviabilizar o trabalho de policiamento ostensivo da corporação.

Caso o governo não responda à lista de reivindicações apenas vão dirigir viaturas aqueles PMs que tiverem curso para condução de veículo de emergência, como determina o Código de Trânsito Brasileiro. “Como nenhum PM possui formação neste curso, nenhuma viatura sairá às ruas”, informa Brito.

Outra atitude a ser tomada será a de impedir que o policial militar saia às ruas sem o Equipamento de Proteção Individual completo, entre os itens está incluído o colete à prova de balas.

INÁBIL – Deputados estaduais da base governista e da oposição colocam a culpa da crise na atuação do secretário César Nunes.

Avaliam que ele é “inábil” ao tratar com os policiais militares. Ligado à categoria, Capitão Tadeu (PSB) diz que “o governo precisa sentar para negociar com os policiais militares e antes que o movimento resulte numa crise sem precedentes”, considera.

Para o oposicionista João Carlos Bacelar (PMN), presidente da Comissão de Direitos Humanos e de Segurança Pública da Assembleia Legislativa, Nunes tomou atitudes que “humilharam” a corporação e fomentou uma rixa entre as duas polícias. “Não acho que este movimento irá terminar em greve. Este governo é sensível ao funcionalismo e mesmo com irresponsabilidade orçamentária vai atender as exigências”, disse.

Nunes não foi localizado para falar sobre o assunto. O Comando da PM-BA, ao contrário do que prometeu, não respondeu aos questionamentos feitos por A TARDE até o fechamento desta edição.



ATARDEONLINE-11/07/09 Pag.08

domingo, 12 de julho de 2009

Policiais defendem investimento na informatização de registros criminais

A informatização do registro de ocorrências criminais nas delegacias policiais é fundamental para a prevenção de crimes futuros, mas ainda é pequeno o número de estados brasileiros que dispõem da tecnologia necessária para esse serviço. A conclusão é de pesquisadores, gestores públicos e policiais brasileiros e estrangeiros que participam, desde segunda-feira (6), em Brasília, do 18° Simpósio Internacional sobre Criminologia de Ambientes e Análise Criminal.

De acordo com os participantes do simpósio, que termina hoje (10), os departamentos policiais na maior parte do país não têm informações precisas no levantamento de boletins de ocorrência, porque aindanão foram feitos os investimentos necessários na tecnologia apropriada , nem foram capacitados profissionais em número suficiente para lidar com ferramentas informatizadas.

Segundo Alex Canuto, técnico da Secretaria Nacional de Segurança Pública e um dos organizadores do simpósio, isso impede a polícia de realizar uma análise espacial do crime no país. “Precisamos criar a cultura da informatização na polícia. Em muitos estados, a polícia ainda lida com os casos de crimes oralmente, não tomando nota deles", disse o técnico.

Canuto ressaltou que, quando há informações criminais catalogadas e informatizadas nas delegacias policiais, há precisão no levantamento de boletins de ocorrência, que torna possível a criação de um mapa de "mancha criminal'' – um mapeamento que indica os locais e situações onde cada tipo de crime ocorre com mais frequência.

Na opinião de Alex Canuto, isso fornecerá elementos para planejar melhor as políticas de segurança pública no país. "Permitirá executá-las com mais rapidez e mais precisão”, afirmou.

A informatização dos registros criminais é uma das propostas que os organizadores do simpósio pretendem encaminhadas para discussão na 1° Conferência Nacional de Segurança Pública (Conseg), de 27 a 30 de agosto, em Brasília.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

PEC 300

http://www.pec300.com/abaixo_assinado.html Companheiros vamos assinar e pressionar os deputados e senadores.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Policiais militares ameaçam paralisar atividades na Bahia

Após assembleia, policiais militares não descartam a possibilidade de haver uma paralisação a partir do dia 24. Segundo o major Silva Correia, presidente da Associação dos Oficiais da Polícia Militar da Bahia, existe a possibilidade de haver paralisações caso não avance em negociações com o Governo. No início da noite de ontem, os oficiais e praças decidiram por um novo encontro a ser realizado no próximo dia 24, com a presença de toda a categoria. O local da assembleia ainda não foi definido. Os PMS reivindicam aumento salarial e melhores condições de trabalho. Segundo os oficiais, o salário do policial militar é menor que o da Polícia Civil, o que gera insatisfação da categoria.

De acordo com o deputado Capitão Tadeu, o governador Jaques Wagner já está ciente das reivindicações, mas até o momento não se pronunciou. "O investimento do governo na segurança pública deixa a desejar. Ele não trata a segurança com seriedade. Com o descaso do governo quem sofre é a sociedade que vive a mercê dos bandidos", afirmou o capitão. Segundo o presidente da Associação, major Silva Correia, a categoria quer apenas melhorias à carreira do policial militar.

Policiais militares se reúnem em assembléia nesta segunda-feira

A Associação dos Oficiais da Polícia Militar da Bahia (PMBA) realiza nesta segunda-feira uma assembléia onde serão discutidos avanços necessários para a carreira do policial e outros assuntos, como o reajuste salarial concedido concedido à Polícia Civil pelo Governo do Estado, benefício que não abrangeu a PMBA.

O evento será realizado a partir das 19h30, no Clube dos Oficiais. Segundo o presidente da Associação, major Silva Correia, os policiais vão discutir um posicionamento que proporcione melhorias à carreira do policial militar.

O Major Silva Correia também descartou a possibilidade de que uma greve seja deflagrada pela categoria. No entanto, não negou a hipótese de que a polícia faça paralisações caso não avance em negociações com o Governo.

“Não nos reunimos para fazer greve, isto seria um crime. Vamos realizar a assembléia para discutir pontos de interesse dos policiais militares. Posteriormente vamos apresentar os pontos reivindicados ao governo, que vai arcar com as consequências da decisão que tomar”, disse o presidente da Associação.

sábado, 4 de julho de 2009

GOVERNADOR JAQUES WAGNER INCENTIVA A PM A FAZER GREVE

O Governador Jaques Wagner está definitivamente empurrando a Polícia Militar para uma nova greve, pois vem atacando a PM da Bahia de todas as formas, agora humilha a todos os Oficiais e Praças, ao conceder aumento de 54% a Policia Civil. Não que os companheiros Investigadores e Peritos Técnicos não mereçam o aumento referido, pelo contrário, são merecedores dos 100% reclamados, o que não pode é tratar duas Instituições que prestam segurança ao povo baiano, com dois pesos e duas medidas. Está na hora de Oficiais e Praças da Polícia Militar se unir, pois este Governo demonstrou que só dá ouvidos aos que lutam pelos seus direitos. Em 1981 foram os Oficiais, em 2001 foram as Praças que empreenderam a luta, agora está na hora de toda a PM se unir e resgatar a sua dignidade. Basta de revanchismo Petista, não podemos permitir que um partido político destrua uma Instituição de mais de 183 anos de existência.

Exigimos deste Governo o respeito à Constituição Estadual, que determina isonomia entre as Instituições de Segurança “Art. 47 - Lei disporá sobre a isonomia entre as carreiras de policiais civis e militares, fixando os vencimentos de forma escalonada entre os níveis e classes, para os civis, e correspondentes postos e graduações, para os militares”. Se o Governador rasga a Constituição Estadual, que jurou obedecer ao tomar posse está autorizando a todos nós Policiais Militares a descumprirmos a vedação Constitucional à GREVE. Pois como já dizia o saudoso Jurista e Político baiano Aliomar Baleeiro "A liberdade não se recebe por mercê ou tolerância dos opressores. A que merecê-la ou disputá-la. Sempre que houver alma de escravos, existirão vocações de senhores". Parabéns SINDIPOC, pela vitória

terça-feira, 30 de junho de 2009

Ameaça de greve na PM é um problema grave

Quem está em pé de guerra com a administração estadual, segundo informações de setores da instituição, é a Polícia Militar da Bahia. Pelo menos os seus integrantes menos graduados encontram-se insatisfeitos e em estado de greve por conta dos salários. Algumas lideranças sindicais da corporação estão ameaçando a decretação de uma greve dentro de pouco tempo.

E paralisação da Polícia Militar é sempre mais problemática do que na Polícia Civil, por exemplo, uma vez que a corporação cuida do policiamento ostensivo. A ausência dos PMs deixa as ruas muito mais inseguras, o que é grave numa situação em que a violência atinge níveis tão expressivos na Bahia.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

PM baiana em “estado de alerta”

o clima no interior da Polícia Militar da Bahia é de grande insatisfação em relação aos salários, especialmente no que diz respeito aos ganhos salariais das categorias. O deputado estadual Capitão Tadeu Fernandes (PSB) informou, segundo matérias publicada na edição desta terça-feira do jornal A TARDE, que uma pauta de reivindicações será apresentada ao governador Jaques Wagner no início de julho.

Os militares envolvidos na mobilização decidiram deflagrar um ”estado de alerta”, após uma reunião entre as associações de oficiais e praças de Salvador, no último sábado. O parlamentar diz que a maior irritação é porque todas as categorias do funcionalismo tiveram ganhos, menos a PM. Já estaria decidido que será realizada uma manifestação pública, para deixar clara a insatisfação reinante.

A queixa salarial é antiga entre os membros da PM baiana e, volta e meia, o problema vem à tona com mais força, daí ser necessário que o governo estadual trate com cuidado a questão.

Falso PM compra fardamento original e arma na Feira do Rolo

O desejo de se transformar em um policial militar virou pesadelo para Mercival Souza Carvalho, 32 anos. O designer gráfico foi preso no último sábado, com fardamento da PM e um revólver calibre 38. De acordo com o delegado Deraldo Damasceno, moradores do Alto de Coutos desconfiaram as atitudes do então policial que impunha ordem na área.

Sem esboçar resistência, o acusado foi detido na Rua da Caixa D’Água, no mesmo bairro. O designer, que trabalha em uma empresa privada no centro de Salvador, entregou todo o material: coturno, boina, camisa e calça de farda da Companhia de Ações Especiais – Sudoeste e Gerais (Caesg). Segundo ele, o fardamento completo foi comprado por R$ 70 e a arma custou R$ 200, ambos encontrados na Feira do Rolo, na Baixa do Fiscal.

Mercival Carvalho contou que desde menino tinha o sonho de trabalhar na Polícia Militar. Chegou até a fazer concurso, mas foi reprovado. Uma visita à Feira do Rolo aguçou seu antigo sonho ao ver o fardamento sendo vendido por preço acessível. Ele se defende assegurando que em momento algum usou a arma. "Queria apenas proteger minha família e moradores do bairro contra os assaltantes e traficantes", disse o designer.

Por estar com a farda e armado, Mercival foi preso em flagrante e responderá por falsidade ideológica e porte ilegal de arma. O delegado confirma informações do preso, de que a área de Alto der Coutos apresenta insegurança, com diversas bocas-de-fumo instaladas, mas ressalta que o policiamento ostensivo é de responsabilidade da Polícia Militar, que possui homens concursados e treinados para tal atividade.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Discriminação... Claraa não podemos nos Calar..... Vamos a luta mais forte e mais unidos do que em 2001.

Uma reunião que mudou o rumo da segurança pública na Bahia, marcada às pressas a pedido da cúpula do governo e que contou com a presença de quatro secretários de estado, Rui Costa, César Nunes, Nelson Pelegrino e Manoel Vitório, das áreas das Relações Institucionais, da Segurança Publica, da Justiça e da Administração, respectivamente, e que somente terminou às 20h de ontem (16). O governo do estado preferiu evitar mais desgastes com a opinião pública, em razão de mais um movimento grevista às vésperas do São João, e concedeu aumento à categoria da Policia Civil.

Da reunião participaram a diretoria do Sindpoc e seu advogado Bruno de Almeida Maia, que, após horas de negociação, obtiveram a conquista salarial que irá variar de R$ 2.500,00 para agentes iniciantes na carreira até R$ 3.500,00 para os de classe especial, além contarem com o compromisso do governo de reenquadramento imediato detodos os membros da categoria, que significa promoção imediata de um nível para os mesmos.

Pode ser outra Greve!!! Se tiver de ser, estaremos novamente na Luta!!!

GOVERNADOR JAQUES WAGNER INCENTIVA A PM A FAZER GREVE
O Governador Jaques Wagner está definitivamente empurrando a Polícia Militar para uma nova greve, pois vem atacando a PM da Bahia de todas as formas, agora humilha a todos os Oficiais e Praças, ao conceder aumento de 54% a Policia Civil. Não que os companheiros Investigadores e Peritos Técnicos não mereçam o aumento referido, pelo contrário, são merecedores dos 100% reclamados, o que não pode é tratar duas Instituições que prestam segurança ao povo baiano, com dois pesos e duas medidas. Está na hora de Oficiais e Praças da Polícia Militar se unir, pois este Governo demonstrou que só dá ouvidos aos que lutam pelos seus direitos. Em 1981 foram os Oficiais, em 2001 foram as Praças que empreenderam a luta, agora está na hora de toda a PM se unir e resgatar a sua dignidade. Basta de revanchismo Petista, não podemos permitir que um partido político destrua uma Instituição de mais de 183 anos de existência. Exigimos deste Governo o respeito à Constituição Estadual, que determina isonomia entre as Instituições de Segurança “Art. 47 - Lei disporá sobre a isonomia entre as carreiras de policiais civis e militares, fixando os vencimentos de forma escalonada entre os níveis e classes, para os civis, e correspondentes postos e graduações, para os militares”. Se o Governador rasga a Constituição Estadual, que jurou obedecer ao tomar posse está autorizando a todos nós Policiais Militares a descumprirmos a vedação Constitucional à GREVE. Pois como já dizia o saudoso Jurista e Político baiano Aliomar Baleeiro "A liberdade não se recebe por mercê ou tolerância dos opressores. A que merecê-la ou disputá-la. Sempre que houver alma de escravos, existirão vocações de senhores". Parabéns SINDIPOC, pela vitória.
AOPMBA
GOVERNADOR JAQUES WAGNER INCENTIVA A PM A FAZER GREVE
O Governador Jaques Wagner está definitivamente empurrando a Polícia Militar para uma nova greve, pois vem atacando a PM da Bahia de todas as formas, agora humilha a todos os Oficiais e Praças, ao conceder aumento de 54% a Policia Civil. Não que os companheiros Investigadores e Peritos Técnicos não mereçam o aumento referido, pelo contrário, são merecedores dos 100% reclamados, o que não pode é tratar duas Instituições que prestam segurança ao povo baiano, com dois pesos e duas medidas. Está na hora de Oficiais e Praças da Polícia Militar se unir, pois este Governo demonstrou que só dá ouvidos aos que lutam pelos seus direitos. Em 1981 foram os Oficiais, em 2001 foram as Praças que empreenderam a luta, agora está na hora de toda a PM se unir e resgatar a sua dignidade. Basta de revanchismo Petista, não podemos permitir que um partido político destrua uma Instituição de mais de 183 anos de existência. Exigimos deste Governo o respeito à Constituição Estadual, que determina isonomia entre as Instituições de Segurança “Art. 47 - Lei disporá sobre a isonomia entre as carreiras de policiais civis e militares, fixando os vencimentos de forma escalonada entre os níveis e classes, para os civis, e correspondentes postos e graduações, para os militares”. Se o Governador rasga a Constituição Estadual, que jurou obedecer ao tomar posse está autorizando a todos nós Policiais Militares a descumprirmos a vedação Constitucional à GREVE. Pois como já dizia o saudoso Jurista e Político baiano Aliomar Baleeiro "A liberdade não se recebe por mercê ou tolerância dos opressores. A que merecê-la ou disputá-la. Sempre que houver alma de escravos, existirão vocações de senhores". Parabéns SINDIPOC, pela vitória.
AOPMBA

quarta-feira, 17 de junho de 2009

O fato se repete.... E continuará até qdo ?

SARGENTO MATA MAJOR NO 6º BPM no Estado da Paraiba

O fato que causou grande repercussão ocorreu na tarde dessa quinta-feira (11), por volta das 14h30 na sede do 6º Batalhão da Policia Militar localizado no bairro dos Remédios (Souza-PB). Segundo informações, o sargento da PM Valdiram Pereira da Silva, 38 anos, auxiliar da Coordenação do Curso de Formação de Soldados, entrou perguntando se o Major Albuquerque estava no local.
Ao entrar no alojamento onde se encontrava a vítima, o acusado disparou 5 tiros de revolver calibre 38, atingindo a cabeça, pescoço e tórax. Após o crime, o sargento recebeu voz de prisão pelo PM F. Silva quando tentava sair do Batalhão.
Conforme relato do Tenente Coronel Almeida Comandante do Batalhão da cidade de Sousa, o fato deixou todo o comando perplexo e chocado, e o motivo do crime ainda não foi esclarecido.
Em declaração a reportagem, o Major Marcelo afirmou que vitima e acusado se desentenderam no dia de ontem.
Embora não confirmado, pelo que conseguimos apurar, o desentendimento teria sido por conta da escala de trabalho do sargento.
O delegado de plantão doutor Danilo foi até o local, e peritos do Instituto de Pericia Cientifica também realizaram perícia do local do crime.
O corpo do Major Albuquerque só saiu da sede do Batalhão por volta das 18h30 em uma ambulância do Corpo de Bombeiros para o IML de Campina Grande.
O Major Ronildo foi designado para realizar todos os procedimentos necessários de auto de prisão para abertura de inquérito militar.
Pai de duas filhas, Aldair de Souza Albuquerque, 44 anos, foi subcomandante em Cajazeiras por três vezes, e tinha uma conduta aprovada pela sociedade cajazeirense. Da mesma forma o sargento Valdiram que tem outros dois irmãos na policia militar, possui uma conduta exemplar no meio social.

Matéria colhida na Comunidade da PMBA do orkut
http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs.aspx?cmm=8150606&tid=5346327800621700521&na=1&nst=1


Este não é o primeiro fato criminoso e talvez não será o último, onde um superior hierárquico trata mal ou não concede a devida atenção ao subordinado, ocasionando um final trágico.
Um dia o sargento sairá da cadeia e poderá ir embora para tentar cuidar do seu resto de vida,mas uma coisa é certa: NUNCA MAIS ESSE MAJOR IRÁ TRATAR MAL NENHUM PRAÇA E TAMBÉM JAMAIS VOLTARÁ DOS MORTOS.
Quem saiu pedendo mesmo?

Respeito é bom e nós gostamos.

Polícia e frouxidão
FONTE Jornal A TARDE http://www.atarde.com.br/jornalatarde/opiniao/noticia.jsf

O secretário da Segurança Pública, César Nunes, praticamente confirmou aquilo tudo que se suspeitava da polícia baiana: é frouxa. Tem medo de enfrentar bandido, faz de conta que vai para a campanha, mas fica no faz-de-conta. Liga a sirene, invade sinaleira, exibe as armas de grossos calibres das janelas das viaturas, acende o giroflex, faz todo o mise-en-scène e... se esconde. Fica por trás do muro dando tiros a esmo, ao léu, como se fossem fogos na festa de São João.

O secretário disse aqui, nas páginas de
A TARDE, que o policial que estiver com medo pode chamá-lo que sai junto para a ação. Ou seja: é preciso que a mais alta autoridade policial do Estado tenha de colocar no colo, proteger e dar guarida àqueles que deveriam dar segurança para todos nós. Se a polícia está com medo, imagine a população. Mas também não é fácil ter coragem numa cidade em que já morreram mais de 60 pessoas apenas neste início de ano. Só estamos perdendo para a guerra irada de Israel com o Hamas.

Embora esteja criticando a frouxidão dos policiais que se recusam a entrar nos bairros mais cavernosos, para enfrentar as quadrilhas e garantir segurança e sossego para os moradores - pois sabemos que a absoluta maioria dos moradores de bairros como Vale das Pedrinhas, Avenida Peixe, Nordeste de Amaralina, Alto dos Coqueiros, Estrada Velha do Aeroporto, Fazenda Coutos e tantos e tantos outros é formada de gente do bem - tenho consciência da imensa dificuldade que é enfrentar bandidos muito mais aparelhados.

Os marginais perderam o respeito pela autoridade, e tem gente que hoje lembra com saudade de um titular da Sétima Delegacia (a sede fica no Rio Vermelho), cuja presença em qualquer lugar colocava os bandidos em polvorosa. Quando se espalhava que o delegado estava chegando, parecia que enfiaram fumaça no formigueiro. Mas, por força dos grupos de direitos humanos, ele caiu em desgraça e não se sabe por onde anda. Hoje, bandido quando não tem nada melhor para fazer sai por aí dando uns tiros e caçando polícia, bastando ver quantos PMs foram metralhados no ano passado.

Um policial que atua no bairro da Federação comentou numa reportagem que é difícil sair de casa, deixar mulher e filhos para enfrentar bandidos em carros que estão com a pintura nova, mas o motor falhando; com o número de balas regrado e pior: sem uma logística. Neste caso, disse, o jeito mesmo é se proteger. Ele mesmo já participou de mais de dez perseguições e viu o carro ser varado por balas de tal tamanho que só tinha visto em filmes. E já teve de correr do módulo que foi atacado e queimado. Garante que toma calmante para dormir e que está fazendo um curso de eletricidade para poder mudar de emprego. Tanto que sai de casa sem a farda que é para não atrair o mal. Farda de PM traz azar.

REsposta

Mediante as acusações e ofensas do senhor secretario de (in) segurança baiano, exigimos que a APPM como também o Dep. Capitão Tadeu manifeste uma moção de repudio, pois nós policiais baianos pelas condições de trabalho que temos somos heróis.

Ao invés de proferir palavras quem venha denegrir a imagem da corporação policial e dos seus membros, o mesmo deveria está equipando com equipamentos as unidades e qualificando estes honrados profissionais.

FROUXO é quem fica em um ar condicionado ganhando fortuna sem fazer nada em pro da segurança do povo baiano que sofre com o alto índice de violência.

FROUXO é quem não tem coragem em reivindica melhor condições de trabalho para a tropa.

FROUXO é e covarde é quem se aproveita do cargo para bota a culpa na pessoa errada pela alta taxa de violência no estado.

Segundo o mestre em direito Miguel Realer “a policia é a força que mantém a hegemonia do estado e seus governantes no poder”

Respeito é bom e nós gostamos.

Policiais civis fazem hoje (17) caminhada de protesto no CAB

Os Policiais Civis da Bahia realizam nesta quarta-feira (17), às 9 horas, a Caminhada pela Dignidade, com concentração no Centro Administrativo da Bahia (CAB).

De acordo com o vice-presidente do Sindicato da Polícia Civil do Estado da Bahia (Sindpoc), Marcos Maurício Oliveira, durante o encontro, a categoria vai definir os rumos do movimento e acertar alguns detalhes e procedimentos sobre a greve, prevista para ocorrer no dia 20 de junho, caso sindicato e Governo não entrem num acordo.

A caminhada contará com policiais civis da capital e também do interior e deve percorrer as ruas do CAB.

Ontem, representantes do governo se reuniram com uma comissão do Sindipoc para tentar um acordo e devem apresentar uma proposta ainda hoje para ser levada para uma assembleia, prevista para sexta-feira (19).

A categoria reivindica 100% de reajuste salarial, que seriam disponibilizados no decorrer dos próximos três anos. O Governo do Estado, no entanto, oferece entre 30% e 40%, que seria fracionado pelo mesmo período de tempo.

domingo, 14 de junho de 2009

PM reforça ação preventiva antes do São João

Os baianos e turistas já estão na contagem regressiva para o São João. Faltando apenas 10 dias para os festejos, a Polícia Militar iniciou a Operação Intensificação, que teve início na sexta-feira, (12), e continua até este domingo.

Neste sábado (13) todas as áreas em que a ação foi programada - Paripe, Periperi, Plataforma e toda península Iapagipana, Barra, Armação, Itapoan e Ipitanga, Pernambués, Tancredo Neves e todas as Cajazeiras, Itinga, Portão, Vilas do Atlântico e Lauro de Freitas - foram monitoradas.

A ação é itinerante e conta com efetivos do Batalhão de Choque (Rotamo e Garra), Rondesp, Esquadrão de Motociclistas Águia e da Rondas Ostensivas Metropolitanas (Rome).

Trabalho preventivo

No total, 92 policiais militares, distribuídos em 26 guarnições, trabalham diariamente no combate a criminalidade. O objetivo é garantir segurança para quem já está entrando no clima junino.

“O São João não chegou ainda, mas, na cidade já acontecem diversos eventos de forró. A proximidade da festa faz com que aumente o índice de roubos e assaltos. Por isso, estamos com esta operação, que deve diminuir as ocorrências”, afirmou o major Seixas, responsável pelo patrulhamento na Barra, Armação, Itapoan e Ipitanga.

Os pontos onde são montadas as blitze são estratégicos. A escolha recai sobre os locais de maior incidência criminal, de modo a inibir furtos e roubos de veículos, roubos em ônibus e apreender armas e drogas, além da captura de criminosos.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Policiais civis anunciam greve geral no dia 20

Após 72 horas de paralisação, a Polícia Civil retomou as atividades na manhã de ontem, com data marcada para iniciar uma greve geral. Esta é a quarta vez que os civis paralisam os serviços. Durante o período de paralisação, apenas 30% do efetivo estava desenvolvendo as atividades. A categoria está reivindicando um aumento de 60 a 65% sobre os salários dos delegados. O governo está oferecendo um reajuste de 30% em cima do salário, que seriam disponibilizados 10% no decorrer dos próximos três anos.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Estado da Bahia (SINDIPOC) Carlos Lima, durante todo o período de paralisação o governo não se manifestou. Segundo ele já foi decidido pela categoria uma greve geral para o próximo dia 20 de junho, sem data para término. Na ocasião será suspensa visita de presos, levantamento cadavérico entre outros serviços.
Lima acrescenta que será realizada na próxima semana, uma assembleia com todos os carcereiros para discutir sobre a custodia de presos. “Agora vamos radicalizar. Esperamos uma resposta do governo, ele nem se pronunciou. Com essa atitude que ele demonstrou, mostra que não tem nenhum compromisso com a segurança pública. Não somos babá de presos. Vamos entregar a custodia. Pedimos desculpa a população que vem sofrendo com está situação. Só estamos buscando o que é de direito nosso. O governo tem que valorizar mais a polícia”, disse Carlos. (LB)

Paralisação dos policiais civis acaba hoje (11)

A paralisação de 72 horas da Polícia Civil da Bahia termina hoje (11).

Durante o período, apenas 30% do efetivo trabalhou.

Esta é a quarta vez este ano que a categoria paralisa as atividades, três delas aconteceram em maio.

Eles reivindicam um aumento de 100% de reajuste salarial, que seriam disponibilizados no decorrer dos próximos três anos. O Governo do Estado oferece índice que oscila entre 30% e 40%.

Caso não haja acordo, o Sindipoc ameaça deflagrar a greve no dia 20 de junho, véspera dos festejos juninos.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

PEC equipara salário de policiais civis ao de agentes da PF

A Câmara dos Deputados analisa a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 340/09, do deputado Marcelo Ortiz (PV-SP), que equipara o salário dos policiais civis operacionais ao dos agentes da Polícia Federal (PF). O salário inicial de agente da PF atualmente é de aproximadamente R$ 7,5 mil. Já o salário dos policiais civis tem valores diferentes em cada estado.

No Distrito Federal, um agente da Policia Civil pode receber até R$ 7 mil. Em alguns estados, no entanto, a remuneração pode ser de apenas R$ 2,5 mil. A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania analisará a admissibilidade da PEC. Se aprovada, a proposta será analisada por uma comissão especial e votada em dois turnos pelo Plenário.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Nova Penitenciária de Vitória da Conquista terá 466 vagas

A Superintendência de Construções Administrativas da Bahia (Sucab) já assinou o contrato para a construção da Penitenciária de Vitória da Conquista. A unidade terá 466 vagas e as obras devem começar na próxima semana. A previsão é que fique pronta em 18 meses.

O projeto, aprovado pelo Departamento Penitenciário Nacional do Ministério da Justiça (Depen), foi encaminhado pela Secretaria da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos (SJCDH) a Sucab em 2007. Serão investidos R$ 17 milhões de recursos dos governos federal e estadual na obra que será administrada pela empresa Nordeste Engenharia Ltda. A Penitenciária ficará no bairro de Saquinho, a 11 quilômetros do município, na rodovia que liga Conquista a Barra do Choça.

De 2007 até agora, a SJCDH conseguiu aprovar duas outras construções de grande porte. Já está em fase de construção a Cadeia Pública em Salvador, no Complexo Penitenciário da Mata Escura, com 428 vagas, que deve ser entregue no segundo semestre deste ano. Há ainda o Presídio para Jovens Adultos, também no Complexo, com capacidade para 421 vagas, que será construído com Recursos do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci) e está em fase de revisão pelo Depen.

*Fonte: Agecom

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Delegados fincam cruzes no Farol da Barra para pressionar governo

Faixas, cartazes, panfletos e cruzes, este foi o cenário que turistas e baianos presenciaram na manhã de ontem, em frente ao Farol da Barra. Um grupo de aprovados em concurso para delegado da Polícia Civil realizado em 2008 e que não foram convocados para trabalhar, realizaram uma manifestação pedindo nomeação para o cargo. Dos cem delegados diplomados, até o momento nenhum foi convocado para trabalhar. Indignados com o governo, eles alegaram que irão continuar a realizar os protestos uma vez por semana, em vários pontos da cidade.
De acordo com Karen Correa, presente no manifesto cada cruz que eles fincaram na grama, representa um município baiano sem delegado. Segundo ela o Diário Oficial da Bahia de 14 de agosto do ano passado publicou a aprovação dos concursados mas, até o momento eles não foram nomeados pelo governo, apesar de dados do Departamento de Polícia do Interior apontarem a existência de cerca de 165 municípios sem delegados titular na Bahia. “O governo alega falta de orçamento e queda na arrecadação. Estamos lutando por um direito que é nosso. Muitas cidades turísticas estão sem delegados. As festas juninas estão chegando. Como fica a segurança da população e dos visitantes”, relatou. Está é a segunda manifestação que os concursados realizam na cidade. Na última terça-feira, eles fizeram um protesto na Avenida Paralela. Segundo Karen, na última quarta-feira, uma audiência pública realizada na Assembléia Legislativa, com a presença do Secretario de Segurança Pública César Nunes e o Delegado chefe da Polícia Civil Joselito Bispo, eles reconheceram a necessidade da integração dos concursados. Mas alegaram que depende somente da decisão do governo Jaques Vagner, para que os delegados sejam contratados. ”Vamos lutar até o fim para conseguir nossa nomeação. Muitos colegas pediram demissão dos seus empregos, achando que após a publicação no Diário Oficial iriam assumir uma delegacia. Quase um ano depois, nada foi feito”, disse indignada.

sábado, 6 de junho de 2009

Homem morre após troca de tiros

Samanta Uchôa


Ontem à noite, na Gamboa de Baixo, após uma troca de tiros com policiais militares, um homem suspeito de tráfico de drogas foi atingido e morreu.

A vítima que ainda não foi identificada chegou a ser levada para o Hospital Geral do Estado (HGE), mas não resistiu aos ferimentos.

Segundo a polícia, cerca de 10 homens participaram do confronto.


Publicada: 05/06/2009 Atualizada: 05/06/2009

Bando dita toque de recolher em Saramandaia

tatiana ribeiro


Um homem morreu durante confronto com a polícia, na manhã de ontem, no bairro da Saramandaia. Valmir Bispo dos Santos, 19 anos, e um outro comparsa, que ainda não foi identificado, são acusados de obrigarem os comerciantes do local a fecharem seus estabelecimentos. A polícia foi acionada e houve troca de tiros. Valmir foi atingido com vários disparos de arma de fogo na região da cabeça. Ele foi socorrido e levado para o Hospital Geral do Estado, mas chegou sem vida.
De acordo com informações do delegado Adailton Adan, titular da 11ª delegacia, os acusados pertencem à quadrilha de Cosme da Paixão Lisboa, conhecido como Coi, principal traficante do bairro da Saramandaia. “Recebemos uma denúncia de que eles estavam fortemente armados e com máscaras estilo brucutu ordenando moradores do local a não saírem de casa e que o comércio fosse fechado. Ainda não sabemos qual o motivo. Estamos investigando”, ressaltou. Após o toque de recolher, todos os comerciantes fecharam seus estabelecimentos, temendo uma invasão ou até um tiroteio. Moradores evitaram conversar com a imprensa sobre o tráfico de drogas no local e a morte do traficante.
Segundo o delegado, Valmir é acusado de matar com vários tiros, Josué dos Santos Filho. O crime aconteceu no último domingo, nas proximidades do Posto Ipiranga, bairro da Saramandaia. Além do revólver calibre 38 e da máscara, com ele foram encontrados 35 pedras de crack e 27 trouxas de maconha. O outro comparsa, que estava com Valdir, conseguiu fugir. De acordo com policiais, os dois fazem parte da quadrilha de Coi, que tem até uma comunidade no orkut, com fotografias dos integrantes, entre eles, adolescentes e mulheres, exibindo armas de grosso calibre, como metralhadoras e pistolas. “Esse grupo aterroriza e ameaça os moradores. Vamos investigar se essa é a primeira vez que moradores e comerciantes são ameaçados por membros dessa quadrilha.”, finalizou o delegado.Uma outra troca de tiros resultou na morte de um bandido, na localidade de Gamboa de Baixo, situada na Avenida Contorno, na noite de anteontem. Uma viatura da Rondesp realizava uma ronda na área da Suburbana quando foram informados que aproximadamente dez homens armados efetuavam disparos de arma de fogo. De acordo com informações da polícia, os bandidos pertenciam a uma quadrilha cujo líder chamava-se ‘Alan’. Os mesmos integrantes da quadrilha haviam efetuado disparos na Avenida Meirelles e baleado um homem ainda não identificado.


Publicada: 06/06/2009 Atualizada: 06/06/2009

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Deputados apontam problemas na segurança

Apontar é Fácil mais resolver ai é outra história.

Daniela Pereira


Condições de trabalho dos agentes policiais, funcionamento das delegacias, índices de criminalidade, superlotação carcerária e a convocação oficial dos agentes, escrivães e delegados concursados, foram debatidos durante o encontro ocorrido no auditório da Assembleia Legislativa na manhã de ontem.
O secretário de Segurança Pública, César Nunes, acompanhado do delegado-chefe, Joselito Bispo, acompanhou de perto toda a sessão, ocorrida na sala Herculano Menezes da Comissão de Direitos Humanos e Segurança Pública.
Os deputados cobraram do secretário, o motivo pelos quais 165 municípios da Bahia estão sem delegados, e, a contratação não é posta em prática. Após apresentar dados sobre a atuação da polícia baiana, o delegado-chefe admitiu que existam unidades precisando de reformas, mas garantiu que a contratação dos concursados não depende dele. “Sabemos que existem unidades policiais precisando de ajuda, novos agentes e delegados, mas também tem delegacias no interior do Estado que não precisam de delegado, pois o índice de violência é nulo. O delegado pode tranquilamente ser substituído por uma outra autoridade”, declarou.
Durante duas horas de discussão, alguns dos 1052 agentes concursados da Polícia Civil, que ainda não foram nomeados e estavam na Assembleia e aproveitaram para protestar a favor da contratação. “O nosso papel não é contratar e sim encaminhá-los à autoridade responsável para uma análise em nível de Governo”, explicou Joselito Bispo. O clima na sessão ficou tenso quando o deputado Zé Neto (PT) tentou justificar a demora da contratação dizendo que essa era uma situação antiga e do governo anterior. Revoltados com a posição do deputado, os concursados presentes, levantaram dos lugares, sob muitas vaias, e deram as costas para o deputado.
Quando questionado sobre a prorrogação das investigações dos procedimentos instaurados sobre irregularidades na polícia baiana, o secretário de Segurança Pública, César Nunes, explicou que as apurações continuam em andamento. “É necessário paciência para esses assuntos. Se houve prorrogação é porque a verdade ainda não foi encontrada devido à complexidade e sensibilidade do assunto”, afirmou Nunes.
Na sabatina ao delegado-chefe, os parlamentares quiseram saber sobre o destino dos carros abandonados na porta da Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos (DFRV), bairro Iguatemi. O acesso negado aos deputados estaduais, às instalações policiais, durante uma inspeção nas delegacias na capital voltou à tona. Em defesa, Joselito Bispo explicou que o destino dos carros que estão no pátio da delegacia da (DFRV) será analisado. “Eles não pertencem a ninguém, portanto não podemos dar, nem vender e nem leiloar, a situação é muito complexa”, afirmou. Em relação ao acesso negado às delegacias, Bispo afirmou que houve um mal entendido. “Eu não impedi a entrada de ninguém apenas não autorizei a entrada na carceragem para proteger a integridade física dos visitantes”, completou. O delegado anunciou novamente, os cinco postos de registro de ocorrências de combate a crimes contra coletivos.


Publicada: 04/06/2009 Atualizada: 04/06/2009

Presídio de Feira usa sistema de bloqueio de celulares ultrapassado

O diretor do Conjunto Penal de Feira de Sanana, Edmundo Memeri Dumet, admitiu falhas no sistema de bloqueio de celulares do presídio. Durante a inspeção realizada na última terça-feira, mais de 30 aparelhos em funcionamento foram apreendidos, além de dezenas de armas brancas. Segundo ele, a tecnologia utilizada no presídio não acompanha a apresentada nos aparelhos modernos, confirmando a necessidade de adequação para o combate ao tráfico de drogas comandado de dentro das celas. Na revista realizada aos presos distribuídos em mais de 250 celas de sete, dos oito pavilhões do presídio, foram encontrados 20 armas brancas, entre facas e chuchos; 33 aparelhos celular e 500 gramas de maconha/ crack.
Mais de 120 policiais militares e civis participaram da inspeção e 18 policiais do Grupo de Operações Especiais do Presídio Salvador (Geop) fizeram parte da operação. No final dos trabalhos uma tentativa de motim foi realizada por 30 presos, mas, controlada em minutos. Os presos que participaram do incidente foram transferidos para o presídio de Serrinha. Durante entrevista à imprensa local, o diretor admitiu a falha do presídio com relação ao sistema de bloqueio utilizado para celulares. Apesar de dispor da tecnologia, Nemeres Dumet alegou que é inadequada para fazer frente a alta tecnologia apresentada pelos aparelhos modernos. Os presos utilizam os celulares para comandar de dentro da cadeia o tráfico de drogas pela cidade e interior.


Publicada: 04/06/2009 Atualizada: 04/06/2009

Tenente da PM morre em acidente de moto

Na manhã desta quinta-feira (4), um policial militar morreu em um acidente de moto, na Via parafuso.

A vítima foi o Tenente PM Iésio Osvaldo Cerqueira de Moraes, que conduzia uma moto Honda Fan, de placa policial JLS-7087, quando colidiu com uma moto Honda Broz, sem placa, pilotada por Manoel de Jesus Anunciação.

O outro condutor está internado em estado grave no Hospital Geral de Camaçari.

PMDF

O COMANDANTE-GERAL DA POLÍCIA MILITAR DO DISTRITO FEDERAL, no uso de suas atribuições legais e tendo em vista as autorizações concedidas pela Secretaria de Estado de Gestão Administrativa do Distrito Federal, nos autos do Processo Administrativo nº 054.000.756/2008, publicado no Diário Oficial do Distrito Federal nº 234, de 25 de novembro de 2008, torna pública a abertura das inscrições ao concurso público de admissão ao Curso de Formação de Oficiais Policiais Militares da Polícia Militar do Distrito Federal (CFOPM/2010), para provimento de vagas em 2010, de acordo com as normas estabelecidas na Constituição Federal do Brasil (artigo 37, inciso II c/c o § 1º do artigo 42 c/c o artigo 142, § 3º, inciso X c/c artigo 144, caput e §§ 4º, 5º e 6º), na Lei Orgânica do Distrito Federal, no Estatuto dos Policiais Militares (Lei nº 7.289/84, alterada pelas Leis nº 7.475/1986, nº 10.486/2002 e nº 11.134/2005), na Lei de Organização Básica (Lei nº 6.450/1977, alterada pela Lei
nº 7.475/1986), na Lei nº 11.134/2005, na Lei nº 9.713/1998, no Regulamento para o Corpo de Praças da PMDF (Decreto GDF nº 10.260/1987), no Decreto GDF nº 21.688/2000 e suas alterações, na Lei nº 4.375/1964, no Decreto nº 57.654/1966, na Lei nº 3.703/2005 e, ainda, de acordo com o Decreto nº 29.946/09.

domingo, 31 de maio de 2009

Cinco oficiais da PM obtêm R$ 2 milhões de indenização

Cinco oficiais da Polícia Militar baiana, inclusive o atual comandante da corporação, o coronel Nilton Régis Mascarenhas, nomeado pelo governador Jaques Wagner em substituição ao coronel Antônio Jorge Ribeiro de Santana, obtiveram judicialmente do Estado o direito de receber indenizações que somam, globalmente, R$ 2,114 milhões a título de “honorários de ensino” que supostamente não haviam sido pagos pelo governo por atividades educacionais no Colégio Militar e na Academia da PM (Acadepol).


A ação foi movida por Mascarenhas, o tenente-coronel Gustavo Antônio Jonde Monteiro, o coronel Heverton Souza Tosta, assistente militar do Tribunal de Justiça da Bahia, o tenente-coronel Antônio de Carvalho Melo Filho e tenente-coronel Cristóvão da Silva Pinheiro na 5ª Vara da Fazenda Pública da Bahia, cujo titular, o juiz Ricardo D'Ávila, decidiu em favor dos autores e no dia 21 de maio determinou a execução definitiva da sentença, intimando a Procuradoria Geral do Estado.


Individualmente as indenizações estão assim divididas: Mascarenhas, Pinheiro e Melo Filho, R$ 513,738 mil cada; Tosta, R$ 315,984 mil; e Monteiro, R$ 256,811 mil.


“Absurdo” – A sentença deixou indignados integrantes da Associação dos Policiais da Bahia (Aspol) cujo presidente o José Lourenço Dias disse que os beneficiados comparecem pouco às salas, deixando a maior parte das aulas aos monitores, militares de baixa patente como sargentos. “Será um absurdo o governo pagar essa indenização quando vem se recusando conceder a URV a todos os integrantes da corporação conforme também determinou a Justiça”, disse. A Procuradoria Geral do Estado (PGE) informou que todos os recursos de contestação possíveis foram utilizados contra a ação dos oficiais.


Dias lançou suspeitas ainda em relação à marcação das horas-aula dos oficiais. “É uma situação em que os próprios beneficiados anotam as aulas que supostamente deram”, declarou, apontando como semelhante ao caso a questão das diárias de viagens dos militares e das férias acumuladas.


No final do governo passado, o ex-governador Paulo Souto deferiu o pagamento de aproximadamente R$ 600 mil em indenizações de férias não-gozadas para policiais militares, o que gerou muita polêmica. Do montante, cerca de R$ 420 mil seriam divididos entre o então comandante-geral da PM, coronel Antônio Jorge Ribeiro de Santana, e o chefe da Casa Militar do estado, coronel Christóvão Rios de Britto.


O restante do dinheiro seria distribuído aos processos de outros dez militares, sete da ativa e três da reserva, entre eles o subcomandante-geral da PM na época, coronel Wilson Raimundo Dultra Pereira.


Leviandade – Os deferimentos no governo passado foram efetivados pelo procurador-geral do Estado do governo Souto, Raimundo Viana, para quem as indenizações eram legais, “um direito de todos que não gozaram férias e que não querem contar o período não-gozado em dobro para antecipar a aposentadoria, reforma ou reserva”.


O deputado estadual Capitão Tadeu Fernandes (PSB) disse que o problema dessas cobranças judiciais de indenizações por parte de integrantes da Polícia Militar reside no fato de os governos baianos normalmente não respeitarem direitos dos militares. “Existem milhares de ações sendo movidas na Justiça por in tegrantes da Polícia Militar, tanto oficiais como sargentos e soldados, tudo decorrente do desrespeito aos direitos dos militares”, disse, explicando que essa linha não foi mudada com a posse do governador Jaques Wagner.


Sobre a questão dos honorários de ensino, Capitão Tadeu ponderou que, além das turmas regulares da Academia da Polícia Militar, existem vários cursos em andamento cujas aulas são de responsabilidade dos oficiais da PM. “Seria uma leviandade da minha parte dizer que eles (os cinco que ganharam a ação) receberam sem dar aulas. Se alguém tem provas disso deve apresentá-las”, declarou.


Reintegração – Um dos conflitos que marcaram a relação do atual governo com os policiais militares foi a questão da reintegração dos demitidos nas greves da polícia nas administrações do antigo PFL. Os diretores da Associação dos Policiais Militares, apesar de participarem ativamente da campanha que resultou na eleição de Jaques Wagner, em 2006 – com diretores inclusive aparecendo na propaganda política do PT exibindo contracheque com objetivo de mostrar que o policial baiano receberia um dos piores salários do País – não conseguiram que o governador Wagner cumprisse a promessa de reintegrar todos os demitidos.


Os que conseguiram obtiveram o benefício através da Justiça. “Restam oito que não conseguiram a reintegração e o assunto morreu, nem mais é discutido pelos representantes do governo”, disse José Lourenço Dias, ele próprio um dos demitidos que busca a reintegração.

sábado, 30 de maio de 2009

Concursados da Polícia Civil reivindicam nomeação

Uma manifestação dos policiais concursados, aprovados e não empossados iniciada na manhã de ontem, no Centro Administrativo da Bahia, chegou ao fim na por volta das 16h30 congestionando o transito de toda a região do Iguatemi e Avenida Paralela. O grupo reivindica a nomeação de 1.054 para os cargos de agentes e escrivães da Polícia Civil.
Uma comissão foi recebida pelo secretário César Nunes, na sala de audiência, que ressaltou a necessidade de contratação, mas não apresentou qualquer perspectiva dessas nomeações a curto prazo. De acordo com o presidente da comissão, Marco Deiró, foram investidos mais de R$ 6 milhões na formação desses policiais. “Fizemos concurso em 1997, fomos aprovados e concluímos a academia de polícia. Todos nós largamos nossos empregos para trabalhar na polícia. Estamos passando por necessidades financeiras.”, afirmou.
João das Neves, integrante da comissão, contou que trabalhava há mais de 14 anos como operador da Ford e pediu demissão para começar a academia de polícia. “Tinha certeza que seria nomeado. Não dava para conciliar o emprego com a academia preparatória, que exige uma disponibilidade de dois turnos. A Segurança Pública está em crise, à sociedade clama por mais policiais e estamos prontos para assumir o trabalho. Nosso receio é que o curso que tomamos fique defasado”, ressaltou.
O secretário de Segurança Pública, César Nunes, recebeu imprensa e admitiu a necessidade para a contratação dos concursados, mas, segundo ele, a crise financeira adiou esses planos. “Ainda não temos cronogramas para as nomeações. O governo está se esforçando para que aconteça em tempo breve.”, assegurou.
A comissão, que representou concursados de Salvador, Feira de Santana, Itabuna, Vitória da Conquista e Juazeiro, pediu ao secretário que intercedesse a favor deles. “Estamos aqui para ajudar a encontrarmos juntos, numa mesa de negociação, a melhor solução para estas pessoas que são pais e mães de família”, concluiu Deiró.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

População sofre com a greve da polícia civil

Quem precisou dos serviços da Delegacia Especial de Atendimento ao Cidadão (DEAC), no primeiro dia da terceira paralisação de 72 horas dos agentes da polícia civil, encontrou dificuldade para receber atendimento. Durante todo o dia de ontem o movimento foi intenso na unidade, implantada no prédio da Polícia Civil, na Piedade. Das 8 da manhã às 16 horas 36 ocorrências foram registradas. A greve se prolonga até a manhã deste sábado. De acordo com o delegado metropolitano Rui da Paz, existem apenas dois computadores para registrar as queixas, o que dificulta a realização dos trabalhos. “O dia de hoje foi cheio. Para piorar a situação o sistema está lento. De todas as paralisações, hoje foi o dia que mais teve registro”, relatou Rui. De acordo com o presidente do Sindicato dos Polícias Civis do Estado (Sindipoc) Carlos Lima, a classe reivindica reajuste de 65% de aumento sobre os salários dos delegados, além de boas condições de trabalho. Segundo Carlos uma nova paralisação será realizada nos dias 8,9 e 10 de Junho. “Com a nova paralisação serão suspensas nas delegacias visitas, banho de sol, almoço, café da manhã e jantar dos presidiários. Não vamos prestar nenhum atendimento. É injusto o salário que recebemos”, disse.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Polícia Civil faz terceira paralisação

Mais uma vez os policiais civis da Bahia paralisam as atividades por 72horas, neste mês. A manifestação, que teve início na manhã de hoje (27) e segue até a próxima sexta-feira (29), faz parte da campanha salarial da categoria que reivindica 100% de aumento, pagos em três anos e melhores condições de trabalho.

Durante esse período, apenas 30% do efetivo estará realizando registros de homicídios e prisões em flagrantes. As demais ocorrências devem ser realizadas na sede da Polícia Civil, na Praça da Piedade.

A próxima paralisação está agendada para junho, nos dias 8, 9 e 10. Caso sindicato e Governo do Estado não entrem num acordo, os policiais ameaçam entrar em greve por tempo indeterminado a partir do dia 20 de junho.

Policiais civis admitem reduzir percentual de reajuste

Começa nesta quarta, 27, a terceira paralisação de 72 horas dos agentes da polícia civil que batalham reajuste de 70% com o governo do Estado da Bahia. No início do movimento, eles pediam 100% de aumento, mas aceitam até 70%, de acordo com o vice-presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Estado da Bahia (Sindoc), Marcos de Oliveira Maurício, que reclama de ausência de proposta do governo. “Até agora nada foi negociado. Mais uma vez o governo discrimina a nossa categoria“, protesta Marcos Maurício.

Com a greve, ficaram suspensos os serviços de registro de ocorrências, salvo aqueles relacionados com prisões em flagrante, capturas de procurados, homicídios e remoção de cadáver. Não serão realizadas quaisquer diligências pelos investigadores do plantão, atividades de cartório, escoltas ou transferências de presos – mesmo com determinação judicial. Também não estão funcionando retirada de inquéritos policiais ou outras comunicações ofícios, protocolos e etc, ou visitas de internos das unidades.

A Bahia é o 21º Estado na escala salarial dos policiais do Brasil, atrás dos Estados de Pernambuco e Roraima, com salários de R$ 1.560 e R$ 1.590 de acordo com dados da Conferência Brasileira de Policiais Civis (Cobrapol), divulgado em 2008, referente ao ano de 2007.

Líderes no ranking, os agentes do Distrito Federal são os que mais ganham, com salário de R$ 6.594,30, em 2007. Este ano, já passaram a R$ 7.500, de acordo com dados do Sindpoc. Até sexta-feira, o cidadão vai contar mesmo é com o serviço de atendimento digital da Secretaria de Segurança Pública (SSP).

terça-feira, 26 de maio de 2009

Capitão e 3 PMS acusados de matar vereador

Após ouvir várias testemunhas, o delegado José Magalhães, titular da 19ª Delegacia de Itaparica, afirmou que o capitão Gailson Virgem da Silva e os políciais militares André Ferreira Costa, Reinildo de Souza Oliveira e Antonio Paixão Conceição, são os autores do assassinato do vereador Raimundo Pereira dos Santos Junior, 40 anos, morto após ser espancado no último dia 4 de maio.

Magalhães descartou a hipótese de que a vítima teria sofrido um acidente ao cair de uma motocicleta, na tentativa de fugir dos policiais. O delegado informou que no dia do crime o vereador teria emprestado seu carro a um sobrinho, que utilizou o veículo para realizar um assalto em uma farmácia.

No dia em que aconteceu o fato, Raimundo estava em uma rua com alguns amigos, quando observou seu carro passar em alta velocidade e uma viatura seguindo. Preocupado, ele pegou uma moto emprestada e saiu à procura do veículo, onde foi pego pelos políciais. Segundo Magalhães, um rapaz que presenciou o crime contou que o capitão teria o ameaçado com a arma, e a todo tempo ele agredia a vítima com socos e pontapés. "A vítima foi morta sem poder se defender. Ele foi algemado e espancado até a morte. Foi muita covardia o que fizeram com o rapaz. Ainda tiveram a cara de pau de mentir para a própria polícia", contou.

Em depoimento na manhã de ontem, o capitão que no dia do crime estava fora de serviço, nega as acusações. Ele continua com a versão de que o vereador teria morrido em decorrência do acidente. "Mesmo fora de suas atividades, ele usou do poder da polícia para praticar o assassinato. Eles contam que foi acidente. O laudo médico constatou que a vítima foi morta por asfixia. Eles bateram tanto no rapaz, que ele veio a óbito. Só vou parar quando os culpados forem punidos", relatou o delegado.

Segundo Magalhães um pedido de exumação do corpo foi pedido à justiça. Ele informou que os envolvidos no crime foram afastados das atividades até o final do inquérito.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Polícia Civil entra no terceiro dia de paralisação

De acordo com a Central de Telecomunicações das Polícias Civil e Militar (Centel), a paralisação do Sindicato dos Policiais Civis da Bahia (SINDPOC), que completa hoje (22), 72 horas, tem dificultado na apuração final dos registros policiais. Apenas um homicídio foi notificado em Simões Filho, Região Metropolitana de Salvador (RMS), nas últimas 12 horas. A Centel não soube informar como se deu a morte de Ilmar Aurelino Ferreira, 23 anos, nem qual foi a motivação do crime.

O SINDPOC, que já fez essa manifestação entre os dias 11 a 13 deste mês, reivindica por reajuste salarial de 100%, em três anos, e melhoria nas condições de serviços.

Até às zero horas, a Polícia Civil trabalhará apenas com 30% do efetivo realizando apenas o serviço de custódia de presos e o levantamento cadavérico. De acordo com o SINDPOC mais uma paralisação está agendada para os dias 27, 28 e 29 deste mês.

Caso as negociações não avancem junto ao Governo do Estado, a categoria deve entrar em greve no final do mês.

Policiais fazem até cronograma de greves

Os policiais civis instituíram cronograma até junho para a realização das paralisações por melhores salários. Uma das etapas, iniciada na última quarta-feira se encerra hoje, estando prevista a nova interrupção das atividades para a próxima semana, dias 27,28 e 29, e encerrando o calendário no mês que vem nos dias 8, 9, e 10. Na maioria das delegacias da cidade o movimento durante o dia de ontem foi considerado fraco. Segundo o delegado Omar Leal, da 1ª Delegacia, no Complexo dos Barris, "o povo está ciente e não compareceu às unidades".

Nenhuma perícia em local de crime, estabelecimento roubados ou arrombados foi realizada durante todo o dia. Os corpos retirados da rua apenas pelos funcionários do Instituo Médico Legal Nina Rodrigues (IML) não tiveram a devida verificação, - normalmente realizada pelos peritos técnicos de criminais. Apesar de respeitar o Sindicato dos Policiais Civis (Sindipoc), muitos delegados não quiseram comentar a decisão de escalonamento do movimento paredista. "Sou associada da Associação dos Delegados e devo me orientar pela minha entidade", se esquivou a delegada Celina Santos, na 4ª Delegacia, em São Caetano, onde apenas os serviços essenciais foram realizados. Titular da 11ª Delegacia há menos de uma semana, o delegado Adailton Ada alegou estar ainda conhecendo a movimentação da unidade, e que estava "dentro de total normalidade". Segundo ele, "quem compareceu à delegacia foi atendido, conforme as diretrizes traçadas pela Secretaria de Segurança Pública." Os funcionários contratados pelo Regime Especial de Direito Administrativo, o Reda, registraram a lavratura de ocorrência sem problemas e apenas as investigações estavam suspensas na 11ª DP.

Sem querer muita conversa com a imprensa a delegada plantonista da 9ª DP, no bairro da Boca do Rio, informava por volta das 18 horas que ninguém apareceu por lá para registro de ocorrências. Sobre sua posição e com relação ao movimento dos policiais ela preferiu se omitir, por não ter opinião formada a respeito. Em Cajazeiras a situação não foi diferente, segundo o delegado plantonista Manoelito dos Santos. "Se aparecer levantamento cadavérico ou flagrante estamos aqui", dizia ele com certo humor.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Polícia civil para novamente por 72 horas

Policiais civis interrompem as atividades a partir de 8h, desta quarta-feira, 20, na segunda paralisação de 72 horas da categoria neste mês de maio. Desta vez, eles dizem que não vão fazer levantamento cadavérico, além de investigação, registro de ocorrências, condução de presos e visitas, mas garantem que vão manter a custódia dos internos. A categoria afirma que esse trabalho será feito por 30% dos 5.800 investigadores, escrivães e peritos técnicos que trabalham na Bahia.


A categoria reclama da proposta de reajuste salarial de 30% oferecida pelo governo. "Queremos isonomia com os delegados, que foram contemplados com 70% de aumento. Também queremos esse percentual", reivindica Bernardino Gayoso, diretor do Sindicato dos Policiais Civis (Sindpoc).


Gayoso diz que o governo convocou os policiais que ocupam cargos de chefia para apresentar esta proposta nesta terça. "Isso indignou mais ainda a categoria. Eles não querem negociar, querem desestabilizar a categoria", reclama.


Os policiais prometem lacrar todas as delegacias, mas farão piquete apenas na porta do Departamento de Polícia Técnica (DPT), na Avenida Centenário. Eles ameaçam fazer novas paralisações entre os dias 27 e 29 de maio.


A população pode registrar ocorrências no posto mantido na sede da Secretaria de Segurança Pública (SSP), na Piedade, durante os dias de paralisação. Outra opção é registrar na Delegacia Digital, mas apenas para casos de furto de documentos, veículos e objetos, além de desaparecimento de pessoas.

terça-feira, 19 de maio de 2009

PMs são treinados para combater crimes ambientais no Recôncavo

Sessenta policiais militares do 14º Batalhão da Polícia Militar, em Santo Antônio de Jesus (a 185 km de Salvador), participaram nesta terça-feira (19) do treinamento “Fortalecimento da Fiscalização para a Proteção Ambiental na Região do Recôncavo Sul Baiano”, iniciativa do Núcleo Mata Atlântica (Numa) do Ministério Público da Bahia e do Grupo Ambientalista da Bahia (Gambá), que tem como objetivo capacitar os policiais militares para que eles possam melhor combater os crimes ambientais.

A capacitação aconteceu na sede do 14º BPM. Pela manhã, foram abordados temas como ecologia e sistemas ambientais pelo Gambá, e à tarde, o promotor de Justiça Julimar Ferreira ministrou uma palestra sobre Legislação Ambiental e Procedimentos.

“Adquirindo consciência de que não apenas o Ibama e os policiais da Companhia de Polícia Ambiental (COPPA) podem atuar em defesa do meio ambiente, os demais policiais saberão como agir diante dos crimes ambientais”, avaliou o representante do Ministério Público do estado (MP-Ba).

Mais uma paralisação da Polícia Civil

O Sindicato dos Policiais Civis da Bahia (SINDPOC) realiza amanhã (20) a segunda paralisação prevista de 72 horas, em prol da campanha salarial. A categoria, que já fez essa manifestação entre os dias 11 a 13 deste mês, reivindica por reajuste salarial de 100%, em três anos, e melhoria nas condições de serviços.

A Polícia Civil trabalhará apenas com 30% do efetivo nestes três dias de greve, realizando apenas o serviço de custódia de presos e o levantamento cadavérico. De acordo com o SINDPOC mais uma paralisação está agendada para os dias 27, 28 e 29 deste mês.

Caso as negociações não avancem junto ao Governo do Estado, a categoria deve entrar em greve no final do mês.

PMDB busca manter coesão da legenda para disputa de 2010

O PMDB baiano inicia nesta segunda-feira, 18, no Othon Palace em Salvador, a sua série de encontros regionais para definir os rumos da legenda em 2010, com os desafios de definir se seguirá na aliança com o governador Jaques Wagner para 2010 e de conseguir coesão interna para vencer a disputa. Nas últimas semanas, ganhou evidência a forte movimentação do prefeito da capital, João Henrique, no sentido de emplacar uma candidatura majoritária em 2010, causando um mal-estar com a maior liderança do partido na Bahia, o ministro Geddel Vieira Lima.


O ministro, além de unificar o partido em torno do seu nome, visto como natural ao governo do Estado ou ao Senado, terá que articular um campo de forças que torne possível suas pretensões eleitorais. Correndo por fora, João afirma que também está na fila para 2010, o que configura possível disputa com Geddel pela indicação. Com remotas chances de emplacar sua ambição no PMDB, João tem conversado com outros partidos, como o PDT, o PSDB e o DEM. Segundo revelação da sua esposa e deputada estadual, Maria Luiza (PMDB), pelos corredores da Assembleia Legislativa, a última movimentação do prefeito foi, na segunda-feira passada, tentar uma audiência com o governador de São Paulo, José Serra (PSDB).


Diante de um cenário ainda nebuloso nacionalmente, em que não se sabe para qual lado o PMDB vai tender na eleição presidencial, o ministro Geddel tem sido pressionado pelo governo Wagner e suas bases peemedebistas por uma definição. E, nesse imbróglio, nem o ministro do governo Lula e nem o governador Jaques Wagner querem, pelo menos por ora, assumir o ônus de um rompimento, que acarrete em implicações nacionais na aliança de governo. Geddel diz que não tem pressa. Por sua vez, Wagner com o seu projeto de reeleição declara que é um homem “extremamente paciente”, mesmo na agonia de conviver com um aliado de quem não tem garantias futuras.


Em meio ao impasse da continuidade ou rompimento da aliança com o PT no Estado, a obstinação de João Henrique por uma candidatura em 2010 é mais um obstáculo a ser removido pelo ministro Geddel Vieira Lima. Pois, se João sair do PMDB de fato, leva com ele o capital eleitoral que tem em Salvador, muito maior que o do ministro, e com chances reais de crescer. Não à toa, o prefeito já iniciou suas incursões pelo interior. Hoje vai a Feira de Santana, onde será recebido pelo prefeito Tarcízio Pimenta (DEM) para recolher donativos para os atingidos pelas chuvas em Salvador. No final de abril, esteve em Saúde com o deputado federal ACM Neto (DEM) e o senador César Borges (PR), para conversas e atividades ao lado do senador Cristovam Buarque (PDT-DF). O presidente estadual do PMDB, Lúcio Vieira Lima, nega qualquer mal-estar. “João Henrique é PMDB, se ele está querendo colocar a candidatura dele é natural. Geddel não é dono do partido. E a declaração pública de João é de que ele é o segundo da fila”, disse.


Mas o presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB) e prefeito de Bom Jesus da Lapa, Roberto Maia (PMDB), confirma o clima na legenda. “João Henrique está criando um mal-estar enorme entre ele e o ministro, o nosso líder maior. É bom que isso fique claro: se o PMDB tiver candidato próprio sem sombra de dúvida será Geddel”, ressaltou Maia. O peemedebista aproveitou, também, para criticar a declaração do governador Jaques Wagner sobre o documento que Geddel prometeu entregá-lo com críticas e sugestões à administração estadual. “Acho que não é postura do governador achar ‘graça’ de um documento que uma liderança como Geddel vai entregar”, criticou. Procurados por A TARDE, o ministro Geddel e o prefeito João Henri que informaram, por suas assessorias, que preferiam não falar.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Policiais civis retomam o trabalho nesta quinta

Termina às 8h desta quinta-feira, 14, a paralisação de 72 horas dos agentes da Polícia Civil do Estado da Bahia. A partir desta manhã as atividades nas delegacias voltam ao normal, de acordo com informações do vice-presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Estado da Bahia (Sindoc), Marcos de Oliveira Maurício.


De acordo com o vice-presidente, nesta quarta-feira, às 17h, representantes do Sindpoc foram recebidos pelo Secretário de Justiça e Direitos Humanos (SJDH), Nelson Pelegrino, e pelo deputado Álvaro Gomes (PCdoB). “Queremos isonomia em relação o tratamento dado aos delegados de polícia“, explicou o vice-presidente.


Em outubro do ano passado, os delegados de polícia pararam as atividades e conseguiram negociar um aumento de 70%, de acordo com informações do vice-presidente do Sindpoc. “O secretário de administração Manoel Vitório demonstrou resistência ontem em relação às nossas reivindicações“, afirmou.


Agora, representantes do sindicato aguardam uma proposta do governo e continuam ameaçando parar as atividades pela segunda vez nos dias 20, 21 e 22 de maio. “Mas vamos atender a população e parar as atividades nas carceragens superlotadas“, ameaçou.

Polícia prende parente do Coronel Santana em Candeias

Três pessoas foram presas na manhã desta quinta-feira, 14, na cidade de Candeias em um desdobramento da Operação Nêmesis. Pelo menos um dos presos é parente do Coronel Antônio Jorge Ribeiro Santana, 56 anos, que foi preso no dia 5 de março, acusado de envolvimento em esquema de corrupção no processo de compras da Polícia Militar e da Guarda Municipal de Salvador.


Os detidos estão sendo levados para o Comando de Operações Especiais (COE), no aeroporto internacional de Salvador. Eles foram presos em uma ação comandada pela delegada Gabriela Macedo, da superintendência de inteligência da SSP. As prisões foram feitas em uma operação sigilosa.

O Coronel Santana foi solto no dia 9 de março, junto com os coronéis Sérgio Alberto da Silva Barbosa e Jorge Silva Ramos, o tenente Antônio Durval Senna Júnior e outros oito civis presos na operação Nêmesis. Apesar de responderem em liberdade, a polícia continua investigando. Há a informação de que o Coronel Santana mantinha bens em nome de familiares, inclusive alguns em Candeias, onde foram realizadas as prisões.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Polícia Civil entra no terceiro dia de paralisação

A greve dos policias civis da Bahia entra no terceiro e último dia de paralisação, de acordo com o que foi anunciado pela categoria. Ainda estão previstas novas paralisações este mês.

A mobilização é contra o reajuste de cerca de 40%, dividido em três anos, oferecido pelo governo do estado. O salário inicial de um policial baiano é de R$1.600. O sindicato pede um aumento de 100%.


O governo do estado convocou os policiais civis a retornarem ao trabalho na terça-feira (12) à tarde, e informou que caso a paralisação continue, poderá aplicar as penalidades previstas em lei, como a suspensão do pagamento dos dias não trabalhados.

Em nota oficial, o governo manteve a mesma oferta de reajuste de 30% ao longo dos próximos três anos.

De acordo com o sindicato dos policiais, até esta quarta-feira (13), somente os serviços de custódia de presos e os levantamentos cadavéricos vão ser mantidos. Os registros de ocorrências podem ser feitos pela internet através do endereço digital da delegacia.

Governo do Estado convoca policiais civis a suspender paralisação e voltar ao trabalho

Em nota oficial divulgada por volta das 20 horas de ontem, o governo do Estado convocou os servidores que integram o movimento da Polícia Civil para retorno imediato ao trabalho. Com essa postura, o governo considerou encerradas as negociações e ainda, em caso de continuidade do movimento, mesmo que de forma escalonada, ameaçou aplicar as penalidades previstas em Lei, a exemplo da suspensão de pagamentos dos dias não trabalhados.

De acordo com a posição oficial do governo, "o movimento é prejudicial à população e inoportuno, tendo em vista o cenário de crise econômica mundial e o fato de que a proposta de reestruturação da carreira foi apresentada em outubro do ano passado e debatida até dezembro, quando houve interrupção unilateral das negociações pelas lideranças sindicais". Além do mais, por nota, é destacada a conquista da Lei Orgânica da Polícia Civil e a atual remuneração, na qual o piso para pessoal da classe 3 em início de carreira, segundo o governo, é de "R$ 1.738,53, não computados neste valor benefícios pessoais como Adicional por Tempo de Serviço, Auxílio Alimentação e Auxílio Transporte".

A equipe de reportagem tentou entrar em contato com a liderança da categoria por telefone na noite de ontem, sem sucesso. A terça-feira foi marcada por paralisações nas delegacias. Iniciada com o objetivo de pressionar o governo para um aumento salarial de 100% em três anos, os policiais pretendem finalizar a paralisação amanhã. Ontem, os agentes da polícia continuaram de braços cruzados e, mesmo apresentando paralisação de advertência, a população sofreu com dificuldades para registrar as ocorrências. A delegacia digital, devido ao congestionamento de acessos por ser apontada como solução para registro de ocorrências, o sistema apresentou lentidão de leituras de cadastros e as páginas expiravam constantemente.

As pessoas que chegaram para registros de ocorrências encontraram portas fechadas e delegacias vazias. Indignada com a situação, a população era orientada pelos poucos agentes a voltar na próxima quinta-feira ou fazer o registro pelo site da delegacia digital da Secretaria de Segurança Pública. Somente casos de furto de veículos e de objetos, perda e extravio de documentos, além do desaparecimento de pessoas podem ser feitos pela internet. Ocorrências como, nos casos de roubo com ameaça à vítima ou furto de produtos controlados pela polícia, têm quem ser presencial.

De acordo com Sandra Kaline Lima Vieira, titular da delegacia digital, o cidadão precisa ter um pouco de paciência, pois o sistema está muito carregado. "Desde o início da greve os acessos ao site aumentaram muito. Somente no período de 7h até às 12h, (ontem) foram registrados 71 ocorrências, um número que geralmente é registrado em um dia inteiro de trabalho", compara a delegada. Vieira ainda completa que é necessário a insistência do cidadão nas tentativas de acesso para a finalização do registro.

A paralisação iniciada na manhã da segunda-feira passada foi aderida em muitas delegacias da cidade. O Grupo Especial de Repressão a Roubos em Coletivos (Gerrc), a 1ª CP do Complexo dos Barris, Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes (DTE) e Delegacia de Homicídios (DH), estavam com faixas e cartazes noticiando a greve. Segundo Carlos Lima, presidente do Sindicato dos Policiais Civis (Sindipoc), o salário base de um agente é de R$ 400. Lima ainda avisou que se nada for resolvido até o dia 29, quando ocorre a última paralisação, no dia 20 de junho pode ser iniciada uma greve.

Delegados não aderiram à paralisação de policiais civis e alegam que a reivindicação da categoria no momento é pelo reconhecimento como carreira jurídica. O delegado titular da 3ª Delegacia (Bonfim) e diretor doa Associação dos Delegados da Bahia, Miguel Cicerelli, vê como legítima a mobilização, desde que seja mantido o número suficiente de profissionais para realização de flagrantes e levantamento cadavérico.

No final da tarde de ontem, num movimento considerado normal na delegacia do Bonfim, Cicerelli argumentou que há diferenças nas pretensões dos policiais e dos delegados.

"Os 30% pretendidos por eles nós já aceitamos e não estamos questionando", diz ele. O diretor da associação ressalta que a luta que se inicia é para ver os salários dos delegados equiparados ao que recebe um juiz, promotores e defensores. "Nosso salário líquido é de R$ 3,9 mil, o que significa um quarto do salário do juiz, ou a metade do que um promotor percebe", explica.

Na 2ª Delegacia localizada no bairro da liberdade, o delegado plantonista Antonio Luiz Carvalho tinha uma tarde tranquila de trabalho. "Continuamos em atividades porque não há qualquer determinação do sindicato ou da associação", explicou.