MOBILIZAÇÃO JÁ!!! ILEGAL É SER TRATADO COM DIFERENÇA.
Policiais militares continuam insatisfeitos com salários
FLÁVIO COSTA
fcosta@grupoatarde.com.br
A reunião realizada entre o comandantegeral da Polícia Militar, coronel Nilton Mascarenhas, um técnico da Secretaria Estadual de Administração (Saeb) e membros da corporação resultou inócua na tentativa de amenizar a impressão da tropa de que os policiais civis foram “privilegiados” na última negociação salarial com o governo.
A tentativa ocorreu anteontem no Quartel do Comando Geral da PM, no Largo dos Aflitos. O representante da Saeb apresentou tabelas dos reajustes salariais com as duas categorias, com projeção até o ano de 2011. O tom da apresentação era o mesmo do coordenador de Planejamento de Recursos Humanos da pasta, Claudinei Pereira, que negou por duas vezes a A TARDE que os policiais civis foram privilegiados.
Um outro encontro anterior, desta vez com a condução do secretário de Segurança Pública, César Nunes, deu no mesmo resultado.
A avaliação do diretor jurídico da Associação de Praças, Policiais e Bombeiros Militares (Aspra), Fábio Brito, é de que o governo não convenceu a categoria: “Os dados que apresentaram eram falsos”, acusou. A Aspra integra uma lista de 25 associações ligadas à PM-BA, entre elas a que representa os oficiais, que vão entregar uma série de reivindicações ao governador Jaques Wagner na próxima terça-feira.
Os PMs martelam a tecla de que os colegas civis tiveram tratamento diferenciado: eles conseguiram reajuste de 54%, a depender do caso, para os próximos três anos. O diretor jurídico do Sindicato dos Policiais Civis, Cláudio Lima, rebate: “Não tivemos privilégios, as duas categorias recebem tratamento idêntico por parte do governo e do secretário.
Este percentual referese ao nosso reenquadramento funcional automático que estava atrasado e nos foi garantido no acordo”, declarou.
GREVE – O diretor de Cultura da Associação dos Profissionais da Polícia Militar e Bombeiros Militares (Aspol), sargento Alberto Neves, diz que greve da PM não faz parte dos planos do movimento.
Contudo, algumas medidas que serão adotadas podem inviabilizar o trabalho de policiamento ostensivo da corporação.
Caso o governo não responda à lista de reivindicações apenas vão dirigir viaturas aqueles PMs que tiverem curso para condução de veículo de emergência, como determina o Código de Trânsito Brasileiro. “Como nenhum PM possui formação neste curso, nenhuma viatura sairá às ruas”, informa Brito.
Outra atitude a ser tomada será a de impedir que o policial militar saia às ruas sem o Equipamento de Proteção Individual completo, entre os itens está incluído o colete à prova de balas.
INÁBIL – Deputados estaduais da base governista e da oposição colocam a culpa da crise na atuação do secretário César Nunes.
Avaliam que ele é “inábil” ao tratar com os policiais militares. Ligado à categoria, Capitão Tadeu (PSB) diz que “o governo precisa sentar para negociar com os policiais militares e antes que o movimento resulte numa crise sem precedentes”, considera.
Para o oposicionista João Carlos Bacelar (PMN), presidente da Comissão de Direitos Humanos e de Segurança Pública da Assembleia Legislativa, Nunes tomou atitudes que “humilharam” a corporação e fomentou uma rixa entre as duas polícias. “Não acho que este movimento irá terminar em greve. Este governo é sensível ao funcionalismo e mesmo com irresponsabilidade orçamentária vai atender as exigências”, disse.
Nunes não foi localizado para falar sobre o assunto. O Comando da PM-BA, ao contrário do que prometeu, não respondeu aos questionamentos feitos por A TARDE até o fechamento desta edição.
ATARDEONLINE-11/07/09 Pag.08
domingo, 19 de julho de 2009
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