quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Assembleia Legislativa de olho no PMDB

O retorno aos trabalhos, a partir de hoje, será marcado na Assembleia Legislativa da Bahia pelo posicionamento que vai adotar a bancada do PMDB em relação à administração estadual. Com pelo menos dois oposicionistas já declarados, Arthur Maia e Maria Luíza Barradas, a bancada tem oito integrantes e pode acontecer ali o passo mais forte para a oficialização do rompimento entre o governador Jaques Wagner (PT) e o ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima (PMDB).

Do jeito que as coisas estão, caso os deputados peemedebistas decidam radicalizar, passando a votar contra o governo estadual, ninguém conseguirá adiar mais o rompimento oficial, com o expurgo dos secretários indicados pelo PMDB e o corte de relações políticas. Ouvido pelo jornalista Biaggio Talento (que publica a opinião dele na coluna Tempo Presente desta segunda-feira) o presidente da AL, Marcelo Nilo, prefere acreditar que a bancada vai manter-se ao lado do grupo governista, pelo menos em sua maioria.

Nilo diz ter ouvido de deputados peemedebistas que eles continuarão votando com o governo, mas não há nenhuma garantia de que isto vá mesmo acontecer. Os parlamentares estão sendo pressionados, por prefeitos, lideranças municipais e pelos que já estão na oposição, a tomarem uma posição definitiva, apressando a definição do quadro estadual, com a candidatura de Geddel Vieira Lima assumindo mesmo caráter irrevogável.

Não acredito que a postura da bancada vá mudar de um só golpe, mas sim que pequenos e contínuos gestos irão acomeçar a delimitar o novo comportamento, o que parece mais condizente com a forma de atuação do PMDB. E, nesta balada, o rompimento já está acontecendo e vai se consolidar nos próximos meses (setembro seria uma boa aposta).

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