sábado, 10 de julho de 2010

Ausência Ingrata!!

Respeitando-se algumas exceções, estamos na “estação” dos irônicos socráticos. Começa o festival de lorotas onde os useiros e vezeiros sopram aos pontos cardeais utopias e promessas mentirosas diante dos eleitores.

Uma esteira de cinismo de “cabelos compridos”, coroada de astúcias e tramas conhecidas do público, que não aceita mais ser enganado por “ladainhas” chafurdadas, repletas de lama. Faz-se necessária autocrítica de certos parlamentares para que deixem de soprar a todo pulmão, em palanques, inutilidades que causam náuseas ao povo que prefere refugar a sonoridade repugnante, batida, recheada de artifícios demagógicos para manipular apoio popular.

Estalar para os “quatro ventos”, o parlamentar ou mesmo o executivo sobre seus feitos, quando do exercício do cargo, não quer dizer que seja generoso. Compreenda que, é dever e obrigação fazer jus a confiança que lhe foi depositada através das urnas. Autopromover-se com propagandas excessivas, com o erário público contraria os requisitos éticos do Direito Administrativo.

Elege-se um candidato, no nosso sistema democrático, na esperança que ele seja escorreito no exercício do cargo que lhe foi outorgado, representando bem o povo; deve ser impávido, transparente, sem declinar-se covardemente e que rejeite propostas escusas, bem como, não se transmude em réptil, lagarto que muda de cor, carregando sobre si o defeito da hipocrisia que agride a virtude.

Ausentar-se de uma sessão legislativa, deputados, na hora da votação de um projeto de lei, que trata do reajuste salarial dos companheiros da Briosa Polícia Militar, esses parlamentares não precisam dos votos dos milicianos. Não há duvida, que seus nomes passarão a constar do Livro Preto que registra as ingratidões. Serão penalizados; o moral ficará baixo, lívido, porque sofrerão desgaste eleitoral em razão da incúria.

A lista dos falsos amigos da PM está na memória da classe. Desconhecem, portanto, o ofício nobilitante que a Corporação presta à sociedade. Enquanto a cidade dorme, os policiais civis e militares, mesmo com o risco da própria vida se expõem a guardar os patrimônios e zelam pela tranqüilidade social; porém, uma tarefa má recompensada.
O Livro Preto está em todo o estado e há de se perguntar, quando das solenidades nos quartéis, sempre convidados, os que se dizem “Amigos da Polícia,” esses répteis, com qual cor se farão presentes?

Geraldo Dias de Andrade é Cel. PM/RR – Escritor – Bel. em Direito – Cronista – Membro da Academia Juazeirense de Letras e Membro da ABI/Seccional Norte.

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