Apontar é Fácil mais resolver ai é outra história.
Daniela Pereira
Condições de trabalho dos agentes policiais, funcionamento das delegacias, índices de criminalidade, superlotação carcerária e a convocação oficial dos agentes, escrivães e delegados concursados, foram debatidos durante o encontro ocorrido no auditório da Assembleia Legislativa na manhã de ontem.
O secretário de Segurança Pública, César Nunes, acompanhado do delegado-chefe, Joselito Bispo, acompanhou de perto toda a sessão, ocorrida na sala Herculano Menezes da Comissão de Direitos Humanos e Segurança Pública.
Os deputados cobraram do secretário, o motivo pelos quais 165 municípios da Bahia estão sem delegados, e, a contratação não é posta em prática. Após apresentar dados sobre a atuação da polícia baiana, o delegado-chefe admitiu que existam unidades precisando de reformas, mas garantiu que a contratação dos concursados não depende dele. “Sabemos que existem unidades policiais precisando de ajuda, novos agentes e delegados, mas também tem delegacias no interior do Estado que não precisam de delegado, pois o índice de violência é nulo. O delegado pode tranquilamente ser substituído por uma outra autoridade”, declarou.
Durante duas horas de discussão, alguns dos 1052 agentes concursados da Polícia Civil, que ainda não foram nomeados e estavam na Assembleia e aproveitaram para protestar a favor da contratação. “O nosso papel não é contratar e sim encaminhá-los à autoridade responsável para uma análise em nível de Governo”, explicou Joselito Bispo. O clima na sessão ficou tenso quando o deputado Zé Neto (PT) tentou justificar a demora da contratação dizendo que essa era uma situação antiga e do governo anterior. Revoltados com a posição do deputado, os concursados presentes, levantaram dos lugares, sob muitas vaias, e deram as costas para o deputado.
Quando questionado sobre a prorrogação das investigações dos procedimentos instaurados sobre irregularidades na polícia baiana, o secretário de Segurança Pública, César Nunes, explicou que as apurações continuam em andamento. “É necessário paciência para esses assuntos. Se houve prorrogação é porque a verdade ainda não foi encontrada devido à complexidade e sensibilidade do assunto”, afirmou Nunes.
Na sabatina ao delegado-chefe, os parlamentares quiseram saber sobre o destino dos carros abandonados na porta da Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos (DFRV), bairro Iguatemi. O acesso negado aos deputados estaduais, às instalações policiais, durante uma inspeção nas delegacias na capital voltou à tona. Em defesa, Joselito Bispo explicou que o destino dos carros que estão no pátio da delegacia da (DFRV) será analisado. “Eles não pertencem a ninguém, portanto não podemos dar, nem vender e nem leiloar, a situação é muito complexa”, afirmou. Em relação ao acesso negado às delegacias, Bispo afirmou que houve um mal entendido. “Eu não impedi a entrada de ninguém apenas não autorizei a entrada na carceragem para proteger a integridade física dos visitantes”, completou. O delegado anunciou novamente, os cinco postos de registro de ocorrências de combate a crimes contra coletivos.
Publicada: 04/06/2009 Atualizada: 04/06/2009
quinta-feira, 4 de junho de 2009
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