Policiais civis interrompem as atividades a partir de 8h, desta quarta-feira, 20, na segunda paralisação de 72 horas da categoria neste mês de maio. Desta vez, eles dizem que não vão fazer levantamento cadavérico, além de investigação, registro de ocorrências, condução de presos e visitas, mas garantem que vão manter a custódia dos internos. A categoria afirma que esse trabalho será feito por 30% dos 5.800 investigadores, escrivães e peritos técnicos que trabalham na Bahia.
A categoria reclama da proposta de reajuste salarial de 30% oferecida pelo governo. "Queremos isonomia com os delegados, que foram contemplados com 70% de aumento. Também queremos esse percentual", reivindica Bernardino Gayoso, diretor do Sindicato dos Policiais Civis (Sindpoc).
Gayoso diz que o governo convocou os policiais que ocupam cargos de chefia para apresentar esta proposta nesta terça. "Isso indignou mais ainda a categoria. Eles não querem negociar, querem desestabilizar a categoria", reclama.
Os policiais prometem lacrar todas as delegacias, mas farão piquete apenas na porta do Departamento de Polícia Técnica (DPT), na Avenida Centenário. Eles ameaçam fazer novas paralisações entre os dias 27 e 29 de maio.
A população pode registrar ocorrências no posto mantido na sede da Secretaria de Segurança Pública (SSP), na Piedade, durante os dias de paralisação. Outra opção é registrar na Delegacia Digital, mas apenas para casos de furto de documentos, veículos e objetos, além de desaparecimento de pessoas.
quarta-feira, 20 de maio de 2009
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