Os policiais civis instituíram cronograma até junho para a realização das paralisações por melhores salários. Uma das etapas, iniciada na última quarta-feira se encerra hoje, estando prevista a nova interrupção das atividades para a próxima semana, dias 27,28 e 29, e encerrando o calendário no mês que vem nos dias 8, 9, e 10. Na maioria das delegacias da cidade o movimento durante o dia de ontem foi considerado fraco. Segundo o delegado Omar Leal, da 1ª Delegacia, no Complexo dos Barris, "o povo está ciente e não compareceu às unidades".
Nenhuma perícia em local de crime, estabelecimento roubados ou arrombados foi realizada durante todo o dia. Os corpos retirados da rua apenas pelos funcionários do Instituo Médico Legal Nina Rodrigues (IML) não tiveram a devida verificação, - normalmente realizada pelos peritos técnicos de criminais. Apesar de respeitar o Sindicato dos Policiais Civis (Sindipoc), muitos delegados não quiseram comentar a decisão de escalonamento do movimento paredista. "Sou associada da Associação dos Delegados e devo me orientar pela minha entidade", se esquivou a delegada Celina Santos, na 4ª Delegacia, em São Caetano, onde apenas os serviços essenciais foram realizados. Titular da 11ª Delegacia há menos de uma semana, o delegado Adailton Ada alegou estar ainda conhecendo a movimentação da unidade, e que estava "dentro de total normalidade". Segundo ele, "quem compareceu à delegacia foi atendido, conforme as diretrizes traçadas pela Secretaria de Segurança Pública." Os funcionários contratados pelo Regime Especial de Direito Administrativo, o Reda, registraram a lavratura de ocorrência sem problemas e apenas as investigações estavam suspensas na 11ª DP.
Sem querer muita conversa com a imprensa a delegada plantonista da 9ª DP, no bairro da Boca do Rio, informava por volta das 18 horas que ninguém apareceu por lá para registro de ocorrências. Sobre sua posição e com relação ao movimento dos policiais ela preferiu se omitir, por não ter opinião formada a respeito. Em Cajazeiras a situação não foi diferente, segundo o delegado plantonista Manoelito dos Santos. "Se aparecer levantamento cadavérico ou flagrante estamos aqui", dizia ele com certo humor.
sexta-feira, 22 de maio de 2009
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