quarta-feira, 27 de maio de 2009

Policiais civis admitem reduzir percentual de reajuste

Começa nesta quarta, 27, a terceira paralisação de 72 horas dos agentes da polícia civil que batalham reajuste de 70% com o governo do Estado da Bahia. No início do movimento, eles pediam 100% de aumento, mas aceitam até 70%, de acordo com o vice-presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Estado da Bahia (Sindoc), Marcos de Oliveira Maurício, que reclama de ausência de proposta do governo. “Até agora nada foi negociado. Mais uma vez o governo discrimina a nossa categoria“, protesta Marcos Maurício.

Com a greve, ficaram suspensos os serviços de registro de ocorrências, salvo aqueles relacionados com prisões em flagrante, capturas de procurados, homicídios e remoção de cadáver. Não serão realizadas quaisquer diligências pelos investigadores do plantão, atividades de cartório, escoltas ou transferências de presos – mesmo com determinação judicial. Também não estão funcionando retirada de inquéritos policiais ou outras comunicações ofícios, protocolos e etc, ou visitas de internos das unidades.

A Bahia é o 21º Estado na escala salarial dos policiais do Brasil, atrás dos Estados de Pernambuco e Roraima, com salários de R$ 1.560 e R$ 1.590 de acordo com dados da Conferência Brasileira de Policiais Civis (Cobrapol), divulgado em 2008, referente ao ano de 2007.

Líderes no ranking, os agentes do Distrito Federal são os que mais ganham, com salário de R$ 6.594,30, em 2007. Este ano, já passaram a R$ 7.500, de acordo com dados do Sindpoc. Até sexta-feira, o cidadão vai contar mesmo é com o serviço de atendimento digital da Secretaria de Segurança Pública (SSP).

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