domingo, 18 de janeiro de 2009
Incidentes na Lavagem são reflexos do pleito de 2010
Faltando ainda quase dois anos para as eleições de 2010, a Festa da Lavagem do Bonfim, a mais popular da Bahia depois do Carnaval, produziu cenas políticas que antecipam a futura disputa que poderá colocar em lados contrários PT e PMDB. As vaias para o prefeito João Henrique e o ministro Geddel Vieira Lima, as duas maiores expressões do PMDB, mesmo que possam ser interpretadas como um fato isolado e consideradas como orquestradas, merecem uma reflexão. Da mesma forma, o incidente envolvendo a comitiva do ex-governador Paulo Souto e o deputado federal ACM Neto, que acusaram a tropa da PM de patrulhamento, também merece um registro. Numa nota divulgada ontem pela Juventude de PT, assinada por Gabriel Oliveira, praticamente revela que foram os militantes do partido que deram as vaias nos peemedebistas. “O mais novo presente de ano novo dado pela Administração Municipal à população de Salvador e à juventude soteropolitana foi o repentino e covarde aumento da tarifa de ônibus na cidade”, diz um trecho no início da nota. Coincidentemente este foi o pano de fundo das vaias dirigidas ao prefeito João Henrique no dia da Lavagem do Bonfim, que também tentaram atingir o ministro Geddel Vieira Lima, em vias de rompimento com os petistas para se candidatar ao governo do estado em 2010. Na nota os petistas antecipam o tipo de relacionamento que deverão ter com o prefeito João Henrique e atribuem a ele a agressão às liberdades através de atos de violência como o acontecido durante a Lavagem do Bonfim. “Já sabemos que não se pode esperar nenhum canal de diálogo com a Prefeitura. E não só os estudantes, como todos os setores que estão à margem das decisões políticas em Salvador estarão atentos e permanentemente mobilizados”. Lúcio Vieira Lima, presidente estadual do PMDB, contesta as acusações. “As vaias soaram como um protesto político”, reagiu. “Não concordo com a atitude de quem quer que seja, mas as faixas foram colocadas atrás do prefeito para lhe provocar”, reforçou Lúcio, referindo-se ao incidente com o segurança que provocou o tiro. A nota praticamente incita os estudantes à mobilização por conta do aumento dos ônibus anunciado recentemente, afirmando que “a Secretaria de Juventude do PT abomina as recentes ofensivas de João Henrique contra a população e aos estudantes da cidade e tem se colocado desde o início favorável às mobilizações contra o aumento”. Com isso, Lúcio avalia que tudo foi feito de forma premeditada. “Foi premeditado. Já no Mercado Modelo, onde eles se concentraram, fizeram aquilo estrategicamente para aparecer na mídia. Foi uma manifestação orquestrada”, reforçou o peemedebista
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