O deputado federal Walter Pinheiro (PT) cobrou neste sábado, 17, do governo do Estado um posicionamento mais incisivo em relação ao caso do segurança do prefeito João Henrique (PMDB) que agrediu um estudante na Lavagem do Bonfim. Pinheiro disse estranhar o fato de a Prefeitura de Salvador admitir utilizar policiais militares em trabalhos fora de sua atribuição.
A Secretaria Municipal de Comunicação confirmou que o segurança, cuja identidade permanece sob sigilo, pertence aos quadros da Polícia Militar. “É a volta da P2“, criticou o parlamentar, em referência ao uso de policiais à paisana. No início de sua administração, o governador Jaques Wagner (PT) orientou explicitamente o comando da PM para não permitir mais a prática, associada à truculência e autoritarismo e comum em governos anteriores. Segundo o assessor direto de Wagner, Ernesto Marques, a orientação permanece, mas o governo do Estado não se pronunciará até saber se o policial integra a Assessoria Militar do prefeito. A TARDE procurou o comando da PM, mas ninguém atendeu às ligações.
Após ter evitado falar com imprensa no dia seguinte à agressão, o estudante Luiz Eduardo Colavolpi, 17 anos, respondeu às acusações do prefeito João Henrique, que associou os manifestantes envolvidos no episódio à “esquerda cega que tem a genética da guerrilha”. “Quero esclarecer que não agredi ninguém. É inacreditável que o prefeito divulgue nota para defender seus capangas“, disse Colavolpi. Ele afirmou que é filiado ao PT e teme retaliações a seus pais, funcionários da prefeitura. “Não é questão de perder o emprego, mas o que pode acontecer lá dentro. Não quero envolvê-los, eles me apoiam, mas essa luta é minha“.
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