quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Oposição pede que policiais adiem greve

Os parlamentares da bancada de Oposição ficaram estarrecidos com a situação de insegurança que vivem os policiais baianos e ficaram bastante preocupados com a possibilidade cada vez mais concreta da categoria entrar em greve devido a falta do cumprimento dos acordos por parte do governo Jaques Wagner. A situação foi apresentada aos parlamentares pelos policiais civis e militares durante audiência na Comissão de Segurança Pública e Direitos Humanos. De acordo com o líder do Democratas na Assembléia, deputado Heraldo Rocha registrou a insatisfação da categoria e reforçou que, diante da situação de insegurança no Estado, uma greve de policiais civis e militares só iria agravar o caos na área de Segurança Pública. "Neste momento de instabilidade e insegurança, fizemos um apelo aos policiais para que não entrassem em greve e esgotassem todas as etapas de negociação com o Estado antes de partirem para a radicalização. Por outro lado, fazemos um apelo ao Estado para que atenda aos policiais", afirmou Rocha. De acordo com o deputado Eliedson Ferreira (DEM) afirmou que a violência contra os policiais começa pelos próprios salários. Ele alertou que a Assembléia estará analisando e votando até o final do ano o Orçamento para 2009 e que este é o momento para a Casa contemplar a categoria com um aumento salarial, no caso do governo já não tê-lo feito. "Se não propusermos nenhuma melhoria salarial já, os policiais terão que esperar mais um ano sem qualquer perspectiva de aumento salarial", disse Ferreira. O deputado lembrou que, em muitos casos, para complementar a renda familiar, muitos policiais são obrigados a fazer 'bicos', comprometendo a já extenuante ação diária, além da convivência constante com a violência . "Esta Casa tem a oportunidade, no Orçamento, de mudar esta situação", afirmou Ferreira. Já o deputado Carlos Gaban (DEM), ressaltou o posicionamento equilibrado da Oposição em tentar propor a negociação em vez da greve entre a categoria. "A situação é muito grave, trás preocupação a todos nós, porque pudemos ver a insatisfação das diversas lideranças da Polícia Militar e da Polícia Civil, devido ao não atendimento das reivindicação das duas categorias por parte do governo do Estado. O governo precisa tratar dessa situação urgentemente, pois muitas lideranças pregam o indicativo de greve devido a insatisfação com os baixos salários, com a falta de condições de trabalho, a insegurança, inclusive de seus familiares, a necessidade de mais contratações. Vamos debater o Orçamento, pedir que o governo se sensibilize e envie uma suplementação orçamentária para que essa situação não se agrave mais", disse Gaban. O deputado Tarcízio Pimenta (DEM), lembrou que, quando a insegurança atinge principalmente a família de um policial, quando ele não tem mais tranqüilidade em deixar mulher e filhos em casa para trabalhar é que a situação é muito grave. "É o próprio agente de segurança mostrando o grau de insegurança que estamos vivendo hoje na Bahia", concluiu o parlamentar. Fonte: Agência Oposição

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