Como estava previsto, o encontro do presidente Lula com os prefeitos eleitos e reeleitos em 2008 transformou-se mesmo numa grande festa política. E os restaurantes, shoppings e boates de Brasília também estão em festa, com a presença de mais de dez mil pessoas bancadas pelos cofres municipais e estaduais. Apesar da negativa presidencial, um Encontro Nacional dos Prefeitos tem mesmo caráter político e não pode ser desvinculado dos planos e projetos para 2010.
Ao discursar, em tom de campanha como tem feito cada vez mais nos últimos tempos, o presidente Lula criticou a imprensa e elogiou os prefeitos, o que também é natural uma vez que aqueles formam a base de sustentação de qualquer liderança política enquanto os veículos de comunicação são sempre apontados como culpados quando isto é interessante. Aproveitando a excelente ocasião, Lula assinou um pacote de medidas beneficiando os municípios, entre as quais está a possibilidade de parcelamento de débitos das prefeituras com o INSS por até 20 anos, inclusive para quem já fizera acordo em 2004 e não pagou as parcelas.
Lula garantiu que o evento não foi programado para projetar a candidatura da ministra Dilma Rousseff ao Palácio do Planalto, mas não dá para desvincular o fato de que em 2010 haverá eleições do fato de que a provável candidata é uma das estrelas do encontro. Montado na imensa popularidade que os programas sociais da sua administração e o controle da economia têm lhe proporcionado, o presidente está mesmo fazendo campanha e o encontro com os prefeitos faz parte desta estratégia, embora seja lógico que seria um gol contra admitir isto.
Não vejo nada de errado na postura do presidente, desde que os interesses do País não sejam deixados de lado pelas conveniências políticas de uma campanha. E Lula, até agora, não deu mostras de que está fazendo isto.
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
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