sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Governador procurará partido

O governador Jaques Wagner admitiu também que as eleições municipais resultaram num problema de relacionamento do governo com o PMDB e que cabe neste momento uma conversa com o partido. “Evidentemente que cada fato político (como as eleições municipais) tem suas consequências e estou esperando o momento para ter uma conversa com o PMDB”, disse. Questionado sobre a tese que cresce entre setores do PT de que, passada as eleições à Assembleia (ganha pelo governo) e à UPB (cuja presidência ficou com um peemedebista), teria chegado o momento de sentar com o partido do ministro e pactuar um compromisso de apoio à sua reeleição ao governo em 2010, o governador preferiu se esquivar. . “Não estou preocupado com compromisso para 2010. Estou preocupado com a governabilidade - não na Assembleia, porque nesta eu tenho maioria. Estou preocupado com a governabilidade, porque nós não podemos ficar num governo e apontar dois caminhos. Este governo tem um caminho só. Preciso que a gente decida como fazer para caminhar as coisas juntos”, disse. Perguntado sobre se a questão nacional influiria na relação com o PMDB no Estado, o governador declarou que tem um peso relativo. “O peso dominante é a condução política no Estado, que tem interação com a nacional. Tanto o presidente quanto eu temos interesses em manter o PMDB na base. Agora, tem que ver como esta pactuação anda”, enfatizou. Em relação às declarações recentes do prefeito João Henrique (PMDB) no sentido de se reaproximar do governo, Wagner foi enfático: “é um ato de vontade dele. Até porque eu nunca me movimentei da minha posição. Quem disse que o PMDB tinha que ir para a oposição foi ele, não eu. Não vou debater mais com o prefeito. Se ele foi e agora quer voltar…”. Por tabela, o governador negou que o PDT tenha fechado a indicação do novo secretário de Ciência e Tecnologia em troca do apoio formal da direção da legenda ao seu governo. “Não está definida a secretaria, mas já conversei com Severiano Alves, presidente estadual do partido, com o ministro Carlos Luppi e com a bancada estadual sobre a ampliação da base. As negociações com o partido visam à ampliação da base, movimento iniciado com a atração do PP para o governo, mas precisam chegar ao final, “se as demandas colocadas forem possíveis de ser atendidas”, concluiu.

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