Mesmo afirmando sempre que não trabalha para isto e até dizendo que não está nos seus planos, o ministro da Integração Regional, o baiano Geddel Vieira Lima, é hoje o mais forte candidato à vaga de vice-presidente numa futura chapa com Dilma Rousseff, a candidata do peito do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. E isto devido a algumas razões objetivas e simples:
1- A força conquistada pelo PMDB nas eleições municipais e o prestígio da legenda ao assumir o comando da Câmara Federal e do Senado praticamente colocam no colo do partido a indicação para vice; 2- A ministra Dilma Rousseff, embora sendo mineira, tem sua trajetória política toda vinculada ao Rio Grande do Sul, o que favorece a indicação de um nome nordestino como forma de dar equilíbrio à chapa; 3- O presidente Lula, principal eleitor do país, tem excelentes relações com Geddel Vieira Lima, melhores do que as que tem com o senador Jarbas Vasconcelos (PE), que é o outro nome nordestino citado neste cenário; e 4- A indicação do ministro ajudaria a resolver o impasse baiano, tirando da cola do governador Jaques Wagner - amigo pessoal de Lula - um possível forte candidato ao Governo do Estado em 2010.
Por tudo isto é que Geddel surge como favorito a ser o "Dilmo da Dilma", como foi dito esta semana. É claro que, com mais de um ano de antecedência da definição da chapa, seria ingenuidade ou burrice assumir este favoritismo ou antecipar planos. E o ministro, certamente, não pode ser acusado de nenhuma destas duas fraquezas.
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
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